Iluminando Sua Vida Familiar
Autor Osvaldo Shimoda
Assunto Vidas PassadasAtualizado em 02/12/2002 11:46:48
“Nós aprendemos a voar como os pássaros,
a nadar como os peixes,
mas não aprendemos a conviver como irmãos”.
Martin Luther King
Em algum momento de sua vida você já ficou chateado com alguém?
Você sabe por que ficou chateado?
É porque você estava tentando controlá-lo, isto é, mudá-lo.
A mulher diz para si: “Quando ele casar comigo, a estória vai ser outra. Ele vai comer na palma da minha mão! Eu vou endireitá-lo”!
Será? É possível mudar uma pessoa se ela não quiser? Se você souber, também quero saber qual é o segredo. Diz o dito popular: “Pau que nasce torto, morre torto”. Na verdade, esse ditado popular só serve para quem efetivamente não quer mudar e, ademais, ser humano não é árvore. É feito de carne e osso e é um ser eterno, espiritual e têm uma natureza divina.
No entanto, o que nós, seres humanos passamos a maior parte de nossa vidas fazendo?
Você já reparou no que todos nós somos muito bons? Somos muito bons em corrigir as pessoas. Adoramos corrigir os outros. Mas porquê isso?
Porque temos a crença de que podemos mudar as pessoas. Você conhece a estória do rabino que queria mudar o mundo? Um rabino dentro da sinagoga pediu: “Deus, faça com que a humanidade mude”. Passaram-se um mês, dois meses, três meses... um ano e nada da humanidade mudar. Frustrado e decepcionado, voltou-se para Deus e pediu novamente: “Faça então com que o meu país mude”. Passaram-se um mês, dois meses, três meses... um ano e nada. Inconformado, pediu mais uma vez a Deus:”Faça então com que os meus familiares mudem”. Passou-se um ano e nada de mudança. Resignado, fez um último pedido: “Pai, pelo menos faça com que eu mude”.
É comum no final das minhas palestras, as pessoas me abordarem com o seguinte comentário:” Osvaldo, é uma pena que o meu marido não tenha participado desta palestra. Parecia que você estava falando dele. Na próxima palestra vou trazê-lo para ver se ele muda”. Por este tipo de comentário dá para perceber que quem tem que mudar é sempre o outro. Claro, é mais cômodo!
É daí que surge a raiva. Quando você tenta mudar uma pessoa, está destinado a fracassar, a sentir-se frustrado, a experimentar stress e a sua auto-estima está fadada a descer.
Aqui se explica também porque temos momentos tão difíceis em nossos relacionamentos.
Em verdade, a maneira mais eficaz de mudar os outros, é mudar a si próprio. O que você faria se eu tentasse te controlar? Você colocaria uma barreira, não é verdade? Agora, se eu não te controlo, você permanece mais aberto e então eu passo a ter mais influência. Relacionamentos significam influência. Na sua família, no seu trabalho, com seus amigos, o segredo para um bom relacionamento é não controlar. Desta forma, você terá mais influência. São os ensinamentos do Zen Budismo e do Taoísmo. É preciso ter sabedoria para você saborear a vida.
Mas para isso, é necessário entender o movimento da vida. Os monges Zen e taoístas acreditam nas forças vitais e não no domínio intelectual. Eles acreditam que o movimento da vida não é lógico, porque a Mente mente. Para eles, a vida não funciona dentro da lógica racional do ser humano. O entendimento da vida não depende do raciocínio intelectual.
O taoísmo estuda as leis da vida. Eis algumas dessa leis: “Tudo em que você põe força, enfraquece; tudo em que você não põe força, fortalece”. Quanto mais você cobra de seu filho (põe força), menos ele faz (enfraquece). Portanto, boa mãe é aquela que não só educa, mas é uma boa companhia, amiga dos filhos.
“O que você prende, você perde; o que você solta, ganha”. Portanto, solte o marido.
Para muitas esposas, dominar é controlar, querer do seu jeito. Quanto mais você for ciumenta, mais irá sufocá-lo e, consequentemente, mais ele vai querer ficar longe de você. E você acaba perdendo-o. O melhor chefe é aquele que solta o funcionário, isto é, delega responsabilidades aos funcionários. O funcionário oprimido não vai trabalhar direito. Na verdade, o lar é o lugar que nos proporciona a maior parcela de nossa felicidade. Dentre todos os relacionamentos, a sua relação com seus familiares é o mais importante.
