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Somos co-criadores da Criação

Somos co-criadores da Criação

por Luís Vasconcellos

Ganhar consciência da sua realidade é uma tarefa ou processo contínuo e que vale uma vida: dá sentido a toda uma existência! Ninguém errará muito se pensar que este é o motivo maior de existirmos.

Contudo, o fato imediato de que estamos todos "OLHANDO/PERCEBENDO" para as coisas, pessoas e situações do mundo não nos dá a garantia de que estejamos "VENDO" através de uma consciência desperta para a constatação psicológica de que aqui estamos como construtores da realidade percebida.

OLHAR é algo mais imediato e direto do que o VER, que exige que nos conscientizemos de nossa percepção como algo pessoal e que carrega muito de nossa subjetividade.
O VER está para um DESPERTAR de CONSCIÊNCIA assim como o OLHAR está para o AUTOMATISMO inconsciente.

Estar em estado de vigília e, portanto, acordado do sono noturno não garante, por si só, que estejamos DESPERTOS para as possibilidades e alternativas que um estado de consciência mais amplo demanda de nós. Estar conscientes ou racionais, não nos garante que estejamos longe de viver presos de ilusões e enganos. Muito do que se passa enquanto no estado de vigília se traduz por automatismos e ações, no mais das vezes, inconscientes.

Existem em nós, convivendo como em um TODO, tanto o plano Consciente quanto o âmbito do Inconsciente. Sendo este último um nome para denotar tudo aquilo que, ainda que sendo, nosso, não temos dele consciência.
Esta é a nossa condição natural e primordial: somos construídos de luz e escuridão, assim como o universo. Assim como acima, embaixo. Assim como fora, dentro. Sabemos muito a respeito de algumas coisas e sabemos quase nada a respeito de muitas coisas.
Aceitar com humildade crescente esta condição primordial (a de que somos construídos de Consciente e Inconsciente) acaba sendo uma exigência para quem deseja experimentar alternativas e possibilidades implícitas em um despertar para um Estado de Consciência que mereça este nome.

Custa algum esforço acordar de um transe para VER que aquilo que cada um toma como Realidade não é, de fato, tão próximo de um REAL quanto seria útil e necessário. Sim porque a Realidade está aí e nós também, mas nossa Consciência dela é limitada e alterada continuamente pela nossa vida íntima, pelos nossos interesses, tanto quanto pelos nossos desinteresses, pelos nossos desejos tanto quando pelo indesejável, pelos medos tanto quanto pelo destemor, pelas carências tanto quanto pelas abundâncias. Cada qual constrói a Realidade que é percebida. Cada um de nós influi decisivamente sobre a realidade percebida, pela simples presença de nós mesmos como percebedores. Olhar é simples e direto; VER é complexo e indireto.

Todos, indistintamente, projetamos e atribuímos à realidade um sem número de conteúdos nossos, apenas alguns destes são conscientes, no geral são projeções inconscientes. Identificamo-nos por inteiro com esta "quase-realidade" que temos como absoluta e descartamos as experiências, fatos, coisas, situações incompatíveis com ela. Cada "quase-realidade" pessoal não passa de uma versão possível do que as coisas são. Há sempre múltiplas versões ou perspectivas da Realidade. Despertar de uma "quase-realidade" é reconhecer seu valor e importância relativas.
Construímos uma "quase-realidade": Isto é tão factual quanto o respirar e o comer, o dormir e o acordar, tão evidente quanto o fato de estarmos vivos e, entretanto, pode escapar à percepção da grande maioria: existe o mundo físico (coisas, pessoas, situações) e existimos, cada um de nós, como construtores e co-criadores da realidade vivida. Este é o fato psicológico de cuja aceitação depende o despertar para um estado de Consciência que mereça este nome.

A quase-realidade é construída (simplificando muito!) do mundo físico menos aquilo que cada um não percebe nele, mais as projeções pessoais que existem em infinitos tipos e qualidades. Não é a realidade que muda quando alguém a olha inspirado pelo otimismo ou, vice-versa, possuído pelo pessimismo e pela descrença. Por outro lado, diante do mesmo fato e situação podemos encontrar, lado a lado, um otimista e um pessimista, provavelmente em uma acalorada discussão...

