Eu vejo espíritos!

Eu vejo espíritos!

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 13/03/2008 17:17:23


“Aquele que conhece os outros é sábio; aquele que conhece a si próprio é iluminado”.
Lao – Tsu.


Você já viu vultos escuros (espíritos das trevas), brancos (espíritos de luz) ou um ser espiritual nitidamente?
Se não viu, já sentiu uma presença espiritual em forma de impressão, sensação no canto dos olhos, atrás de você ou como se “alguém” passasse bem rápido na sua frente?
Já teve a impressão, sensação de que “alguém” estava te observando, espionando?
Quando faço essas perguntas na entrevista de avaliação com os meus pacientes ou mesmo nas minhas palestras, é freqüente a maioria afirmar que sim.
Não obstante, muitos não acreditam, acham que tais percepções ou impressões são fantasiosas, fruto da imaginação e acabam ignorando-as.
Em verdade, somos todos médiuns na condição de captar e também em comunicar - em maior ou menor grau - com os espíritos.

Na T.R.E. (Terapia Regressiva Evolutiva) - A Terapia do Mentor Espiritual abordagem psicológica e espiritual breve canalizada por mim pelos Espíritos Superiores do Astral, é comum o mentor espiritual (ser desencarnado diretamente responsável pela nossa evolução espiritual) se comunicar com o paciente para que o mesmo saiba a causa de seus problemas - que pode advir desta vida (infância, nascimento, útero materno) ou de outras - através da regressão de memória, bem como seu verdadeiro propósito de vida na encarnação atual.
Em muitos casos - se assim o mentor espiritual julgar necessário - o paciente fará também uma progressão, ou seja, terá acesso à revelação de acontecimentos futuros. Portanto, é o mentor espiritual de cada paciente que o leva a regredir e/ou progredir nessa terapia.
O meu papel, enquanto terapeuta, é buscar abrir o canal de comunicação para que o mentor espiritual possa se comunicar diretamente com o paciente. Sou, portanto, um facilitador do processo de comunicação entre ambos. Mas como faço isso?
Pelo fato da T.R.E. ser uma terapia profunda da alma, os próprios mentores espirituais costumam dizer que para entrar em contato com eles, é preciso seguir três pontos fundamentais:

A) Fé: Inicio sempre a sessão fazendo uma prece junto com o paciente. É importante ressaltar aqui, que a prece é um instrumento muito poderoso e eficaz para a resolução de nossos problemas, bem como para nutrir a alma e se conectar com os espíritos superiores. Nunca é demais lembrar que “quem tem fé, tem tudo; quem não tem, não tem nada”.
Médicos norte-americanos têm dado especial atenção às influências positivas que a experiência da fé tem exercido na recuperação de pacientes hospitalizados.
Em pesquisas feitas, constatou-se que os pacientes que tem fé, que se valem das preces diárias, da fé em Deus, de visualizações mentais positivas e da certeza da melhora de sua saúde, conseguem se recuperar mais rápido do que aqueles pacientes sem fé, desolados, abatidos e contaminados pelo desânimo. Portanto, a prece nessa terapia é o caminho, o canal para que o paciente se conecte com o seu mentor espiritual.

B) Relaxamento: Após a prece inicial, o paciente passa por um relaxamento progressivo do seu corpo e de sua mente para que entre em estado alterado de consciência (rebaixamento da consciência) e, com isso, aguce a sua intuição, a P.E.S. (Percepção Extra-Sensorial). Em verdade, a intuição, o sexto sentido, é o sentido da Alma, do Espírito.
Portanto, é a alma que intui, ou seja, sente e, com isso, estabelece a comunicação com os seres espirituais (percebemos os fenômenos espirituais não com os olhos físicos, mas com os olhos da alma).
É fundamental esclarecer que nessa terapia o paciente precisa confiar em sua intuição (segundo o dicionário Aurélio, intuição é a “Percepção clara, imediata, de verdades sem necessidade da intervenção do raciocínio”), pois muitas coisas que aparecem na regressão, só podem ser compreendidas pela intuição (sentindo).
Neste aspecto, pacientes excessivamente racionais, incrédulos, não estão ainda preparados para essa terapia, pois vão bloquear, não vão se entregar no que a sua alma irá intuir em suas lembranças de vidas passadas, revelações futuras, ou mesmo na comunicação com o seu mentor espiritual (nós intuímos o que ele diz, ou seja, a comunicação se dá telepaticamente, em pensamento). Ao conversar com o seu mentor, esses pacientes costumam duvidar, questionar o que vem à sua mente em forma de palavras, frases ou impressões. Acham que essas palavras ou frases são suas e não de seu mentor espiritual.
Certa ocasião, no final da entrevista de avaliação, disse à paciente, uma médica, que ela não estava preparada para essa terapia, pois era muito racional, cartesiana, cética em relação à espiritualidade. Em vista disso, disse-lhe que não se entregaria nessa terapia. Não obstante, ela quis tentar passar por uma sessão de regressão.
Ao passar pela sessão, conforme havia lhe dito, ela não trouxe nada, não conseguiu regredir, bloqueou por conta de seu ceticismo acentuado.
Porém, ao se levantar do divã comentou: “Estranho, será que estou ficando louca? Veio em pensamento uma frase: ‘Eu nunca vou te deixar em paz, sua desgraçada’! Escutei também internamente uma gargalhada feminina”.
Esclareci à paciente que essa frase que veio à sua mente não era dela, mas sim de um ser espiritual obsessor.
Apesar dessa explicação, não se convenceu, e acabou não querendo prosseguir nessa terapia.
Costumo dizer que uma pessoa de mente fechada é incapaz de aprender qualquer coisa nova.

