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Sonhos e Projeção extrafísica

Sonhos e Projeção extrafísica
Publicado dia 12/18/2019 10:34:00 AM em Espiritualidade

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O desconhecido sobre o outro lado da vida ainda desperta uma certa curiosidade e a resposta sobre o que nos espera após a morte ainda é uma incógnita para muitos.
Através de relatos com crianças que estiveram algum tempo do outro lado da vida e voltaram para esse mundo, o Dr. Melvin Morse descreve como as chamadas experiências de quase-morte (EQMs) influenciaram suas vidas.
A seguir, alguns relatos dessa pesquisa.

"EU PARECIA UMA FERIDA"

Daniel, com seis anos, foi atropelado por um carro enquanto andava de bicicleta e recebeu uma séria pancada na cabeça. Ficou em coma por duas semanas. Não se lembrava de quase nada do acidente ou dos momentos anteriores. Falou de quando retirou a bicicleta da garagem e foi para a estrada. Sua lembrança mais viva foi do que aconteceu após o atropelamento:

"Eu estava lá, de pé, vendo os médicos me colocando na ambulância, quando vi que estava fora do meu corpo**. Minha mãe chorava e todos tinham pressa. Quando cheguei ao hospital, vi os médicos colocando uns tubos em mim. Eu parecia uma ferida porque estava cheio de sangue e machucado. Entrei em um túnel que estava escuro. No final dele, havia uma luz brilhante. Eu não estava nem triste e nem feliz, mas queria chegar até aquela luz.
Quando cheguei, encontrei três homens. Um era muito alto e os outros dois baixos. Por trás deles, havia uma ponte de arco-íris que atravessava o céu. Eles eram bonitos, mas tive medo deles. De repente, eu voltei para o meu corpo. Olhei para os meus pés, e os homens estavam lá. Depois desapareceram, e eu voltei inteiro."
Essa experiência fez com que Daniel passasse a acreditar na existência de outros mundos. Foi também um pouco assustador para ele, porque pensou que os homens fossem levá-lo para um lugar longe de seus pais. "Pareciam gentis", Daniel comentou. "Mas eu não queria deixar o meu pai e a minha mãe."

Como acontece frequentemente, as crianças conseguem resumir conceitos difíceis em algumas palavras inocentemente proferidas. Este foi o caso de uma criança que falou com a pesquisadora Elisabeth Kubler Ross sobre a morte e a natureza da alma.
Um menino de sete anos que pediu a mãe para desligar o oxigênio, para que ele pudesse finalmente dormir após uma batalha de três anos contra a leucemia. "Desligue o oxigênio, eu não preciso mais dele", disse. "Chegou a minha hora."

Ele tinha uma visão que antecedera a morte, de como era o céu. A visão revelou que seu avô estava aguardando por ele. A despeito da sua doença, ele ficou ansioso para ir para o céu. Quando lhe foi perguntado como era o céu em sua visão, ele tentou explicar da sua melhor forma: "É como se você entrasse através de uma outra passagem... você anda em direção a uma parede, para outra galáxia ou alguma coisa semelhante. É como andar dentro do cérebro. É como viver numa nuvem, e o seu espírito está lá, mas não no seu corpo. Você deixou o corpo. É realmente como se estivesse andando dentro da mente."
A experiência desse menino representa a alma como sendo o local onde se unem os mundos material e espiritual, uma descrição perfeita realmente para uma alma que está enraizada no cérebro. Para ele, não havia a contradição em acreditar que o céu estava em sua mente e que ele pudesse deixar o corpo e encontrar o avô no céu.

"ESTOU VIVO"

Tenho uma outra história de um dos meus pacientes. Quando me pergunto sobre a natureza misteriosa da alma e da energia desconhecida que acende as nossas vidas, penso neste caso.
Aconteceu com um menino chamado Ben. Esse "menino" é agora um policial de quarenta e sete anos, mas quando tinha quatorze anos, desenvolveu um caso grave de febre reumática e ficou hospitalizado algumas semanas no hospital Infantil de Boston.

