Enigmas da Obsessão Espiritual

Enigmas da Obsessão Espiritual

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 18/08/2006 14:35:53


Segundo Allan Kardec, no livro A Gênese, item 45 - página 304, “Chama-se obsessão a ação persistente que um espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, que vão desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais”.
Portanto, a ação que um espírito desencarnado exerce sobre um encarnado é algo muito sério, pois, se aproveitando do seu estado de invisibilidade, provoca em sua vitima (encarnado) distúrbios orgânicos e/ou mentais inimagináveis aos olhos de uma pessoa cética, incrédula, que não acredita na existência do espírito, e no que é capaz um espírito obsessor desencarnado vingativo, que se sentiu prejudicado pela vítima numa vida passada.

Sendo assim, a obsessão espiritual, na qualidade de doença ainda não catalogada nos compêndios médicos, mostra-se como um dos mais antigos flagelos da humanidade. Na Bíblia, como exemplo, temos a passagem registrada pelo Apóstolo Lucas, cap.9, v.39, que diz: “Eis que um espírito o toma e de repente clama e o despedaça até espumar; e só o larga depois de o ter quebrantado”.
E também em Marcos 5:8 e 9, que diz: “Porque lhe dizia: sai deste homem, espírito imundo. E perguntou-lhe: ”Qual é o seu nome”? E lhe respondeu dizendo: ”Legião é o meu nome, porque somos muitos“.

Desta forma, enquanto o homem alimentar sentimentos de ódio, ciúme e vingança, a obsessão espiritual continuará ainda por muito tempo na humanidade.
É comum em meu consultório, o obsessor espiritual do paciente responder que está há mais de 100 anos nas trevas, quando lhe pergunto do período que vem obsediando o paciente. Quantos casos de obsessão espíritica também são tratados em centros espíritas e umbandistas e aqueles todos que não são tratados espiritualmente na maioria dos sanatórios e hospitais psiquiátricos, onde os pacientes sofrem de perturbações mentais geradas pela ação vingativa dos obsessores de seu passado...
Em vista do exposto, é preciso estudar mais, se aprofundar na compreensão dos efeitos deletérios da obsessão espíritica que vai desde uma simples influência moral até perturbações mais graves da mente e do organismo físico do paciente, podendo levá-lo à loucura e/ou à morte.

O leitor que vem acompanhando os meus artigos no site, pode perceber nos relatos dos casos clínicos, que é freqüente uma interferência espiritual negativa (obsessão) na vida desses pacientes, ocasionando as mais variadas desordens psíquicas, psicossomáticas, orgânicas (de causa desconhecida pela medicina oficial) e de relacionamento interpessoal. Entretanto, é importante esclarecer que na obsessão espiritual não ocorre só a ação nociva do desencarnado sobre os encarnados. Existem também as ações de desencarnados sobre desencarnados; de encarnados sobre desencarnados, e de encarnados sobre encarnados.

Não foi por acaso que o grande médium Chico Xavier afirmava que é nas famílias onde costumam se reunir os desafetos de vidas passadas. Certa ocasião, uma paciente veio me procurar querendo saber o porquê de se sentir uma “estranha no ninho”, deslocada, inadequada em sua família. Não se identificava em nada com os pais e irmãos. Portanto, não se sentia parte integrante dessa família. Sentia que sua família a rejeitava, que ela incomodava seus familiares...
Ao regredir foi lhe revelada que todos viveram na Idade Média. Naquela vida passada, a paciente era de uma família nobre e os membros de sua família da vida atual eram todos súditos dela, chegando ela a humilhá-los, se utilizando do prestigio que possuía para ressaltar a diferença de classe. Por isso que na vida atual todos foram reunidos numa mesma família para que cada um superasse suas tendências negativas trazidas do passado, e pudesse ver o outro com amor fraterno através da humildade e da paciência.

Muitas pessoas acreditam que a obsessão espiritual ocorre apenas de desencarnados sobre encarnados ou de encarnado para encarnado. No entanto, é muito comum a ação obsessiva do encarnados sobre os desencarnados. Veja o caso de uma paciente que me procurou querendo saber o porquê de ser uma pessoa tão raivosa, cultivar tanto ódio em sua vida se apegando em demasia aos acontecimentos negativos da vida.

Caso Clínico: por que sinto tanto ódio?
Mulher de 30 anos, solteira.

A paciente me procurou querendo saber a razão de sentir tanto ódio em sua vida. Não lhe vinha conscientemente a razão desse sentimento forte, de adotar em sua vida um estilo de vida raivoso e se apegar tanto a acontecimentos negativos.
Diante desses acontecimentos, ficava ruminando por dentro, sentindo muito ódio, sem conseguir se desvincular desse sentimento. Evidentemente, isso a levava a um sofrimento muito grande porque a impedia de ser uma pessoa mais amorosa e tranqüila.

