A Terceira Inteligência
Autor Osvaldo Shimoda
Assunto Vidas PassadasAtualizado em 18/10/2007 14:10:54
"O desenvolvimento da Terceira Inteligência depende de
uma determinação interior da pessoa de mudar. É preciso que
ela reveja paradigmas, conceitos e, às vezes, até valores inadequados
ou ultrapassados. Sabemos que isso não é fácil, porque as
normas de conduta são internalizadas após dezenas de anos de educação
e formação tanto familiar como acadêmica".
Floriano Serra - Autor do livro "A Terceira Inteligência".
"A alma do homem é como água;
Vem do céu
Ao céu volta
E depois retorna à Terra,
Em eterna alternância".
- Goethe.
Até a década de 70 se valorizava muito na cultura ocidental a inteligência racional e lógica. Os testes de inteligência (Q.I.) eram aplicados nas empresas e escolas para medir o coeficiente de inteligência dos candidatos ou alunos.
A partir da década de 80, o psicólogo americano Daniel Goleman introduziu o conceito de Inteligência Emocional, esclarecendo que não bastava uma pessoa ter um raciocínio lógico, analítico, um bom Q.I. se o seu coeficiente emocional (Q.E.) for baixo, ou seja, se o indivíduo for inábil no trato com as pessoas por conta de sua dificuldade de lidar com o seu lado afetivo e emocional. É comum observar no ambiente de trabalho, profissionais altamente qualificados do ponto de vista técnico, porém inábeis no trato com as pessoas.
Há médicos, por exemplo, muito competentes, objetivos em diagnosticar
a doença e prescrever a medicação certa para cada paciente.
No entanto, encontram muita dificuldade em se relacionar com pacientes que necessitam
de proteção, orientação e segurança, em função
de seu quadro clínico especifico.
Esses profissionais sofrem de "secura de afeto", são, portanto,
disfuncionais do ponto de vista afetivo (têm problemas na área da
ternura), não se permitem expressar, dar colo ao enfermo.
Precisam resgatar a capacidade de amar. É sabido que a intimidade com os
pacientes, em muitos casos, permite uma cura mais rápida.
Já presenciei o caso de um paciente soropositivo que cometeu suicídio
pela falta de sensibilidade do médico ao informá-lo secamente que
era portador do vírus HIV.
Na década de 90, por conta dos movimentos espiritualistas e da psicologia transpessoal, que defendem a visão do homem integral (mente, corpo e espírito), desenvolveu-se o conceito de Terceira Inteligência ou Inteligência Espiritual, cuja proposta é unir o racional, o emocional e o espiritual, agregando valores éticos, morais e espirituais, tais como a consciência de seu papel na sociedade, a competição leal, a honestidade, o respeito a si, aos outros, ao meio-ambiente, à vida; a humildade, a simplicidade, a compaixão, a solidariedade, a cooperação, o pensar coletivamente, etc.
Em meu consultório, é comum virem pacientes insatisfeitos tanto
na área pessoal quanto na profissional, que se queixam de depressão,
angústia, ansiedade ou mesmo manifestando um sentimento de vazio, confusão
e infelicidade por não saber que rumo tomar em sua vida. Há também
aqueles que, apesar das conquistas materiais, profissionais, posição
social, vivem intranqüilos por não conquistar a paz interior.
Há ainda os que levam uma vida inteira para descobrir sua missão
pessoal, seu verdadeiro propósito nessa existência e quando descobrem,
mudam radicalmente seu estilo de vida, posturas, atitudes e até de emprego.
Posso dizer que sou uma prova viva dessa mudança radical quando descobri
o meu verdadeiro propósito de vida ao abrir a minha mente, diminuindo o
meu orgulho e auto-suficiência no que se refere à espiritualidade
(plano espiritual, leis universais, palingenesia ou reencarnação,
programa reencarnatório, mentor espiritual, interferência de espíritos
superiores e inferiores em nossas vidas, o poder da oração, do amor,
do perdão como fatores de cura, etc.).
Era, sem dúvida, um analfabeto espiritual, pois era bastante ignorante,
obtuso, preconceituoso acerca desse assunto. O meu Q.E. (quociente
espiritual) era baixo.
Antes de criar a T.R.E. (Terapia Regressiva Evolutiva)
- Abordagem psicológica e espiritual breve, canalizada por mim através
dos espíritos superiores do Astral, era um psicólogo e consultor
de empresas tradicional.
