Aborto: O direito de viver
Autor Osvaldo Shimoda
Assunto Vidas PassadasAtualizado em 03/07/2008 23:29:34
Quero esclarecer ao leitor(a) que o meu intuito ao escrever esse artigo não visa emitir um juízo de valor e, desta forma, condenar as pessoas que, direta ou indiretamente, praticam ou contribuem para a prática do aborto.
Em verdade, o meu objetivo é esclarecer as implicações dessa prática tanto para a mulher como para o abortado, como tenho observado em meu trabalho com a T.R.E. (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem Psicológica e Espiritual breve canalizada por mim pelos Espíritos Superiores do Astral.
É comum constatar em muitas pacientes, após passar pela T.R.E., que a causa de sua dificuldade de engravidar ou de doenças recorrentes do aparelho genital e/ou reprodutor, vêm de abortos praticados nesta ou em vidas passadas.
Por conta disso, costumo perguntar na entrevista de avaliação se a paciente e/ou sua mãe praticaram aborto (agendo sempre com a paciente essa entrevista antes de iniciarmos as sessões de regressão de memória para conhecê-la melhor, me inteirar com mais detalhes a respeito de seu(s) problema(s), bem como lhe esclarecer sobre o funcionamento dessa terapia).
Além da culpa ocasionada pelo aborto, a obsessão espiritual provocada pelo espírito da criança abortada é outro fator também causador de seu(s) problema(s).
Com o aborto, a criança, enquanto ser espiritual, perde a oportunidade de voltar a reencarnar para corrigir erros cometidos no passado. Muitas vezes precisa reencarnar para resgatar débitos do passado com a paciente, seu marido e/ou com os membros da família.
A criança abortada pode se revoltar e se sentir rejeitada, principalmente se o espírito dela for imaturo e rancoroso. Com isso, poderá ficar anos obsediando a paciente e/ou sua família. E, uma vez que consegue reencarnar, poderá trazer seqüelas psicológicas, tais como sentimentos de rejeição, revolta, abandono, insegurança, depressão, baixa auto-estima, desvalorização, medos acentuados, principalmente, o medo do fracasso (por conta do aborto, a criança se sente frustrada, fracassada por não ter conseguido reencarnar).
Certa ocasião atendi uma paciente que tinha o hábito de não concluir o que começava. Deixava sempre tudo em sua vida pela metade, sem concluir: leitura de um livro, curso de inglês, informática, empregos, casamentos, etc..
Evidentemente, sentia-se frustrada e fracassada.
Ao regredir, seu mentor espiritual (ser desencarnado responsável diretamente pela nossa evolução espiritual) lhe mostrou a causa de seu problema: Foi abortada em várias encarnações. Entendeu, portanto, que não conseguia concluir nada em sua vida pelo fato de ter sido abortada, ou seja, sua vida fora interrompida várias vezes no passado.
Nessa terapia (T.R.E.), a máxima secular de Cristo “A Verdade Vos Libertará” foi aplicada nessa paciente. Ao entrar em contato com a Verdade, com a causa de seu problema, ela se libertou definitivamente das amarras (bloqueios) de seu passado, chegando finalmente a concluir o que começava. Veja em seguida o caso de uma paciente que sofria de baixa auto-estima, sentimentos de rejeição, medos, angústia, insegurança, medo de fracassar por conta da interferência espiritual obsessora de uma criança abortada (irmã) por sua mãe.
Caso Clínico:
Sentimento de rejeição e medo de fracassar.
Mulher de 25 anos, solteira.
A paciente veio ao meu consultório querendo entender o por quê de se sentir rejeitada pelas pessoas e insegura por conta de seu medo de fracassar. Sentia-se muita indecisa, insegura ao ter que tomar uma decisão, pois tinha receio, vinha pensamentos negativos de fracasso.
Tinha também baixa auto-estima, sentimento de desvalorização e muita dificuldade de dizer não (tinha necessidade de agradar as pessoas para não ser rejeitada).
Após ter sofrido um seqüestro relâmpago, desenvolveu um medo grande de sair de casa (sofria de transtorno de stress pós-traumático).
Ao regredir me relatou:
“Vejo uma cena onde nós três, eu, minha mãe e a minha irmã, estamos abraçadas, sentadas no sofá de casa. Estamos felizes... mas sinto também um aperto no peito, angústia e vontade de chorar (paciente fala chorando). Sinto também medo”.
- Medo do que? – Pergunto à paciente.