Ao regredir me relatou:
“Vejo duas crianças loirinhas de pijama. A mais velha aparenta ter uns 12 anos, e a mais nova, 4 anos.
Estão me esperando no portão (é um artifício técnico que utilizo na regressão de memória para que o paciente o atravesse e que funciona como um portal que separa o passado do presente, o mundo espiritual do mundo físico).
Agora elas sumiram...
Sinto uma angústia, tristeza, um aperto no coração“.

- Veja o que está acontecendo para você sentir esses sentimentos – peço à paciente.
“Alguma coisa de muito ruim aconteceu com essas crianças, mas não sei o que foi.
Sinto também enjôo, ânsia de vomito (paciente começa a chorar).
Parece que elas são minhas filhas, me pedem ajuda (pausa).
Vejo uma casa pegando fogo, sinto calor - vem em forma de impressão (intuitivamente). Alguém pôs fogo na casa e elas estavam dormindo.
Eu estou de fora da casa vendo-a queimando e escuto as crianças pedindo ajuda.
Eu me vejo como uma camponesa nessa vida passada“.

- Vá prosseguindo nessa cena - peço-lhe.
“Eu sinto culpa por tê-las deixadas sozinhas”.

- O que foi que aconteceu? - Pergunto-lhe novamente.
“A impressão que me vem à mente é que fui me encontrar com um homem.
Era o meu amante, não era o pai das minhas filhas. Ele tinha ciúmes delas. Pede para que eu as abandone para ficar com ele. Esse homem é rico, poderoso, mas não quer as minhas filhas porque alega que não são dele (pausa).
Foi ele que mandou atear fogo na minha casa e as matou” (paciente chora).

- Vai prosseguindo nessa cena - peço-lhe.
“Parece que eu me sinto aliviada por elas terem morrido, mas essa sensação logo passa e começo a me sentir culpada (pausa).
Em seguida, vou morar com esse homem. Com o tempo ele me bate, é agressivo, me domina. Eu começo a sentir um ódio mortal dele.
Eu odeio esse homem! (Paciente grita chorando).
Ele fala que sou propriedade dele.
Ele é louco, um psicopata!
Estamos discutindo, ele bate no meu rosto e me joga no chão. Eu começo a chorar, tenho saudades das minhas filhas. Ele está alcoolizado e confessa que foi ele que mandou pôr fogo na minha casa.Estou furiosa, eu parto para cima dele, quero matá-lo. Tenho sentimento de vingança, jurei que iria matá-lo. Tenho ódio dele, da vida, de tudo! (paciente grita).
Eu não me conformo de ter cedido, de ter largado as minhas filhas em casa.
Sinto remorso, culpa, fui conivente pela morte de minhas filhas. Fico ruminando, arquitetando sobre como matá-lo da forma mais cruel. Nós moramos num castelo.
Eu era uma camponesa escocesa, ruiva. Esse homem é bem magro, loiro.
O desejo de vingança e de ódio que sinto por ele é incontrolável. Ele começa a perceber esse ódio e me maltrata mais ainda. Para me agredir, começa a sair com duas mulheres na minha frente. Vejo os três na minha cama.
Ao entrar no meu quarto, eles olham para mim e riem. Eu espero eles adormecerem - estão bêbados (pausa).
Ponho fogo no quarto e eles morrem queimados. Tinha umas lamparinas e velas acesas e jogo-as na cama. Incendeio tudo e aí me sinto vingada.
Minha vida virou um inferno. Após matá-los, descobriram que eu causei a morte deles.
Fui enforcada. Na hora do enforcamento ainda sinto muito ódio de ter sido traída e dele ter matado as minhas filhas. Penso: ‘Nunca mais vou permitir que os três sejam felizes. Eles vão arder na chama do inferno para sempre’.
Após a minha morte física, me vejo num lugar bem escuro, me sinto deprimida, ainda com muito ódio e rancor.
O lugar parece uma caverna escura, estou sozinha, sentada, não quero conversar com ninguém (pausa).
Vejo um mestre de luz querendo me levar, me tirar desse lugar, mas eu resisto, quero continuar sentindo aquele ódio intenso. Ele coloca a mão na minha cabeça e o ódio começa a passar. Em seguida, ele passa a conversar comigo (pausa).
Estou agora num jardim florido, ele me mostra as minhas filhas. Elas vêm em minha direção. Eu as abraço, peço perdão por tê-las deixadas sozinhas. Elas me pedem para eu olhar para trás e vejo aquele homem e as duas mulheres. O meu mentor espiritual pede para que os perdoe. Sinto que eles precisam do meu perdão, mas não quero libertá-los.
Falo para o meu mentor que jamais irei perdoá-los. Vejo-os deformados ainda pelo fogo.
Ele me diz que eu tenho o livre arbítrio, mas esclarece que enquanto eu não os perdoar, irei carregar esse ódio e, com isso, prejudicar todas as minhas encarnações futuras. Fala para eu refletir, pensar bem. Lembra ainda que da mesma forma que esse homem incendiou e matou as minhas filhas, eu também fiz o mesmo, matando os três.
Ressalta que a diferença é que ele foi movido pelo ciúme, posse, enquanto eu os matei por ódio. O meu mentor comenta que eu carrego esse sentimento até hoje na vida atual. Diz que esse ódio vem do meu orgulho, da intolerância de não saber me colocar no lugar do outro (empatia). Diz ainda que as minhas filhas, mesmo tendo sido as mais prejudicadas - perdendo suas vidas sendo queimadas pela ação desse homem -, não cultivaram nenhum rancor por ele.
Fala que estou apegada a esse ódio há muitas vidas e que está na hora de eu me libertar desse sentimento“.

