Cura Mediúnica - Parte 2
Autor Osvaldo Shimoda
Assunto Vidas PassadasAtualizado em 24/06/2009 17:02:36
“Eu tenho a impressão de que os sensitivos e os médiuns são pessoas que têm uma verdadeira aptidão e vocação para curar os outros, e que o fato de captar doenças dos outros reequilibra o seu próprio sistema energético. Deixando de fazê-lo, desajustam-se do mesmo modo que um grande pianista ou pintor se desajustaria se deixasse de praticar a sua arte”.
Dr. Pierre Weil
No artigo anterior “Cura Mediúnica – Parte 1”, mencionei que a T.R.E. (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual – Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim, é uma terapia em constante evolução, aperfeiçoamento graças à ajuda e orientação dos Espíritos Superiores do Astral e, em especial, do Mentor Espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) de cada paciente.
Na TRE, é sempre o Mentor Espiritual do paciente que irá conduzir o processo terapêutico, pois é a pessoa mais gabaritada, com mais autoridade para descortinar o véu do esquecimento do passado do paciente. Por conta disso, é considerável a segurança, a eficácia e a brevidade dessa terapia.
No entanto, havia um percentual de 10% de pacientes que não conseguia se comunicar com o seu Mentor Espiritual, seja por um bloqueio interno, psicológico, ou mesmo por um bloqueio externo – influenciação de espíritos obsessores, desafetos do passado, que costumam sabotar o tratamento, impedindo o paciente de se concentrar no relaxamento.
Obviamente, isso o impedia de se comunicar com o seu mentor espiritual para receber suas orientações a respeito da causa de seu (s) problema (s) e a sua resolução.
Com a ajuda valiosa da sensitiva e médium Ana Claudia, esses 10% de pacientes não existem mais em nosso consultório.
Ana Claudia, em estado de transe, acessa o campo de energia do paciente captando a experiência traumática de sua vida pretérita, causador de seu (s) problema (s) com detalhes impressionantes.
Inúmeras vezes, presenciei o impressionante fenômeno da transidentificação, isto é, a transferência dos sintomas físicos do paciente para a sensitiva, causando uma perceptível melhora posterior no mesmo.
Certa ocasião, a sensitiva chegou junto com a paciente em sua primeira consulta, na entrevista inicial. Portanto, era o primeiro contato entre as duas. Ao cumprimentá-la, no portão do consultório, subitamente, sentiu uma fortíssima dor em sua têmpora esquerda. Ao conversar com a paciente na sala de entrevista, Ana Claudia lhe disse que estava sentindo uma dor insuportável na têmpora esquerda e lhe perguntou se sentia essa mesma dor. Surpresa, a paciente respondeu que era esse o motivo que a trouxe à consulta.
Confirmou que sentia com freqüência dores fortíssimas na têmpora esquerda. Em seguida, ao fazer a captação do campo de energia da paciente, a sensitiva lhe revelou que a gênese de seu problema estava numa vida passada em que a paciente se suicidou dando um tiro em sua têmpora esquerda.
Em outro caso, a sensitiva me ligou se queixando de fortes dores na região lombar dizendo que iria se atrasar em sua consulta, pois estava com muita dificuldade de se locomover.
Ao chegar ao consultório se defrontou com o paciente numa cadeira de rodas esperando-a na sala de espera, pois havia sofrido recentemente um acidente com sua moto e lesionado a região lombar.
Em alguns casos, a sensitiva capta à distância o campo de energia do paciente até com alguns dias de antecedência à sua primeira consulta. Quando o paciente se apresenta à entrevista inicial, Ana Claudia já está com sua análise psicológica, física e espiritual iniciada.
Como psicólogo, posso afirmar com toda segurança, que dificilmente os sistemas tradicionais de análise psicológica poderiam concorrer com a análise parapsicológica diante da precisão e da profundidade que o fenômeno da percepção extra-sensorial (P.E.S.) é capaz de permitir às pessoas com grau acentuado de sensibilidade como é o caso da sensitiva Ana Claudia.
Quero informar ao leitor que a sensitiva Ana Claudia já foi minha paciente e, antes de me procurar, foi rotulada equivocadamente pela psiquiatria oficial de “psicótica”, portadora de “transtorno dissociativo psicótico”.
O eminente antropólogo Mircea Eliade realizou a mais ampla e respeitada pesquisa sobre religiões comparadas.
Seus estudos evidenciaram que aproximadamente 70% de todos os médiuns curadores são “ex-doentes mentais” recuperados. Portanto, quando se curam, não raramente, transformam-se em sensitivos equilibrados.
Finalizo este artigo, ressaltando que a presença da sensitiva, trabalhando em conjunto comigo na T.R.E., abre uma perspectiva de valor incalculável para as aplicações terapêuticas, beneficiando e muito os pacientes.
A seguir, veja o caso de uma paciente que sofria de depressão, não tinha ânimo em viver, estava sem rumo e foi beneficiada pelo trabalho de captação da sensitiva.
Caso Clínico:
Depressão, falta de ânimo pela vida.
Mulher de 35 anos, solteira.
A paciente veio ao meu consultório com um quadro de depressão, sem ânimo para viver, não sabendo qual rumo dar em sua vida. Constantemente, sentia um vazio e medo da morte.
Acordava gritando de madrugada, pois sentia um pânico, muito medo de morrer. Por vezes, era ríspida, áspera com as pessoas, sem saber o porquê.
