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Quem procurar quando não estou bem?


Sabe aqueles dias que você não está bem? O namorado terminou, o chefe fez duras críticas, a comida queimou, você foi mal na prova, enfim, os motivos podem ser os mais variados, mas a sensação é sempre a mesma: angústia, raiva, frustração, vergonha, tristeza, impotência, autoestima baixa, desejando dormir e não mais acordar. Mas antes de dormir você sente uma necessidade em contar para alguém como foi seu dia, como se sente, mas contar para quem?

Nem sempre temos com quem compartilhar momentos e/ou fases difíceis, outros não sentem confiança para desabafar aquilo que verdadeiramente sentem, mas o fato é que nem sempre temos quem queira nos ouvir, pois nem sempre as pessoas sabem como lidar com nossas dores emocionais. E quando encontramos, recebemos junto um conselho, opinião ou julgamento, que na maioria das vezes está longe de ser o que precisamos naquele momento. Por vezes só queremos mesmo um colo!

Quando você sentir vontade de desabafar e não tiver quem te ouça, procure pegar um papel e escrever! É isso mesmo, escrever tudo que sente, e perceberá a diferença.

Escrever pode ajudar a descobrir o que pensamos sobre nós mesmos e principalmente os sentimentos que são despertados dentro de nós por aqueles com quem convivemos. É como se fizesse uma viagem para dentro de si mesmo.

Ao escrever você desabafa, organiza sua mente, e deixa a energia psíquica fluir. Para isso tenha em mãos um caderno, mas não se preocupe com a caligrafia; ou se preferir, digite no computador, o importante é expressar sua emoção sem permitir que a razão interfira.

Pergunta básica: O que estou sentindo?

Identificar o que sente é uma boa maneira de sair do automático e acessar seus sentimentos. Para isso, faça ao menos uma vez por dia a pergunta básica: "O que estou sentindo?" E escreva cada resposta, como também escreva seus sonhos - ver série de artigos sobre interpretação de sonhos, pois esse material poderá contribuir muito quando fizer análise.

Se quiser se aprofundar e elevar seu autoconhecimento, você poderá escrever sobre as fases de sua vida: infância, adolescência, relacionamentos, vida familiar, social, pessoal, profissional. Enfim, tudo o que sente diante de situações onde nem sempre é possível falar, mas é importante expressar os sentimentos para que esses não sejam reprimidos, pois quando isso acontece, poderá ser expresso através de sintomas físicos.

Quando começar a escrever poderá sentir alguma dificuldade, mas aos poucos as lembranças vão surgindo em sua mente como se fosse um filme. Depois poderá analisar com calma, de preferência, junto com um profissional de sua confiança.
Enfim, escreva tudo o que sentir e que irá colaborar para elevar seu autoconhecimento e, principalmente, anote as conversas consigo mesmo, mas sem criticar ou julgar. Lembre-se que quando falamos de sentimentos não há certo e errado, mas sentimentos, e esses devem ser SEMPRE respeitados e validados.

Em 1920 Jung já dizia: 
"Toda pessoa deveria cultivar a arte de falar consigo mesmo, como se o próprio afeto falasse, sem levar em conta a crítica. Enquanto o afeto se manifesta, a crítica deve ser evitada".

Escrever é uma das técnicas que podem ajudar no processo de autoconhecimento e aliviar dores emocionais, mas apenas escrever não é suficiente, é preciso juntamente ter um suporte com um profissional, no caso psicólogo, para que possam juntos identificar as possíveis origens dos conflitos e dificuldades.




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Rosemeire Zago é psicóloga clínica CRP 06/36.933-0, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática. Estudiosa de Alice Miller e Jung, aprofundou-se no ensaio: `A Psicologia do Arquétipo da Criança Interior´ - 1940.
A base de seu trabalho no atendimento individual de adultos é o resgate da autoestima e amor-próprio, com experiência no processo de reencontrar e cuidar da criança que foi vítima de abuso físico, psicológico e/ou sexual, e ainda hoje contamina a vida do adulto com suas dores.
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