Diferenças entre Terapia de Vida Passada e Espiritismo

Diferenças entre Terapia de Vida Passada e Espiritismo

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 09/01/2004 15:44:22


“Quando uma porta se fecha, outra se abre.
Mas muitas vezes nós ficamos olhando tanto
tempo, tristes, para a porta fechada que
nem notamos que se abriu outra para nós”.
Alexander Graham Bell


Pelo fato da reencarnação ser um dos pressupostos fundamentais da TVP (Terapia de Vida Passada), muitas pessoas me perguntam se a TVP é uma terapia espírita. E por conta de muitos pacientes terem obtidos resultados positivos através dessa terapia, esses fatores têm suscitado dúvidas e confusões resultantes ainda da desinformação de muitos sobre a diferença entre a Terapia de Vida Passada e Espiritismo. Devo esclarecer que a TVP não está vinculada a nenhuma religião.

Embora ela confirme a teoria da reencarnação, não é uma terapia espírita e sim um método psicoterápico. Aliás, a aceitação da reencarnação não é um privilégio exclusivo do espiritismo. Ela é aceita por grande parte da população do oriente e por vários filosofias praticadas no ocidente. Platão, Sócrates, Pitágoras, todos falavam e acreditavam na reencarnação.
Muitos me perguntam também se na TVP a regressão é feita através de um médium que conta à pessoa sua vida passada. Isso não é terapia de vida passada e sim uma captação em que o médium ou o sensitivo fazem a leitura do inconsciente da pessoa revelando suas vidas passadas bem como a origem de seus problemas.

Na TVP, o paciente é trabalhado por um psicoterapeuta, revivenciando o trauma que originou seu problema com liberação de grande conteúdo emocional. É essa revivência traumática que confere o efeito terapêutico. Portanto o objetivo da TVP é fazer o paciente identificar a causa primária de seu problema e revivenciar a experiência traumática para que este se liberte definitivamente das “amarras” energéticas (bloqueios emocionais) que o prendem ao seu passado e o impedem de ter uma melhor qualidade de vida.

Portanto, através da regressão, o terapeuta estimula o paciente a recordar espontaneamente a causa verdadeira de seu problema que pode esta nesta vida, isto é, na sua infância, no momento de seu nascimento, no útero materno ou ainda mais atrás, em vidas passadas. Neste sentido, o objetivo da TVP é exclusivamente terapêutico. Desta forma, a TVP é uma terapia e o Espiritismo é uma filosofia, religião e ciência. Como filosofia, analisa as relações que se podem estabelecer com os espíritos (desencarnados) e as conseqüências morais delas decorrentes; como religião (não é uma religião mística, impregnada pela idolatria e pelo fanatismo), desenvolve no ser humano o sentimento divino que o liga ao Criador. Conhece-se o verdadeiro espírita pelo seu aperfeiçoamento moral. Como ciência, busca o conhecimento da verdade pela evidência dos fatos. A doutrina espirita foi codificada por Allan Kardec, em 1857, na França. Ele codificou o Espiritismo assessorado pelos espíritos evoluídos.

Quero esclarecer também que a TVP como método psicoterápico trabalha com pacientes portadores de distúrbios psíquicos, psicossomáticos, orgânicos e de relacionamento interpessoal, enquanto o Espiritismo trabalha com todo o indivíduo, doente ou não, que esteja interessado nesta área do conhecimento e desenvolve trabalhos especiais para portadores de obsessão Espirítica. A TVP é feita em consultório profissional obedecendo às normas de sigilo e respeito à ética profissional, enquanto no Espiritismo as atividades espíritas são exercidas em Centros Espíritas, assim como fora deles, isto é, na família, no trabalho e na coletividade.

Caso Clínico: Medo de ser amada pelos homens
Mulher de 30 anos, solteira.