C) Gratidão: No final de cada sessão de regressão, agradecemos ao nosso Pai Celestial e as forças espirituais amigas pela oportunidade que tivemos de receber ajuda nesse tratamento para estreitarmos os laços com o plano superior.
Para estreitar os laços com os mentores espirituais é preciso também cultivar sentimentos como a bondade, a benevolência, a simplicidade de coração e a compaixão (dulcificar o coração), pois esses sentimentos fazem com que a gente se sintonize com as vibrações energéticas dos espíritos superiores, indo ao encontro de uma das Leis Universais - a Lei da Afinidade: “Os iguais se atraem”.

Caso Clínico:
Dispareunia (Dor durante o ato sexual).
Mulher de 35 anos, casada.
A paciente veio ao meu consultório se queixando de sentir dor na penetração sexual com o seu marido. Fez todos os exames ginecológicos necessários e não acusou nenhum problema orgânico. Antes de conhecer o seu marido, não sentia nenhuma dor na relação sexual com os seus namorados. Por conta desse ardor, procurava evitar a relação com o seu marido, ocasionando também uma diminuição de libido (apetite sexual).
No início do casamento, embora houvesse lubrificação vaginal e desejo sexual, sentia muita dor na penetração. Brigavam muito por conta de desentendimentos conjugais. Queixava-se também de insônia, sono intranqüilo.

Ao regredir me relatou:
“Vejo uma luz branca em minha frente aqui no consultório (paciente estava deitada no divã). É o meu mentor espiritual. Embora não o veja em forma humana sei que ele é o meu mentor espiritual (paciente intui, sente).
Ele me diz que não posso saber tudo nessa terapia. Fala que algumas coisas posso saber desse meu problemas sexual (em alguns casos, o mentor espiritual do paciente não revela tudo a respeito de seu problema pelo fato de ele não estar ainda preparado para entender a causa de seu problema, ou mesmo porque irá prejudicar em sua aprendizagem de vida).
Vejo agora uma menina segurando a minha mão. Ela está feliz junto comigo.
É a minha irmã dessa vida passada.
Eu sou menino, devo ter uns 12 anos.
Nós moramos num orfanato, mas queremos sair porque somos maltratados (pausa)”.

- Avance mais para frente nessa cena - peço à paciente.
“Eles, os dirigentes do orfanato, querem nos separar. Eu tenho que ir embora pela minha idade. A minha irmã está muito triste”.

- Vai prosseguindo nessa cena - peço novamente à paciente.
Eles me arrancaram à força de minha irmã, ela chora muito. Eles me põem na rua e nunca mais a vi. Eu fico sozinho, amargurado, com raiva por ter sido despejado. Não tenho casa (pausa).
Mas acho que fiz alguma coisa errada no orfanato. Tentei fugir e aí eles me jogaram na rua (pausa).
Tem um capanga nesse orfanato. Ele faz tudo nesse orfanato. Tudo o que os dirigentes mandam, ele faz. Foi ele que me colocou para fora. Na rua, comecei a pedir esmola. Acho que a minha irmã foi adotada, mas ela também não é feliz. Não chegamos a conhecer os nossos pais. Alguém nos deixou nesse orfanato quando a gente era bebê (pausa).
A minha cabeça está doendo... Acho que levei uma pedrada das pessoas que passam na rua. Eu vivo triste...
Agora me vem em pensamento (paciente intui) que o meu marido da vida atual é o capanga dessa vida passada.
Ele continua me maltratando, mesmo morando na rua. Ele zomba de mim, rouba a minha comida.
Ele é muito ruim (paciente chora).
Ele não gosta de mim. Acho que antes de ser deixada no orfanato, eu era rica, mas não sei por que fui deixada nesse orfanato”.

