Depressão: Como identificá-la?

Depressão: Como identificá-la?

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 03/09/2009 16:00:08


O tema é bem atual, tendo em vista as pressões sofridas pelo homem moderno.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que a depressão é a quinta maior questão de saúde pública e, em 2020, deverá ser a segunda, perdendo apenas para as doenças cardíacas.

Há pelo menos três características básicas que ajudam a identificar o quadro depressivo:
• Transtorno de humor: a pessoa deprimida não fica necessariamente triste, ela também pode se mostrar irritável ou desinteressada;
• Diminuição da energia (desvitalização), que pode se caracterizar como cansaço, preguiça ou mesmo desânimo total;
• Diminuição da capacidade de sentir prazer pela vida: o deprimido fica indiferente diante de um dia bonito, uma comida deliciosa, ou um bom filme. Portanto, perde a capacidade de sentir prazer ou entusiasmo e vibração pela vida.
Além desses sintomas, a depressão afeta também outras áreas do organismo, provocando insônia ou excesso de sono, apetite alimentar -e sexual-, diminuído ou aumentado, baixa auto-estima (sentimento de incapacidade ou desvalorização), lentidão de raciocínio, pouca memória, reduzida atenção (incapacidade de se concentrar), sentimento de culpa, crises de choro, lamentação ou mesmo agitação (pode indicar um suicida em potencial).

Os familiares, amigos, cônjuges e colegas de trabalho são os primeiros a perceber esses sintomas ou mudanças e sentir a necessidade de ajuda profissional para a pessoa que é acometida por essa enfermidade da alma.
É importante ressaltar também, que a depressão nem sempre é causada por acontecimentos ruins, como a perda do emprego, o fim de um relacionamento amoroso, ou a morte de um ente querido.

Quando a doença se manifesta após algum acontecimento doloroso, traumático, é chamada de reativa e quando aparece sem um motivo aparente, leva o nome de endógena. Neste caso, a ciência médica materialista, por ver o ser humano apenas como um ser biológico, um fenômeno físico-químico (a depressão é vista como um desequilíbrio bioquímico do cérebro, dos neurotransmissores, que são substâncias químicas do cérebro e que regulam o nosso humor, nosso estado emocional), não leva em consideração o lado espiritual, a existência da alma, do espírito.
Neste ponto, posso afirmar com segurança que a causa espiritual da depressão não é extirpada só com o uso de medicamento. Ela pode ser abrandada, pois os aspectos de ordem emocional e espiritual necessitam de tratamento, o que não quer dizer que não se deva em alguns casos mais crônicos utilizar-se de medicamentos.

Na minha experiência clínica, ao tratar em meu consultório inúmeros casos de depressão com a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) – A Terapia do Mentor Espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual)– Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim, constatei que existem três fatores que levam uma pessoa a desenvolver um quadro depressivo:
a) Interno: Causa psicológica, derivada de experiências traumáticas desta vida (infância, nascimento, útero materno) ou de um passado mais remoto, isto é, de vidas passadas;
b) Externo: Interferência espiritual obsessora, ou seja, espíritos obsessores desencarnados que prejudicam o paciente -em sua maioria- em todas as áreas de sua vida (mental, emocional, espiritual, físico, sexual, financeira, profissional, afetivo, familiar, etc.);
c) Misto (Interno + Externo) : Provocado pelo próprio paciente e agravado pelo espírito obsessor, desafeto de seu passado.
Por outro lado, nem sempre a depressão se manifesta na forma desses sintomas acima mencionados. Há pessoas -principalmente os homens-, que reprimem fortemente a tristeza, mascarando-a após perder um ente querido, aparentando certa “indiferença”, “frieza” ou mesmo agressividade. É o que chamamos de depressão mascarada.

Na nossa cultura é comum muitos homens não admitirem que estejam deprimidos. Ao invés disso, afirmam que estão cansados, aborrecidos ou ficam agressivos. Para eles, expressar abertamente que estão tristes é sinônimo de fraqueza, de fragilidade.
Desta forma, há ainda um preconceito do sexo masculino em demonstrar tristeza, chorar, principalmente em público.