Após concluir minha formação em psicologia (1981), fiz especialização
em psicanálise e análise transacional. Trabalhava em meu consultório
como psicoterapeuta, psicólogo do Hospital do Servidor Público do
Estado e como consultor de empresas, ministrando cursos, palestras na área
motivacional e de relacionamento interpessoal.
Apesar do relativo sucesso na minha profissão, ainda assim vivia insatisfeito
por não encontrar ainda o meu verdadeiro caminho, os anseios de minha alma.
No consultório, os meus pacientes ficavam anos a fio em seu processo terapêutico
(muitas vezes sem resultados mais efetivos), e nas empresas, os funcionários
saiam de minhas palestras e cursos bastante motivados, porém, ao entrarem
na rotina de trabalho, voltavam a se sentirem desmotivados e repetir os mesmos
comportamentos inadequados. Poucos mudavam efetivamente suas atitudes.
Posteriormente, fiz minha formação em Terapia de Vida Passada (TVP)
com a Dra. Maria Júlia, médica, discípula do psicólogo
americano Dr. Morris Netherton, criador dessa terapia. No entanto, os resultados
em meu consultório, embora com alguns pacientes fossem efetivos, com a
maioria não foram satisfatórios.
Houve uma paciente que me questionou até quando iria passar pelas sessões
de regressão (era sua 25ª sessão), pois ainda não tinha
descoberto a causa de seu problema e nem percebido melhoras.
Até que um dia, com uma paciente, tudo mudou. Ela me disse: "Doutor
Osvaldo, o meu mentor espiritual e a equipe do plano astral estão me dizendo
que daqui para frente eles vão assessorar o nosso trabalho. O meu mentor
esclarece que ele é um espírito desencarnado responsável
pela minha evolução espiritual e comenta que todos nós, encarnados
ou desencarnados, temos um mentor espiritual".
Atônito e um tanto cético, achei que era "fantasia" da
paciente, mas aceitei que o suposto "mentor espiritual" conduzisse o
trabalho terapêutico. Para a minha surpresa, essa paciente obteve um resultado
significativo - resolveu o seu problema num curto espaço de tempo como
nunca ocorrera com os meus pacientes.
Dali para frente, resolvi pedir a cada paciente que conversasse com o seu mentor
espiritual para que o mesmo pudesse orientá-lo acerca de seus problemas,
e como resolvê-los.
90% de meus pacientes entraram em contato com os seus mentores e se beneficiaram
de suas orientações, sempre em poucas sessões.
A partir daí, denominei essa terapia de Terapia Regressiva
Evolutiva (T.R.E.), a terapia do mentor espiritual, pois ele é
a peça chave dessa terapia. Por conhecer o paciente profundamente, pois
vêm acompanhando-o em várias encarnações, é
a pessoa com mais autoridade para descortinar o seu véu de esquecimento
para que o mesmo possa descobrir a causa de seus problemas e se libertar das amarras
(bloqueios) de seu passado. Na T.R.E., em muitos casos, o mentor
espiritual não só faz o paciente regredir, como também progredir,
ou seja, faz revelações futuras, se assim julgar necessário.
E o meu papel, enquanto terapeuta, é abrir o canal de comunicação
para que o mentor possa orientá-lo melhor.
Portanto, sou um facilitador do processo de comunicação entre ambos.
Posteriormente, vim a descobrir que a minha missão - através dessa
terapia -, é agregar a ciência psicológica com a espiritualidade,
servindo de canal das forças superiores do Astral para que o mentor espiritual
do paciente possa se manifestar e, com isso, orientá-lo não só
em relação aos seus problemas e aprendizagens, como também
se está no caminho certo de seu verdadeiro propósito de vida nesta
encarnação.
Desta forma, a T.R.E. ao trabalhar no nível supraconsciente,
é uma terapia profunda da alma, que leva o paciente
a transcender seu ego (mente racional) para entrar em contato com sua inteligência
espiritual, o seu eu verdadeiro (Eu Superior), e, com isso, buscar respostas às
questões mais complexas, pois a inteligência de seu ego é
superficial, não tem profundidade, não responde aos anseios de sua
alma.
Caso Clínico:
Por que não consigo deslanchar na minha profissão?
Mulher de 51 anos, casada.