“Medo de fracassar. Sinto uma presença espiritual aqui no consultório.
Na hora em que vi aquela cena inicial de nós três abraçadas, senti essa presença espiritual”.
- Veja quem é esse ser desencarnado – peço novamente à paciente.
“Ela diz que é a minha irmã. Fala que a minha mãe a abortou (na entrevista de avaliação, a paciente me relatou que após o seu nascimento sua mãe abortou uma criança, e que depois adotou um casal de crianças).
O aperto no peito, a angústia, a vontade de chorar e o medo de fracassar que senti no inicio dessa sessão são sentimentos que não me pertencem, mas vêm dessa minha irmã que foi abortada”.
- Pergunte à sua irmã se ela gostaria de lhe dizer algo – peço à paciente.
“Ela diz que queria reencarnar, estar com a minha família. Por isso, sente raiva, sente-se rejeitada ao ver nós três juntas, felizes (a paciente se dá muito bem com a sua mãe e a sua irmã)”.
- Você gostaria de dizer algo à sua irmã? – Peço à paciente.
“Gostaria que ela perdoasse a minha mãe por tê-la abortada (pausa).
Ela está chorando, se sente rejeitada.
Agora percebo que esses sentimentos de rejeição, desvalorização, angústia, medo de fracassar que sinto vêm dela, não são meus. Ela afirma novamente que queria estar entre nós e me pergunta: ‘Por que o meu irmão nasceu e não eu? Se ela me abortou, não queria uma criança, por que depois adotou um casal de crianças’? (O irmão adotivo é o caçula da família)”.
Ela chora muito, não se conforma por não ter nascido.
- Pergunte se ela quer receber ajuda dos espíritos amparadores, ser levada à luz? – Peço à paciente.
“Ela diz que quer”.- Então, fale para ela pedir ajuda em pensamento para eles. (pausa).
“Vejo-a agora como uma criança pequena sendo levada. Um anjo vestido de branco cobre a minha irmãzinha com um manto.
Ele a leva em direção a um grande foco de luz intensa (é o astral superior, plano espiritual de luz).
O anjo (mentor espiritual da paciente) pede para me acalmar, afirma que vai dar tudo certo em minha vida daqui para frente. Diz que vou ficar bem, e que os meus problemas vinham da interferência espiritual de minha irmã e de mim também. Na verdade, a minha irmã estava me obsediando porque queria a minha ajuda, pois eu era a única da minha família que poderia ajudá-la a ser resgatada das trevas, da escuridão em que se encontrava. (pausa).
O meu anjo fala: “Acredite na vida, nada acontece sem a permissão de Deus. Tenha fé! Coragem!
Busque ser você mesma, tenha coragem, se imponha diante das pessoas. Fale o que pensa e sente. Seja verdadeira, sincera. Você é muito exigente, severa consigo mesma porque não aprendeu ainda a se amar.
Aprenda a se amar, dando ouvido aos seus sentimentos. Escute mais os anseios de sua alma, trilhe novos caminhos”.
- Pergunte ao seu anjo, quais são esses novos caminhos? – Peço à paciente.
“Ele afirma que isso vou ter que descobrir por mim mesma, pois faz parte de minha aprendizagem (em muitos casos, nessa terapia, o mentor espiritual não revela a direção de vida ao paciente, para não prejudicar a sua aprendizagem na existência). Afirma ainda: ‘Segue o seu caminho, que irei te iluminar. Você precisa aprender, exercitar-se a dizer não às pessoas. Peça para sua mãe para fazer a oração do perdão à sua irmã”.
- Pergunte ao seu anjo se há necessidade ou não de prosseguirmos com essa terapia... (Essa era a 4ª sessão, e, na T.R.E. é sempre o mentor espiritual do paciente que avalia se devemos ou não continuar com o tratamento. Por ele ser responsável pela sua evolução espiritual, obviamente o conhece profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações e, portanto, é a pessoa mais indicada, com mais autoridade para dizer quantas sessões são necessárias ao paciente).
“Ele diz para eu ir em paz, que não preciso mais continuar com essa terapia. Pede para eu orar sempre, e está agradecendo ao senhor, enquanto terapeuta (o meu papel como terapeuta, é buscar abrir o canal de comunicação entre o paciente e o seu mentor espiritual para que ele possa orientá-lo melhor acerca da causa de seus problemas, sua resolução, bem como se está no caminho certo a que se propôs antes de reencarnar).
Ele está indo embora em direção àquele grande foco de luz”.








in memoriam