Seus relacionamentos afetivos também não davam certo. Há 10 anos mantinha um relacionamento de muitas idas e vindas com um homem, que não atava e nem desatava.
Teve dois abortos provocados, mas, segundo a paciente, isso não a afetou.
Ao passar pelo processo regressivo, não conseguiu regredir, por conta das interferências espirituais obsessoras (na T.R.E., é comum espíritos obsessores – desafetos do paciente – boicotarem, sabotarem a terapia, não deixando que o mesmo se concentre no relaxamento).
Desta forma, solicitei a ajuda da sensitiva Ana Claudia, para que entrasse no campo de energia da paciente e fizesse a captação.
Transcrevo na íntegra, as duas sessões de captação:1ª sessão de captação:
“Vejo a paciente, uma moça jovem muito gananciosa, numa vida passada. Tudo o que fazia pedia dinheiro em troca.
Vivia em sua aldeia, era respeitada e temida por todos pelos seus poderes premonitórios.
Até que um dia houve uma invasão nessa aldeia. Muitos morreram, e os que se salvaram se tornaram escravos.
A paciente ficou com muito medo, decidiu mudar de atitude e começou a defender seu povo.
O líder dos invasores, um homem poderoso, veio a descobrir os poderes paranormais dela. Ela é retirada do convívio da aldeia e colocada numa prisão para que esse homem se beneficiasse de suas faculdades premonitórias, pois queria saber dela a respeito das invasões que praticava.
Ela ficou revoltada, tentou fugir, mas foi pega, maltratada e violentada. Ficou em um quarto escuro e frio. Suas roupas estavam todas rasgadas, e os homens do lado de fora, ficavam espiando para ver seu corpo.
Incomodada, pediu para ficar sozinha, não suportava a idéia daqueles homens ficarem espionando-a.
Por isso, gostava muito da noite, pois era o único momento que ficava mais à vontade.
Começou a ter delírios, sentia muita angústia, queria fugir, sair dali, pedia para morrer, pois só assim o seu espírito sairia dali. Só queria ficar sozinha, não gostava da presença de ninguém, tinha medo.
Vejo uma sombra escura, uma energia em sua volta (obsessor espiritual). (Pausa).
Agora vejo a paciente numa outra vida... É uma menina linda, correndo, brincando em um jardim, solta, livre, feliz. Mudou a cena... Vejo-a correndo com medo. Parece que tem alguém querendo pegá-la. Ela pede socorro, mas ninguém a ajuda, embora aja pessoas em volta. Consegue fugir e se esconde em um lugar escuro. Sai dali depois de um tempo, olha em volta, tudo está calmo, mas tem medo, muito medo. Sente fome (Pausa).
Estou perguntando ao seu mentor espiritual por que a paciente, nestas duas encarnações, atraiu pessoas que quiseram prejudicá-la?
Uma luz responde: “Veja aquela energia escura que estava com ela... É essa energia da maldade que faz com que ela se perca em seu caminho”.
Como podemos ajudá-la, pergunto novamente.
- Já estamos ajudando-a, mas ela precisa do fundo do coração se perdoar e também às pessoas.
Qual o seu nome?
- Silas Viegas. Sou o mentor espiritual, amigo e companheiro dela. Ela precisa começar por onde gosta, pelo que ama.
E o que seria? – Pergunto.
- Um abrigo para animais seria um bom começo. Mas é ela que tem que querer, buscar por si mesma. De minha parte, estou sempre para ajudá-la.
Há algo mais que ela precise saber?
- Perdão, perdão, perdão e gratidão”.
No final dessa sessão, pedimos à paciente para fazer a oração do perdão aos seus obsessores espirituais.
2ª sessão de captação:
“Vejo uma Luz Dourada... É o Silas Viegas, seu Mentor Espiritual.
Estou lhe perguntando quem são os seus obsessores espirituais?
- Ele responde que são dois: um está ligado ao vazio e o medo da morte que a paciente costuma sentir, o outro está ligado à sua dificuldade de se relacionar com os homens.
- Como podemos ajudá-la? – pergunto novamente ao seu Mentor Espiritual.
- A interferência espiritual ligada à sua dificuldade com os homens já está sendo encaminhada. Na verdade, a minha menina é que acabou dando brecha a essa interferência com a energia negativa que cultivou e, com isso, a envolveu. De certo, ainda haverá resquícios desta interferência (toxinas deixadas pelo obsessor em seu perispírito), mas, aos poucos, irão sumir.
Precisamos saber quem é esse obsessor? – Pergunto ao Mentor Espiritual.
- Não, não é necessário!
E a outra interferência obsessora?
- Essa é um pouco teimosa, tem ainda muita raiva de minha menina.
Eles, os dois obsessores, quiseram voltar (reencarnar) nos dois abortos que ela teve, mas, usando de sua intuição, a minha menina os rejeitou.
Isso causou algum mal a ela?
- Ela não sente culpa nenhuma, então, não!
Então, a paciente estará livre para um novo relacionamento afetivo, que seja saudável e tranqüilo?
- Sim, haverá mudanças em sua vida, mas ela precisa também ficar mais relaxada, mais acessível e mais aberta para um novo relacionamento.
Como ela pode fazer isso?
- Ela sabe, tem um grande poder interior.
Essa interferência obsessora que está provocando nela esse vazio e o medo da morte ainda ficará com ela por muito tempo?
- Já está sendo doutrinada... Breve, muito em breve será levada à Luz.








in memoriam