Paciente veio ao meu consultório querendo entender por que não
conseguia deslanchar em sua profissão.
Era uma terapeuta holística (trabalhava com tarô, florais, reiki,
radiestesia, radiônica, cristais e aromaterapia). Apesar de ter uma boa
bagagem teórica (fez vários cursos de formação holística)
e de ter uma sensibilidade bastante aguçada (a profissão exige isso),
ou seja, uma P.E.S. (percepção extra-sensorial) acentuada (clariaudiência,
clarividência, psicofonia, psicografia, etc.), tinha medo de pôr em
pratica o que aprendeu nos cursos. Não se sentia suficientemente capaz
e merecedora, portanto era afetada por auto-estima baixa.
Por conta de sua falta de autoconfiança e insegurança, colocava
em dúvida se essa atividade era o seu verdadeiro caminho profissional.
Queria entender também o motivo de seu marido ser alcoólatra e ser
tão distante afetivamente dela e de seus filhos. Teve uma gravidez tubária
e quando fez a cirurgia, sofreu uma parada cardíaca e, no final, o cirurgião
esqueceu uma toalha cirúrgica em seu abdome.
Numa outra cirurgia para retirar a toalha houve uma complicação
(teve uma hemorragia, quando o médico demorou em achar a sua origem. Ficou
8 horas na mesa cirúrgica). Sempre teve problemas ginecológicos
(corrimento, inflamação, coceira, miomas).
Um ano antes de vir ao meu consultório, ao descer de uma escada caiu e
fraturou o pé esquerdo. Após esse incidente ficou depressiva, desanimada
em viver.
Ao regredir me relatou:
"Vejo uma tábua com desenhos de um jogo adivinhatório em cima
de uma mesa.
Estou sentada na cabeceira dela e, em volta, vejo homens participando desse jogo.
São vikings, suas roupas são de pele de animal. Eu decifro esse
jogo para eles.
Uso também um manto de pele e na minha cabeça vejo uma tiara dourada
e verde.
Sou idosa, cabelos brancos, presos para trás.
Todos são guerreiros, vem pedir a minha ajuda e orientação
antes de saírem para o mar. Vejo um porto e os navios saindo. Sou uma sacerdotisa.
Eu os orientava como vencer os inimigos nas batalhas. Os povos inimigos não
gostavam do que eu fazia, eles me conheciam (pausa).
Agora me vejo sozinha numa caverna escura, deitada numa mesa de ritual.
Estou vendo também o rei dos vikings, ele usa uma coroa na cabeça
(pausa).
Tenho a impressão de que ele é o meu marido da vida atual.
Em comunhão com ele, me recolhi nessa caverna para buscar respostas às
duvidas que o nosso povo tinha em relação às batalhas, mas
acabei não saindo mais desse lugar (paciente chora).
A impressão que me vem é que acabei morrendo nessa caverna. Vejo
um morcego muito grande, voando no teto dessa caverna.
Esse ser fechou tudo em volta, não me deixando sair mais desse lugar (pausa).
Agora estou vendo o meu mentor espiritual. Ele é um ancião, cabelo
e barba branca, sorriso largo. Só vejo o rosto dele...
Seu rosto agora mudou, está feio, parece uma caveira, como que em decomposição".
- Veja quem é esse ser espiritual - peço à paciente.
"Ele se interpõe na frente de meu mentor espiritual, não o
deixando conversar comigo (pausa).
Esse ser desencarnado me diz que com as adivinhações que fazia ajudei
a fazer com que o matassem. Explica que com as minhas adivinhações
os guerreiros vikings o encontraram onde estava escondido e o esquartejaram (pausa).
Sinto que ele tem muita raiva de mim por isso".
- Pergunte para ele há quanto tempo vem te acompanhando? - Peço
à paciente.
"Ele me diz que há quatro gerações (quatro vidas passadas).
E que em todas as mazelas que passei nessa vida atual, de alguma maneira ele estava
envolvido. Enumera que foi ele que influenciou o cirurgião a esquecer a
toalha cirúrgica no meu abdome; na outra cirurgia para a retirada dessa
toalha, dificultou que o médico descobrisse de onde vinha a hemorragia.
Esclarece que só não conseguiu tirar a minha vida porque o meu mentor
espiritual o impediu a tempo numa outra cirurgia que eu ia fazer de mioma uterino.