- Pergunte-lhe como fazer isso – digo à paciente.
“Diz que é só enxergar esse homem como uma criança e que ele também tem o direito divino de evoluir; ressalta que este é um direito divino de todo ser, que eu estou bloqueando, impedindo esse direito com o meu ódio. O mesmo ocorre com aquelas mulheres. Ele explica que na verdade elas não têm culpa de nada. Assim como ele me manipulou, elas também foram manipuladas.
Comenta ainda que enquanto eu não os libertar, também não estarei livre para ser feliz. Esse é o preço que eu pago (pausa).
Ele me faz uma revelação dizendo que nesta vida atual, à noite, ao dormir, em desdobramento (quando o espírito sai do corpo), ainda vou atrás deles. Diz que eu faço isso para me certificar se os três ainda estão lá (Astral inferior) sofrendo, presos ainda nas chamas. Mas fala que em contrapartida eles também impedem a minha felicidade“.

- Pergunte ao seu mentor de que forma a impedem - peço à paciente.
“Ele me responde que eles afastam todas as oportunidades boas que tenho para ser feliz.
Em verdade, diz que estamos ligados pelo ódio. É a Lei da Ação e Reação – ele completa. Diz ainda que o importante é saber que muitas coisas não dão certo na minha vida porque ainda estou presa pelo ódio do passado.
Comenta que eu tive várias chances de perdoá-los, mas eu preferi continuar realimentando esse sentimento. Fala que a vida flui como um rio, que todo passa, se transforma e que estou tendo uma grande oportunidade de me transformar a partir de agora, do que foi me mostrado nessa sessão de regressão. Pede para eu refletir e ver tudo o que eu vi, com amor, para eu me colocar no lugar deles, olhar a cena mostrada como uma espectadora que assistiu a um filme, sem me apegar a nada.
Revela ainda que a partir de agora os três estão livres de mim, que eu não posso mais interferir na vida deles. Diz que essa prisão, essa ligação cármica entre nós foi uma aprendizagem para todos, mas ressalta que agora eles estão livres de mim.
Quanto a mim, pede para que eu aprenda a ser mais amorosa, para não criar mais situações como essa em minha vida.
Pede ainda para eu me desapegar de tudo, continuar a prática da meditação buscando o caminho da luz, que assim vou conseguir me desapegar com mais facilidade dos acontecimentos negativos da vida.

Após passar por mais 4 sessões de regressão, peço à paciente perguntar ao seu mentor espiritual se haveria necessidade de prosseguirmos com a Terapia Regressiva Evolutiva...
“Ele me disse que no momento não, pois o que eu tinha que saber me foi revelado. Porém, se houvesse necessidade mais para frente, serei orientada por eles para procurar o senhor novamente.
Diz que o processo terapêutico na verdade ainda não terminou, mas que preciso dar um tempo para colocar em prática o que me foi mostrado. No entanto, pede para não me preocupar com isso, porque eu estou fazendo tudo o que é necessário para a minha libertação. Diz para eu confiar no Pai Celestial e nos Mestres de luz.
Fala que eu tenho um potencial de amor muito grande, mas que eu preciso aprender a enxergar a Divindade em todos os seres, pois no momento que conseguir perceber isso, não vou mais nem ter resquícios desse ódio.


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Shimoda
é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
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