A Terapia do Mentor Espiritual

A Terapia do Mentor Espiritual

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 28/06/2007 15:44:45


“O homem não é corpo carnal.
Esta é uma revolução do conceito de homem muito maior do que a revolução da cosmovisão em que o geocentrismo (a Terra é o centro de tudo) cedeu lugar ao heliocentrismo (o Sol é o centro de tudo).
Quando se compreende que o homem não é corpo carnal, a vida começa a emitir um brilho todo especial”.
Masaharu Taniguchi - A Verdade em Orações.


Os leitores de meus artigos no Site Somos Todos Um podem notar que falo muito do(a) mentor(a) espiritual nos relatos dos pacientes que passaram comigo pela Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) – Abordagem psicológica e espiritual breve canalizada por mim pelos Espíritos Superiores do Astral. E que nesta terapia é o(a) mentor(a) espiritual de cada paciente que descortinará o “véu do esquecimento” do passado, seja desta ou de outras vidas, focando a causa primeva de seus problemas na vida atual para se libertar das amarras (bloqueios) de seu passado.

Antes de criar essa nova abordagem terapêutica (TRE), achava que era eu, enquanto terapeuta, que iria descortinar o “véu do esquecimento” dos pacientes.
As minhas intenções, obviamente, eram boas, pois queria ajudá-los a se libertar de seus sofrimentos, causados por experiências traumáticas de seu passado.
No entanto, os resultados pífios, medíocres que se apresentaram quando equivocadamente tentei - através da regressão de memória - romper a barreira da memória de seu inconsciente (o véu) e chegar à causa de seus problemas, me fizeram questionar o método inicial adotado. Até que numa das sessões de regressão com uma paciente, esta me disse: “Dr. Osvaldo, o meu mentor espiritual está me falando que a partir de agora ele irá nos ajudar nesse trabalho”.
Atônito, perguntei à paciente o que é mentor espiritual e quem era ele... (na época, confesso que era muito ignorante, obtuso acerca da espiritualidade).

Foi o próprio mentor a me esclarecer - através da paciente -, que ele era um ser desencarnado diretamente responsável pela evolução espiritual dela, e que todos nós, encarnados ou desencarnados, temos um mentor espiritual. Esclareceu ainda que o mentor espiritual nos guia, orienta e protege diante das adversidades da vida, bem como nos ajuda a identificar se estamos, ou não, seguindo o caminho que nos levará à evolução.E quanto mais ligados estamos a ele, maior será o nosso grau de felicidade e serenidade.
Realmente, pude constatar, não só com essa paciente, mas posteriormente com outros pacientes, que após conversarem com os seus mentores, esses bons espíritos deixavam-lhes a sensação de bem-estar, autoconfiança, tranqüilidade, serenidade e a certeza de que não estavam sozinhos nesta jornada, e que podem contar com um amigo fiel, principalmente nos momentos mais difíceis de suas vidas.

Desta forma, através das orientações dos mentores espirituais de cada paciente, o meu trabalho terapêutico deu um salto quantitativo e qualitativo quanto à sua eficácia na resolução dos problemas dos pacientes, bem como na duração do tratamento. Sem dúvida alguma, a TRE é uma abordagem psicológica e espiritual realmente breve, pois o número de sessões pelas quais os pacientes passam - após a entrevista inicial de avaliação - varia de 4, no mínimo, a 12 no máximo.
Inicialmente, ao começar a trabalhar com a terapia regressiva (1985), não tinha consciência como terapeuta (embora na ocasião tivesse uma boa bagagem teórica e prática em relação às técnicas de regressão de memória) de que não tinha autoridade para descortinar o “véu do esquecimento” do paciente, pois não o conhecia a fundo, na intimidade, e, portanto, não tinha condições de discernir o que ele estava ou não preparado para saber em relação ao seu passado traumático, causador de seus problemas.

É importante ressaltar que, ao descortinar o véu do esquecimento do paciente, isto é, romper a barreira de sua memória que o impede de acessar as lembranças traumáticas de seu passado, o terapeuta estará mexendo com feridas dolorosas, antigas (na maioria dos casos vêm de vidas passadas) que ainda não cicatrizaram por completo. Desta forma, remexer as feridas escondidas no passado sem saber como curá-las, pode vir a agravá-las. Portanto, é preciso saber atuar nessas feridas para não prejudicar o paciente. Neste aspecto, seu mentor espiritual, por conhecê-lo profundamente (o vem acompanhando em várias encarnações), é a pessoa mais indicada, com mais autoridade para descortinar o seu passado.

