Carma – Parte 1
Autor Osvaldo Shimoda
Assunto Vidas PassadasAtualizado em 08/04/2002 12:02:16
“Os cônjuges e os familiares estão reunidos por afinidades cármicas para reciprocamente aprimorarem suas almas.”
- Masaharu Taniguchi
Gostaria de reproduzir uma pergunta enviada à mim (via E-Mail) de uma pessoa que leu meus artigos de regressão no site: link
Pergunta: “Tenho enfrentado muitos problemas que algumas pessoas dizem que é carma. Acho um pouco estranho este tipo de conversa. Por favor, se puder responder, agradeço.”
Resposta: “Carma é a Lei de causa e efeito”. Da mesma forma que na natureza existem as leis da física, como por exemplo a 3ª lei da termodinâmica (a lei da ação e reação de Newton), essa lei funciona também na nossa vida. Existem as leis da vida. Uma dessas leis se traduz no antigo ditado popular: “Você colhe o que planta”. Por outro lado, é importante esclarecer que a finalidade do carma não é punir, mas ensinar. Fala-se muito de “débito cármico”. Muitos costumam dizer que, se você causou sofrimento a alguém em vidas passadas, então tem de pagar, nesta vida. Mas com que finalidade? De que forma pode alguém se beneficiar com mais sofrimento?
Portanto, carma no meu entender, não é nenhuma maldição que paira sobre sua cabeça, esperando para atingi-la e provocar desgraças em sua vida. É uma aprendizagem através da qual obtemos sabedoria. Se você coloca a mão no fogo, é evidente que sofrerá graves conseqüências. É a lei da Física. Esta lei, no entanto, não é bom nem mau. Não prejudica alguns e nem protege outros. Foi feita para ser cumprida
Portanto, carma também, por si, não é bom nem mau. Se você infringir as leis da Vida, é evidente que sofrerá conseqüências (efeitos).
Neste sentido, muitos problemas que enfrentamos em nossa vida presente, podem advir de experiências mal resolvidas em vidas passadas. Então, através da regressão, respostas para problemas pessoais e relacionamentos problemáticos, vêm à tona e muitas vezes é possível entender e superar fobias e hábitos negativos.
Agora, esse “tipo de conversa”, o carma, que você mencionou no seu E-Mail é realmente um pouco estranho quando ainda não se revivênciaram experiências de vidas passadas. O preconceito, bem como a desinformação, podem ser fatores impeditivos para você se conhecer melhor.
Eu costumo dizer para meus pacientes o seguinte: “Você não precisa acreditar, crer, mas sim vivenciar, conhecer, se informar e pesquisar a respeito do que ainda não conhece”.
Neste sentido, é difícil continuar mantendo preconceitos e intolerância depois de ter passado pela experiência de recordar vidas em outros corpos, em outras raças. Ninguém passa por uma regressão marcante e continua o mesmo. A visão do paciente sobre a vida e a morte muda radicalmente e os valores se convertem.
Por outro lado, em função do preconceito, descartamos as informações simplesmente por serem diferentes. Duvidar de tudo ou crer em tudo, são duas situações igualmente cômodas, que nos dispensam, ambas, de refletir. Então, acolher informações novas com um certo ceticismo saudável é desejável, pois, qualquer crença que não pode se sustentar em repetidas investigações, não é digna de confiança.
Por isso, é fundamental testá-la e trabalhar com ela até que prove ser verdadeira ou falsa.
Isso é o que chamamos de atitude científica. É sermos criteriosos, tomarmos o cuidado de não acreditarmos apriori em tudo o que as pessoas falam, sem antes fazermos uma análise mais cuidadosa e com profundidade. Agora, adotar uma postura científica em nossa vida não é privilégio exclusivo dos cientistas. Não precisa ser cientista para se ter um bom senso sistematizado. Mente aberta, lúcida e sensatez são qualidades exclusivas de pessoas de bom senso.
Um abraço fraterno!!!
CONTINUAÇÃO - Parte 2








in memoriam