A depressão pode ainda ser mascarada sob a forma de excessos alcoólicos, drogas, comida, sexo, jogo, vício em trabalho (workaholics). Há pessoas que, após uma separação, não se permitem entrar em contato com a perda e a tristeza.
É natural, com a separação, sentirmos tristeza. No entanto, essas pessoas reprimem fortemente a tristeza, trabalhando incessantemente, tornando-se um viciado em trabalho. O trabalho passa a ser uma válvula de escape, uma fuga, uma forma de não entrar em contato com a perda.
Mas quando param de trabalhar, entram numa profunda depressão.

A depressão pode também estar mascarada em forma de sintomas psicossomáticos, tais como dores de cabeça constantes, fadiga, dores lombares, náuseas, vômito, úlcera, colite e alergias diversas. Muitos suicídios ou tentativas de suicídio inesperados e aparentemente inexplicáveis também são provocados por depressões mascaradas.

Caso Clínico:
Em busca da felicidade.
Mulher de 35 anos, casada, dois filhos.


A Paciente veio ao meu consultório se queixando que não tinha vontade ou entusiasmo pela vida. Vivia como se estivesse ligada no “piloto automático” (termo usado pela paciente), pois fazia tudo de forma mecânica, sem emoção.

Na entrevista de avaliação, assim relatou:
“Faço tudo no automático: cursei uma faculdade, tive filhos, tudo sem sentir nada, nenhuma emoção. Não tenho problemas financeiros, mas até que gostaria de ter, pois assim teria a quem ou o que culpar. Na verdade, não há nenhum motivo que justifique a minha falta de vontade de viver.
Sou casada, meu marido é um bom homem, tenho dois filhos lindos, uma casa muito boa; certa ocasião, o meu marido me perguntou: Vamos viajar para a França? Vamos tirar férias, o que você acha?
- Acho legal, respondi, sem empolgação. Aprontei as malas de todos, fizemos a viagem, mas para mim foi como se tivéssemos feito uma viagem à praia no litoral de São Paulo. É horrível, nada me motiva, nada me empolga!A minha família, (bem como a de meu marido), fala que não tenho gratidão pela vida que levo. No entanto, o que me vem é só vontade de morrer, nem coragem tenho para tirar a minha vida. Mudei o corte de meu cabelo, fiz plásticas, troquei de carro várias vezes, comecei vários cursos - embora não tenha concluído nenhum -, buscando algo que me dê prazer, mas não encontro.
Não tenho paciência com os meus filhos, estou sempre de mau humor, nem sei como o meu marido me agüenta. Não é que nada está bom para mim, que estou insatisfeita com a minha vida; é pior, nada me importa, me interessa.
Por isso, como já lhe disse, faço tudo no automático; faço as coisas porque tenho que fazer”.

Você fez algum tipo de tratamento antes de me procurar? - Perguntei à paciente.
“Procurei, é claro. Fui a um psiquiatra, que me receitou alguns remédios, mas me senti pior, pois a minha tristeza e melancolia tomaram conta de mim, não conseguia sair da cama. Posteriormente, resolvi procurar um neurologista, mas também não deu em nada. Fui a um psicólogo, onde só eu falava e ele só escutava, não falava nada. Passei por várias terapias alternativas, mas sem nenhum resultado. Cansei, acabei não procurando mais nada. Até que um dia, uma amiga me mandou um artigo do senhor; depois de lê-lo, senti confiança em seu trabalho, algo me dizia para procurar o seu consultório”.
No final da entrevista, ao lhe indagar se tinha algum sonho recorrente (costuma ser uma reminiscência de uma vida passada), a paciente me disse que o seu sono era muito intranqüilo, pois era comum ter pesadelos constantes (de estar num lugar escuro e ouvir gritos). Acordava assustada.