Paciente me procurou por conta de sua depressão. Estava depressiva pelo fato de seus relacionamentos amorosos não darem certo. Tinha uma baixa auto-estima e não se sentia merecedora de ser amada e admirada pelos homens. Embora fosse uma mulher bonita, se sentia feia e sem nenhum atrativo.
“Eu não deixo os homens se aproximarem de mim porque vão se decepcionar se me conhecerem melhor e o pior é que estou me fechando cada vez mais”, disse-me a paciente.
“Tenho vontade de fugir quando um homem se interessa por mim”, acrescentou.
- Ao regredir se viu como uma moça de 20 anos, rosto disforme, bem deformado mesmo, meio corcunda, baixinha e de cabelos castanhos.
“Sou pobre, tenho pai, mãe e cinco irmãos, moro num casebre. Eu já nasci com esse defeito no rosto. Quando criança era muito triste, com muitas dificuldades financeiras. Era uma vida muito difícil. Já adulta me vejo trabalhando agora numa casa. Eu trabalho e moro nesta casa. Eu cozinho, limpo, lavo, fervo lençóis. As mobílias são bem antigas, as ruas são de pedra e a cidade é do período medieval.
Vejo agora um homem bonito, seus cabelos são cumpridos. É na França, ele usa roupas de veludo, calça justa e casaco curto. Esse moço freqüenta essa casa. Eu gosto dele, fico olhando-o à distância. Acho que ele nunca vai me notar. Eu me escondo dele e das pessoas. A dona da casa tem também outros empregados. Não me relaciono com ninguém. Tenho muita vergonha pelo fato de ser deformada. Sou calada, as pessoas comentam que eu sou feia. Moro num cômodo desta casa, sozinha. Estou andando na rua com dificuldade, me sinto triste por conta desses problemas físicos. Eu tenho também uma alergia nas pernas. Nunca me relacionei com nenhum homem. Não me sinto merecedora de ser amada.
Eu me sinto ridícula, acho que homem nenhum vai se interessar por mim”.- Peço agora para a paciente avançar bem mais para frente na cena.
“Vejo-me agora sozinha, meus pais morreram e os meus irmãos se espalharam; aquela alergia nas pernas se agravou, vejo feridas grandes abaixo de meus joelhos. Parece que eu contraí a peste. Tenho muita febre e dores constantes no corpo. A minha patroa me mandou embora por conta dessa doença. Vivo agora na rua e estou sentada no chão pois não consigo mais andar direito.
As pessoas me ajudam dando comida. Não tenho mais vontade de viver”.

- Em seguida, peço para que ela vá para o momento de sua morte.
“Estou muito doente, me encostei na parede de uma casa. Sinto um vazio enorme, foi uma vida triste e difícil. Vejo muitos corpos queimados, foi a peste. Acabei falecendo.
Na vida presente eu faço a mesma coisa que fazia nessa vida passada, que era me esconder.
Agora entendo porque eu me escondo dos homens, quero fugir deles.
Não consigo me ver bonita e por mais que os outros digam o contrário, não me convenço. Os homens me olham, elogiam, mas eu tenho receio. Acho que se eles me conhecerem melhor vão ver o meu lado negativo, o lado mau da minha personalidade. Na vida passada eu era uma pessoa muito fechada, não colocava as minha emoções para fora. Ainda hoje não expresso as minhas emoções, não as compartilho com ninguém, tenho receio de zombarem de mim, de não ser aceita. Na vida passada eu me sentia muito discriminada, rejeitada, achava que por ser defeituosa era má, pois as pessoas falavam que isso era castigo de Deus.
Vejo muitas atitudes desta vida passada se repetirem na vida presente: quero me esconder, não ser vista, passar despercebida. Não me exponho, não me permito ser o centro das atenções. Não me sinto atraente, sensual, fico muito constrangida quando os homens me notam. Quando as pessoas me elogiam, duvido da sinceridade de todos. Quando eu era criança as pessoas falavam que eu era bonita mas eu não me convencia. Agora fica claro porque não deixo que os homens se aproximem de mim”.

Antes de encerrar esta sessão de regressão, comentei com a paciente que era preciso atualizar essa visão deformada de si que trouxe de seu passado. Hoje, seu contexto de vida é completamente diferente daquela vida . Portanto, não fazia mais sentido se ver e se sentir defeituosa, pois ela tinha nascido novamente, desta vez num corpo sadio e perfeito.

Na sessão seguinte ela me contou que estava se vendo com outros olhos. Disse-me que se olhou no espelho e não sentiu mais necessidade de desviar o olhar como sempre fizera. Agora, estava se vendo de forma mais sensual e bonita. Após mais 4 sessões de regressão, encerramos o nosso trabalho.

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Shimoda
é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
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