Sua situação continuou a piorar, até que um dia, começou a sentir fortes dores no peito. Elas pioraram cada vez mais, até que não conseguiu mais ignorá-las. Lembra-se de ter falado com a enfermeira e dizer que alguma coisa má estava acontecendo. Ele a viu sair da sala correndo para chamar o médico, e então aconteceu algo estranho. Ele podia segui-la. Flutuou atrás dela enquanto ela explicava a situação ao médico, e depois seguiu-os de volta ao quarto para olhar o seu corpo. Compreendeu que olhava para o próprio corpo, flutuando por cima da cena, como um observador descompromissado.

Olhou para baixo e viu que estava ligado ao seu corpo por um cordão de prata que partia de seu pé. Era a única conexão que parecia haver. Alguns segundos antes, sentia muitas dores. Agora, flutuava acima do corpo, sem dor, enquanto médicos e enfermeiras iniciavam a ressurreição cardíaca para salvar a sua vida.

Enquanto observava o que se passava embaixo, sentiu de repente como se tivesse havido um grande aumento na sua inteligência. Ficou consciente de dois seres de luz, um de cada lado, que ficaram com ele enquanto olhava pacificamente a cena frenética. Ele diz que a presença desses seres deu a ele uma sensação de paz, amor e compreensão. Não era como se "soubesse tudo". Ben diz, agora: "Era mais como se de repente eu compreendesse que a vida é muito mais simples do que a maioria de nós pensa."

Os médicos estavam perdendo Ben, ou pelo menos o seu corpo. Tinham tentado tudo o que sabiam e agora estavam introduzindo uma longa agulha em seu peito para injetar epinefrina no coração. Quando ele viu este procedimento de desespero, os seres de luz ao seu lado perguntaram-lhe se desejava permanecer na Terra ou ir com eles...
"Quero ficar", disse, observando os médicos esperando que a epinefrina chegasse ao coração.

Os seres foram embora, e Ben viu os médicos desistirem e cobriram seu rosto com o lençol. Pôde ouvir as pessoas falando na antessala, consolando os médicos e enfermeiras que tinham acabado de perder o jovem paciente. Uma enfermeira residente permaneceu ao seu lado, chorando baixinho. Tinha trabalhado com ele na sua longa hospitalização, e passaram a se conhecer um ao outro muito bem.

De repente, os seres de luz reapareceram e disseram a ele que podia retornar ao corpo. Ben custou a acreditar. Pensou que estava morto, e parecia que estava. Agora os dois espíritos diziam a ele que podia retornar ao seu corpo (que tinha sido dado como morto pelos médicos).
Com o que pareceu um soluço, Ben estava de volta ao corpo. Puxou o lençol do rosto, arrancou a agulha do peito e gritou: "Estou vivo".

Ao rememorar a história de Ben, conscientizo-me de como é superficial a nossa compreensão do lado espiritual. Pesquisamos muito sobre a fonte das experiências espirituais, mapeando o cérebro para descobrir onde estes fenômenos ocorrem. Na sua maior parte, esquecemos que não é tão importante saber como acontecem, mas o fato de que acontecem.

O grande psicólogo William James disse que as experiências místicas como as EQMs (Experiências de Quase-Morte) são tão pessoais que estão além das palavras.
Ele disse: "Elas são puras e simples, uma experiência de luz. E a fonte dessa luz pode permanecer para sempre um mistério".

Por Melvin Morse
- Notas:
* Essa compilação foi feita por Wagner Borges e Leila Checchia, da equipe da Revista Vialuz, baseados no livro "Do Outro Lado da Vida", do Dr. Melvin Morse - Editora Objetiva.
** Projeção da consciência - é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.
Sinonímias: Viagem astral - Ocultismo.
Projeção astral - Teosofia.
Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.
Experiência fora do corpo - Parapsicologia.
Viagem da alma - Eckancar.
Viagem espiritual - Espiritualismo.
Viagem fora do corpo - Diversos projetores extrafísicos e autores.
Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) - Espiritismo.
Arrebatamento espiritual - autores cristãos.

por Wagner Borges

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Sobre o autor
Wagner Borges é pesquisador,
conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia
e autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros.
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Email: [email protected]
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Diplomacia. É um dia para assimilar as experiências do passado dando tempo para que cresçam lentamente, Use a diplomacia, seja paciente, discreto e receptivo às idéias alheias.
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