Construímos através de nossa intencionalidade, preferências, carências e desejos uma quase-realidade e é com esta que estabelecemos a relação percebedor/mundo percebido.
Alguém se encontra iludido por seu otimismo exagerado, outro está iludido por um pessimismo negro e a realidade não tem muito a ver com isto. Ambos estão iludidos, ambos exageram e não sabem que estão usando um "filtro" que seleciona tudo que é percebido por eles e que cria uma "ótica particular" ao olhar para as coisas, pessoas, situações... Enquanto não se aperceberem disto viverão na inconsciência de sua vida psicológica e não poderão reconhecer as características pessoais que compõem o seu mundo íntimo. O autoconhecimento exige que se desperte deste transe ilusório.
Todo estado de Consciência é limitado e só é real em termos relativos. Um apego excessivo a um determinado estado de consciência (construindo sempre o mesmo "mundo"), visto de uma perspectiva mais ampla, pode significar um aprisionamento nele (identificação, fixação) e assim se pode definir, p. ex., uma "psicose" ou uma "fobia" ou um estado de "pânico".

Outro fato psicológico é que o condicionamento do "filtro" e da "ótica" de cada um foi construído primariamente durante a infância e juventude, Cada um está mais aprisionado e emaranhado ao seu "filtro" do que imagina. O condicionamento é um fator redutor e selecionador da percepção e, por outro lado, cria um "filtro" que aprisiona a mente através do apego a valores, conceitos e noções como as de Bem/Mal ou as de Certo/Errado... Nos apegamos a este "filtro" como se não pudéssemos existir como indivíduos sem ele e seus efeitos sobre nós.

A quase-realidade que percebemos e que, portanto, é aquela na qual vivemos e existimos, reflete e denuncia o nosso próprio estado de Consciência, nosso estágio de desenvolvimento e não somos capazes de Despertar para a Realidade sem antes despertamos para quem somos, de onde viemos e o que estamos fazendo no "aqui e agora" de nossa existência no mundo. Não podemos crescer em consciência do mundo (coisas, pessoas, situações) sem explorarmos a nós mesmos, sem nos aventurarmos em nosso mundo íntimo, nossos sonhos, fantasias, desejos, medos, temores e fixações de todo tipo.
Existem formas bastante conhecidas de apegos: às posses materiais, ao lugar onde vive, ao "território particular", aos relacionamentos amorosos e familiares (ciúme e instinto de proteger ou defender), às noções de religião e raça, às condições e hierarquia sociais (status, p. ex.), ao cargo que ocupa ou profissão que desempenha e assim por diante. Podem existir apegos ainda maiores, p. ex., a uma auto-imagem idealizada, a traços particulares que nos distinguem dos outros, a padrões de comportamentos e a processos psicológicos (fobias, psicoses, fixações de todo tipo). Para finalizar destaco também o apego a "filtros da percepção" como a falta de valor (auto-estima baixa), a persistência no sofrimento, a sensação de insegurança e, ainda, a perspectiva rotineira de quem sente desconfiança ou descrença diante de tudo e de todos.

Se a rigidez de nossos "filtros" é relaxada a Consciência amplia-se e abrem-se possibilidades novas. Somos todos prisioneiros de nossas projeções inconscientes. Percebe-lo é um dos primeiros e fundamentais passos na jornada de uma libertação da fixidez dos condicionamentos que aprisionam a Consciência. O que será que significa desenvolver uma Consciência Cósmica?

Um estado de Consciência Cósmica pode ter algumas exigências, pode precisar de alguns passos nossos, pode significar a necessidade de uma relativização do que é percebido: uma ótica (ponto de vista) de se ver em perspectiva assim como aos outros, uma abertura para tudo que transcende o que é apenas pessoal, uma realização de uma religiosidade (um instinto humano de relacionar-se com o Desconhecido/Inconsciente). Neste sentido, há uma exigência de que despertemos e que acabemos nutrindo uma aceitação do fato de vivermos imersos em um mistério a ser diminuído mediante um esforço na direção do desenvolvimento de uma Consciência cada vez maior do Desconhecido que nos cerca a todo momento. O Desconhecido jamais se esgotará. Temos que ter humildade diante dele e de sua imensa proporção.

O Desconhecido jamais desaparecerá do horizonte humano, esperando que o acolhamos e o aceitemos como parte da nossa Realidade: O Desconhecido em nós mesmos, nos outros, na natureza, no mundo físico, na família, nas alternativas e possibilidades humanas ainda não exercidas.

Avancemos, sempre, sem nos determos perante os obstáculos e desafios ao desenvolvimento de uma Consciência que mereça o nome...

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Atualizado em 22/03/2018 10:12:13

Luís Vasconcellos é Psicólogo e atende
em seu consultório em São Paulo.

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