Diz que eu tive um aviso de meu mentor espiritual para que não me submetesse
mais a nenhuma cirurgia, sem a permissão dele. E que se não fizesse
isso, iria desencarnar (paciente me relatou que foi numa pessoa que lê
baralho cigano, que lhe disse: "Seu mentor espiritual pede para você
não operar mais nada, nem uma unha encravada sem a autorização
dele" ).
Esse obsessor espiritual está me dizendo também que foi ele que
me empurrou da escada e me fez quebrar o pé.
Na verdade, o meu mentor espiritual está agora me dizendo que o objetivo
desse ser espiritual era de me derrubar da escada para eu bater a cabeça
(pausa).
Estou conversando com esse ser espiritual explicando que nessa vida passada não
queria prejudicá-lo, não era nada pessoal, pois era uma guerra entre
dois povos. Mas ele argumenta dizendo que não quer saber disso, e diz que
tudo o que acontece de ruim em minha vida, é provocado por ele".
- Fale que ele não pode ficar indefinidamente alimentando esse ódio
por você, e se ele quiser sair das trevas, desse lugar gélido, escuro
e de sofrimento, é só pedir ajuda que os espíritos amparadores
irão tirá-lo desse lugar - peço à paciente.
"Ele ignora o que o senhor disse, e fala que até o meu marido bebe
por influência dele (pausa).
Estou tentando chegar perto dele - paciente me diz.
Falo para ele, que na vida atual estou ajudando as pessoas com cura e que eu posso
ajudá-lo se ele permitir.
Nossa! Que mão gelada! (Paciente pega nas mãos dele).
Ele está mais calmo... Falou que ainda é difícil para ele
me perdoar, mas que vai procurar auxílio (pausa).
Seu mentor espiritual está tentando levá-lo... Estou agora pedindo
perdão e orando por ele.
O meu mentor espiritual me esclarece que o trouxe aqui no consultório para
que pudesse haver a reconciliação entre nós. Explica que
ele será encaminhado para o hospital do astral. Diz que ele já consegue
olhar para mim sem ódio (pausa).
Agora está sendo levado em direção a uma luz grande pelo
seu mentor espiritual. Ele aceitou ser ajudado. Graças a Deus!
O meu mentor espiritual está me dizendo que na vida atual como taróloga
fico com receio de ler as cartas dos consulentes por conta dessa vida passada
em que perdi a vida ao tentar dar respostas para os guerreiros vikings.
Diz ainda que as minhas dúvidas foram esclarecidas, os meus medos foram
entendidos, e as minhas buscas foram direcionadas. Que o meu caminho daqui para
frente vai se abrir. E que é só seguir. Diz que ficou satisfeito
por eu ter buscado essa terapia (T.R.E.), pois era a chave
que precisava para abrir as portas de minha vida, e que eu mesma havia fechado.
Pede para que não deixe que as pessoas me desmereçam e nem eu mesma
faça isso comigo, de não achar que tenho merecimento.
Está agradecendo ao senhor por esse trabalho, fala que eu me libertei,
bem como aquele ser.
Esclarece que o meu marido - que na vida passada foi rei dos vikings -, hoje veio
numa condução mais humilde e, por conta disso, tem muita revolta.
Diz que não posso fazer mais do que tenho feito por ele até agora.
Afirma que só ele pode se ajudar, e que o destino dele está nas
suas próprias mãos. Fala que ele ainda traz o orgulho de seu passado,
como rei. Por isso não consegue demonstrar afeto.
Ele me diz: 'É, filha, você está se esquecendo de uma frase
importante: Livre Arbítrio!. Portanto, só ele pode se ajudar'. Mas
pede para orar pelo meu marido.
Esclarece que estou no caminho certo, que realmente o meu caminho profissional
é esse mesmo: Terapia Holística".
- Você gostaria de fazer mais alguma pergunta para o seu mentor espiritual?
- Peço à paciente.
"Não. Eu só quero agradecê-lo. Estou muito emocionada
(paciente chora).
Ele está finalizando dizendo que não só o meu trabalho irá
ajudar muitas pessoas, como o seu também.
O nosso trabalho vai ser muito importante para essa época tão conturbada
que estamos vivendo, e que vamos viver ainda, até que as pessoas estejam
mais ligadas com a espiritualidade. Só assim, irão encontrar as
respostas às suas inquietações".
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