- Avance mais para frente nessa cena.
“Eu continuo na rua e ele continua me atormentando. Foi assim por muito tempo”.

- Avance mais para frente nessa cena anos depois - peço-lhe novamente.
“Eu morri de fome. No momento de minha morte vem saudade de minha irmã e raiva daquele capanga”.

- Veja o que acontece após sua morte física...
“Vou para o plano espiritual. Eu encontro o meu mentor espiritual. Só vejo o sorriso dele. Ele me revela que aquele capanga era o nosso pai.
Diz que preciso perdoá-lo. Não entendo por que ele nos deixou naquele orfanato e me maltratou daquele jeito (pausa).
O meu mentor espiritual diz que não pode me revelar por que ele fez aquilo (é importante ressaltar que nessa terapia, o mentor espiritual só revela aquilo que for ajudar o paciente em relação ao seu problema e, tudo que for prejudicá-lo, não revela em hipótese alguma). Ele está me dizendo que o meu marido me ama e o que está no passado tem que ser deixado para trás.
Reitera que a minha alma tem que perdoar tudo o que aconteceu entre nós no passado”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual por que você sente essa dor na penetração com o seu marido - peço à paciente.
“Ele diz que são raivas do passado, que o meu marido na vida passada errou por ignorância. Mas afirma que antes dessa vida passada - numa outra encarnação - fui muito esnobe e o prejudiquei. Por conta disso, ele trouxe mágoas e, por isso, dava um jeito de me prejudicar e me machucar. Ressalta que o desentendimento entre nós é uma coisa antiga, que vem de várias encarnações”.

- Pergunte-lhe como você pode resolver seu problema sexual... - peço à paciente.
“A gente precisa se perdoar”, ele afirma.
O meu mentor espiritual diz também que a felicidade está em minhas mãos, mas que tudo vai dar certo. Pede paciência, que nada acontece por acaso, que tudo é para a gente evoluir, aprender. (pausa).
Sinto um peso nos meus ombros e braços. Ele fala que são as minhas mágoas, rancores, que sou muito rancorosa.
Sinto agora que o meu corpo inteiro está sendo banhado por uma luz laranja. Ele me explica que está aplicando cromoterapia - que é um tratamento a base de luzes espirituais para eu melhorar”.

- Pergunte ao seu mentor se devemos continuar ou não com o nosso tratamento? (Esta era a 4ª sessão de terapia. Nessa sessão, costumo fazer uma avaliação e perguntar ao mentor espiritual do paciente se devemos ou não continuar com a terapia).
“Ele diz que sim, mas não agora. Fala que vou saber quando procurar novamente a terapia (nesses casos, o paciente normalmente é intuído pelo seu mentor espiritual quando terá que voltar novamente ao consultório. É importante ressaltar que a avaliação feita pelo mentor de cada paciente varia de acordo com cada caso).
Muitos mentores dizem que o paciente não precisa mais voltar por conta do resultado positivo do tratamento. Outros pedem para fazer mais algumas sessões e continuar seguindo o tratamento. No entanto, na minha estatística, a média da duração dessa terapia varia entre 4 sessões de regressão, no mínimo, e no máximo 12 sessões).
Fala que foi muito bom esse tratamento, e que me vê em breve (nada de morte, ele brinca!).
Diz ainda que o objetivo foi alcançado com a minha vinda nessa terapia. Fala também que os meus avós desencarnados estão bem, que me mandam um beijo (é comum na T.R.E. parentes desencarnados mandarem um recado pelo mentor espiritual, ou virem pessoalmente conversar com o paciente).
Diz que fé é tudo, que quem tem fé nada o abala e nunca se sente sozinho. Pede para ficar com Deus, e foi embora. Vejo agora luz dourada, amarela e branca aqui no consultório, se alternando”.

Nessa última sessão, a paciente me disse que o relacionamento afetivo entre ela e o marido estava muito bem, não estavam mais brigando. Não só o relacionamento do casal tinha melhorado bastante, como também ela estava dormindo bem.



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Shimoda
é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
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