Na 1ª sessão de regressão, por estar muito ansiosa e tensa, não relaxou o suficiente e com isso não conseguiu trazer nada de seu passado.
Na sessão seguinte, ao regredir, viu os pais e os dois irmãos numa vida passada, com muito medo, acuados, sem entender bem o que estava acontecendo.
Assim ela me descreveu:
“Dr. Osvaldo, vejo soldados gritando e mandando a gente ficar em fila e em silêncio, pois não podíamos conversar um com o outro. Estamos cansados, com fome, e sempre que alguém senta extenuado ou tropeça, ouvimos estampidos de tiros. (pausa). Vejo uma criança chorando, sentada no chão... Meu Deus! Um soldado deu um tiro na cabeça dela!” (paciente relata chorando copiosamente).
- Avance mais para frente nessa cena - peço à paciente.
“Depois de uma longa caminhada, chegamos num campo de concentração, todo cercado de arames farpados. Vejo uma placa onde escrita “Auschwitz”... A minha família nessa vida passada é judia. Vejo também os soldados com as iniciais SS no braço esquerdo. São os soldados de Hitler.
Eu e a minha mãe fomos separadas do meu pai e irmãos; meu pai e meus irmãos foram direto à câmara de gás. Antes, meu pai nos abraçou e disse para termos fé. Ele era um homem calmo e devoto de Deus. Nunca mais os vi (fala chorando).
Minha mãe trabalhou por algum tempo na casa do general: lavava suas roupas e limpava sua casa, e eu a ajudava.
Vi minha mãe definhando, pois não havia comida o suficiente para nós. Ela não durou muito, acabou morrendo. Fiquei sozinha. As mortes não tinham fim. Quando não se morria na câmara de gás, morria-se de fome, de doenças ou até mesmo por um soldado raivoso que não gostava do jeito da pessoa e dava um tiro em sua cabeça. Vivia em pânico, com muito medo”.

- Avance nessa cena - peço novamente à paciente.
“Sinto um aperto no peito, pois eu e outras mulheres fomos chamadas. É noite, um soldado nos leva para um lugar; sinto muito frio e cansaço. Peço a Deus para que isso acabe logo, queria morrer. No caminho, observo montanhas humanas, empilhadas. Vejo que não somos nada, que não temos nenhum valor. Chegamos ao local, é muita gente, ouço gritos de mulheres e de crianças. Pedimos socorro, misericórdia, mas nada comove os soldados. (Pausa).
Do teto, vejo uma fumaça saindo... É gás (paciente fala tossindo muito).
O gás está queimando a minha garganta (tosse intensamente).
Não luto para sobreviver... Acabo morrendo logo. Era o que mais queria”.

No final dessa sessão, a paciente chora copiosamente pedindo perdão a Deus, ao marido e aos filhos por não estar valorizando sua vida atual, pois lhe foi dada uma nova oportunidade de viver. Ela se conscientizou que era feliz, pois tinha tudo que precisava na vida presente. Identificou também, nessa sessão, que os dois irmãos que também morreram na câmara de gás, voltaram com ela na encarnação atual como seus filhos.
Ela finaliza o nosso trabalho dizendo: “Tudo está certo. Tive que reviver sentindo nessa sessão de regressão a dor dessa vida passada, vendo os meus pais e irmãos morrer para dar valor à minha existência atual e a tudo que tenho hoje.
Deus, muito obrigado!

“O homem é a criatura que inventou a câmara de gás; mas, ao mesmo tempo, é a criatura que foi para a câmara de gás de cabeça erguida, rezando o Pai-Nosso ou com a prece fúnebre dos judeus nos lábios”.
Viktor Frankl – Renomado psiquiatra austríaco, criador da Logoterapia e sobrevivente dos campos de concentração nazistas.



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Shimoda
é terapeuta especializado em Terapia de Regressão TRE, com foco em autoconhecimento, transformação emocional e integração de experiências de vida. Atende em seu consultório em São Paulo.
Site: www.osvaldoshimoda.com.br
Tel.: (11) 99286-4497 (agendamentos)
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