O Livro dos Espíritos de Kardec, capítulo VII, questão 399, diz: “Integrado na vida corpórea o Espírito perde momentaneamente a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as ocultasse. Não obstante, tem às vezes uma vaga consciência, e elas podem mesmo lhe ser reveladas em certas circunstâncias. Mas isto não acontece senão pela vontade dos Espíritos superiores, que o fazem espontaneamente, com um fim útil e jamais para satisfazer uma curiosidade vã”.
No meu entender, a expressão em certas circunstâncias (Kardec não especificou em que circunstâncias) inclui a TRE como fazendo parte dela, pois essa terapia é conduzida pelos Espíritos superiores, que são os mentores espirituais dos pacientes.
E qual seria o meu papel nessa terapia, enquanto terapeuta?

Nessa terapia, sou um facilitador, um canal das forças espirituais, isto é, busco abrir o canal de comunicação entre o paciente e o seu mentor espiritual para que este possa se comunicar efetivamente com o seu pupilo e orientá-lo melhor acerca de seus problemas e de sua resolução, bem como se está no caminho certo de seu processo de aprendizagem e de evolução nesta encarnação. Quero ressaltar ainda que, por meio desta terapia, busco resgatar o sentido original do termo Terapeuta da Grécia antiga, que é “aquele que conduz até Deus”.
A TRE é, portanto, uma terapia profunda da alma, onde o paciente entra em contato não só com o seu mentor espiritual, mas também com o seu espírito, sua alma, seu eu superior, sua essência divina.

Caso Clínico: Tristeza, melancolia e desânimo.
Mulher de 40 anos, viúva.


A paciente veio ao meu consultório querendo saber o porquê de sua tristeza, melancolia e desânimo, que a acompanhavam desde criança, sem um motivo aparente. Tinha pensamentos suicidas, de acabar com a sua vida.
Não tinha vontade de trabalhar por conta dessa falta de vontade de querer viver. Embora fosse uma pessoa sociável, de gostar de estar no meio de gente, preferia se isolar, ficar sozinha.
Sua tristeza e melancolia se acentuavam, principalmente ao entardecer e ao amanhecer do dia. Era de chorar muito quando ficava triste. Não se sentia vinculada, pertencente a ninguém, a grupos, mesmo com relação aos seus familiares.Desde criança, tinha a impressão, sensação (a alma sente) de como iria ser a sua vida. Dizia à mãe que na fase adulta iria contrair uma doença grave, e foi o que aconteceu - aos 29 anos teve um câncer no canal cervical (tirou as trompas, ovário, útero e parte do intestino).
Dizia ainda que iria acabar sua vida sozinha, sem um companheiro (a paciente é viúva).

Na 4ª sessão de regressão, após induzi-la ao relaxamento profundo para que entrasse em estado alterado de consciência - transe alfa ou teta - e abrisse o canal de comunicação para ser orientada pelo seu mentor espiritual, pedi para que a paciente atravessasse um portão (é um artifício técnico que sempre utilizo nessa terapia, e que funciona como um “portal da espiritualidade”, que separa o passado do presente, o plano terreno do plano espiritual) e visualizasse uma luz grande e intensa (grande foco de luz que representa o Astral Superior, o plano espiritual de luz).
Em seguida, a paciente me relatou:

“Vejo uma luz amarela, quase dourada, é bem grande e esférica.
Dentro, vejo um lugar, um gramado verde, um rio, muitas árvores, é de dia, de manhã, o lugar é bem claro.
Parece um campo de golfe, muito verde, gramados... Vejo pessoas (entidades espirituais) caminhando, conversando, usam roupões brancos. São homens e mulheres, estão conversando, mas não os ouço.
Na verdade, elas conversam entre si mentalmente (os espíritos desencarnados não articulam a boca como nós encarnados para conversar, mas se comunicam mentalmente. É dessa forma também que eles se comunicam com os encarnados, em pensamento).

- Então, procure intuir o que eles estão conversando - peço à paciente.
“Dizem entre eles que têm muita coisa para fazer, que existem muitos doentes para curar. Caminham conversando. É um caminhar despreocupado. Eu os vejo dentro dessa grande luz, de fora”.

- Aproxime-se então dessa luz, e entre nela - peço à paciente (pausa).
“Quando entrei nessa grande luz, senti uma paz, uma tranqüilidade muito grande.
É uma sensação bem diferente da Terra, de nosso plano terreno (pausa).
Estou vendo agora um homem claro, cabelos compridos, usa também um roupão branco. Ele me diz que é cedo para acompanhá-los, e que ainda vai demorar muito”.

- Pede para ele se identificar - peço à paciente.
“Fala que é o meu mentor espiritual, e me revela que não vou mais adoecer; pede para ficar despreocupada”.