Onde você renova as suas energias antes de ir para o trabalho? Onde nasce a motivação para a vida e para a sua carreira profissional deslanchar? Tudo passa: emprego, poder, status, dinheiro, mas o que permanece com você é a sua família.
Portanto, é fundamental assegurar um ambiente familiar agradável. É preciso que você mantenha não só a higiene física mas também a mental. Conviver em família é um bom treinamento para você desenvolver seu controle emocional.
A esposa, o marido, os filhos, os pais, os irmãos, são pessoas que você escolheu para viver com você. Em muitos casos, é na família onde estão reunidos os piores adversários que viveram em vidas passadas. O compromisso com seus familiares não é o mesmo com outras pessoas. É por isso que você se dá melhor com gente de fora. Daí explica também o porquê de você se sentir “um estranho no ninho” em sua família ou não se dar bem com um determinado membro de sua família. Se você está ali para aprender a lidar com seus familiares, por que você não pode se dar bem com todos?
Visualize as pessoas de sua casa saudáveis, serenas, prósperas. Faça a sua parte, seja gentil com eles, como faz com seus amigos, visitas. Faltar com o respeito às pessoas de sua família, jamais contribui para tornar agradável o ambiente de seu lar.
Dificuldade de relacionamento com a filha.
Mulher de 35 anos, casada, me procurou em função de sua dificuldade de se relacionar com sua filha de 18 anos.
Teve uma gravidez difícil e conturbada porque sentia dores constantes, indisposição, ansiedade, nervosismo e depressão. Tinha crises freqüentes de choro e angústia sem motivo aparente. Antes de me procurar, tinha passado por vários profissionais (psicólogos e psiquiatras) mas não obteve bons resultados. Durante boa parte da gravidez, sua filha se mexia muito, era inquieta, agitada e costumava dar “pontapés” dentro de seu ventre. Quando criança, era comum a filha beijar e abraçar o pai e, pelas costas, mostrar a língua para a mãe.
Prevalecia entre elas muito ciúme, rivalidade e disputa para conseguir a atenção e afeto do mesmo homem. As discussões e as agressões eram tantas que a filha resolveu morar com seus avós paternos.
Antes de começar a regressão, conversei separadamente com as duas e ambas concordaram que não trocariam informações a respeito do conteúdo de suas sessões de regressão e que só depois de se submeterem a quatro sessões, eu iria reuni-las e revelar suas descobertas. O objetivo desse acordo era evitar influenciar e contaminar os conteúdos de suas regressões.
Na regressão, descobriram que na vida anterior a essa, foram esposa e amante do mesmo homem. Curiosamente na vida atual, marido e mulher preservaram seus papéis e a amante, desta vez, veio como filha do casal. Mãe e filha descobriram também que na encarnação passada, a esposa (mãe atual) convidou a amante (filha) de seu marido para jantar em sua casa e a assassinou colocando veneno em sua comida. Esta por sua vez, depois de morta, ao descobrir que fora envenenada, jurou vingança. Foi nesta sessão que a mãe compreendeu a razão de seu ciúme quando a filha beijava o pai.
A filha por sua vez entendeu porque tinha dificuldades de gostar de sua mãe. Lembrou também que quando estava no astral, seu mentor espiritual a orientou para que perdoasse a mulher que lhe tirou sua vida. Lembrou ainda que na ocasião concordou em vir nesta vida como filha de seu desafeto para tentar dissolver o ódio que nutria por ela.
Até aquele momento, eu era o único que sabia das revelações feitas em suas regressões. Pensei comigo: A vida é realmente uma grande professora. Na encarnação passada, a esposa ciumenta tira a vida da amante de seu marido e, nesta vida, a traz dentro de seu próprio ventre para gerá-la como filha.
Após as duas terem passado por quatro sessões de regressão, reuni-as e revelei o que ambas descobriram como experiências de suas vidas passadas.
Mãe e filha se abraçaram, para minha surpresa, num choro emocionado. Foi neste abraço caloroso que pude perceber que a regressão desatou os “nós energéticos” oriundos de vidas passadas e que estavam impedindo as duas de se darem bem.
Ao término do tratamento, fui informado pela mãe que a filha resolvera voltar a morar novamente com os pais.








in memoriam