- Pergunte ao seu mentor de onde vem essa tristeza que a acompanha desde criança, principalmente ao entardecer e amanhecer do dia - peço novamente à paciente.
“Ele me diz que é porque quero antecipar a minha vinda no plano espiritual, ou seja, quero estar junto deles o quanto antes.
Esclarece que não chegou ainda a minha hora de desencarnar. Esclarece também que tenho que me acostumar ao que pedi antes de encarnar na vida atual.
Explica que a doença que contraí, o câncer, na verdade, veio para eu controlar os meus impulsos suicidas. Esses impulsos poderiam antecipar a minha partida desta vida, mas reitera que ainda não é hora, e que ninguém pode antecipá-la.
Desta forma, contraindo o câncer, tive que me cuidar mais.
Diz que a doença foi uma chance para eu valorizar mais a vida, porque pedi no plano espiritual, antes de encarnar na vida atual, para viver muitos anos.
Portanto, vim nessa vida para envelhecer porque nunca cheguei a envelhecer nas vidas passadas.
Nunca quis vir nas encarnações anteriores para envelhecer porque tinha medo de ficar sozinha na velhice”.

- De onde vem esse medo? – Peço à paciente.
“Ele fala que isso vou ter que descobrir por mim mesma (há coisas que os mentores não revelam aos pacientes para não prejudicá-los em suas aprendizagens).
Ele diz que na encarnação atual vou ter que envelhecer para não reencarnar novamente e passar pela mesma experiência, porque nunca consegui fechar o ciclo da vida (nascer, crescer, envelhecer e morrer). Diz que sempre morri prematuramente como criança porque sofria de alguma doença, por pobreza ou por ser órfã.
Isso explica também o porquê de não me sentir vinculada, pertencente a nenhum grupo, mesmo familiar. Diz ainda que preciso, principalmente com os meus familiares, exercitar a paciência.
Ele me esclarece, portanto, que não me vinculo a nenhum grupo porque nunca tive uma família, não criei vínculos afetivos e, com isso, as pessoas são tão estranhas para mim”.

- Pergunte para ele por que você costuma chorar muito – peço à paciente.
“Ele me responde: ‘As crianças choram muito, não é mesmo?’
Desde criança a minha alma sabia que iria contrair uma doença grave, bem como envelhecer, sem um companheiro, e isso me entristecia, embora fizesse parte de meu programa reencarnatório e tivesse concordado no plano espiritual antes de reencarnar.
Entretanto, esclarece que posso mudar esse programa, envelhecendo com um companheiro se eu quiser, pois todos têm o livre arbítrio.
Pede para eu cuidar da minha parte espiritual, orando mais e procurando ajudar as pessoas, cuidando delas. Lembra que têm muitas instituições que precisam de minha ajuda (pausa).
O meu mentor está me revelando que ele é o meu avô paterno (paciente diz que não o conheceu).
Pede para ser firme, ter perseverança, que tudo vai dar certo e que ele está sempre perto de mim, e, portanto, não preciso ter medo. Diz que essa tristeza e melancolia vão passar, e que eu acertei ao vir aqui no consultório, mas que me deu uma mãozinha para vir a esse tratamento”. (É comum os mentores espirituais afirmarem que são eles que influenciam os pacientes a me procurarem).

- Pergunte ao seu mentor espiritual se devemos ou não continuar com a terapia... (é importante esclarecer que nessa terapia é sempre o mentor espiritual de cada paciente que, por conhecê-lo profundamente, irá avaliar se o mesmo deve ou não prosseguir com o tratamento).
“O meu mentor diz que agora eu posso andar sozinha. No entanto, me esclarece que sempre que precisar dele, vai estar comigo, e que agora sei que não estou mais sozinha (paciente chora emocionada). E daqui para frente, para me conectar com ele, é só chamá-lo, pensando firmemente nele. Lembra que irá se comunicar comigo me intuindo, em pensamento”.

- Como você se sente com essas revelações? - Pergunto à paciente.
“Parece que tirei um véu, um peso das minhas costas, porque agora sei os motivos de meus problemas (a máxima milenar de Cristo ’A verdade vos libertará’ se aplica aqui).
Estou me sentindo muito bem, mais aliviada. Ainda estou muito emocionada por ter conversado com o meu mentor espiritual e por saber que posso contar com ele, principalmente nos momentos difíceis da vida (é comum os pacientes se emocionarem ao conversar com os seus mentores).
Ele agradece ao senhor, agora está indo embora... foram todos”. (Tinha outros espíritos com ele; os mentores sempre vêm acompanhados, pois trabalham em equipe).


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Shimoda
é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
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