Investigação Científica da Reencarnação

Investigação Científica da Reencarnação

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 26/05/2003 11:25:37


Nas palestras que tenho ministrado a respeito da Terapia de Vidas Passadas, muitas pessoas me perguntam: “A reencarnação existe? Podemos prová-la”?
Se você fizesse essas mesmas perguntas no oriente, é provável que eles iriam reagir com estranheza, pois lá a reencarnação é uma crença religiosa profundamente arraigada e cultivada pelas religiões hindu, budista e jainista. Desta forma, é natural as pessoas criadas na cultura ocidental não aceitarem a reencarnação prontamente como aproximadamente um bilhão de orientais o fazem.

Na verdade, somos muito pragmáticos, e até mesmo céticos para aceitarmos uma crença sem evidência. Justifica, portanto, essas perguntas serem tão freqüentes em minhas palestras. Costumo responder que a pesquisa sobre a reencarnação dentro de uma metodologia científica, ainda está no seu início. A maioria das pesquisas tem sido feita através da regressão hipnótica para se atingir o inconsciente do paciente.

Muitos pesquisadores investigam também crianças que recordam fatos vividos em suas vidas passadas, cujas recordações se perpetuam até próximo à puberdade. São recordações vinculadas a marcas de nascença (birthmarks). É o caso de um menino de oito anos, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, investigado pelo pesquisador brasileiro João Alberto Fiorini, delegado de polícia, especialista em impressões digitais.
O menino tinha um medo irracional de fogos de artifício e apresentava nas pernas, manchas escuras desde o seu nascimento. A explicação do menino para essas manchas é que, em outra vida, ele lutou numa guerra e levou tiros nas pernas.

No livro “20 Casos Sugestivos de Reencarnação”, o Dr. Ian Stevenson, de reputação internacional, professor do Departamento de Neurologia e Psiquiatria da Universidade de Virgínia, relata suas viagens a lugares onde a reencarnação é ainda uma crença comum (Índia, Sri Lanka e Líbano). Stevenson entrevistou mais de 3.000 crianças e encontrou em suas histórias memórias sugestivas de reencarnação. Ele percebeu que as crianças desses países eram mais abertas para esse assunto do que as do ocidente.

O mesmo não ocorre em nossa sociedade que tende a reprimir ou desprezar as conversas “irreais” de uma criança o que faz com que ela logo esqueça. Fiorini, ao fazer sua pesquisa de campo, orienta as mães para que elas o procurem quando percebem seus filhos falando sobre vidas passadas. A idéia é não desprezar o que as crianças falam, mesmo que pareça não ter muito sentido ou ser apenas produto da imaginação.

Ainda segundo Fiorini, se uma pessoa volta para esta vida com marcas, sinais, cicatrizes, deformações e até mesmo doenças, porque não com as mesmas impressões digitais? Foi partindo dessa premissa que ele começou a fazer um estudo profundo sobre impressões digitais. O pesquisador brasileiro diz que os desenhos formados nas mãos e pés estariam ligados à genética, variando de mão para mão, de raça e sexo. Ele diz: “Se você verificar as impressões digitais das mulheres, vai ver que elas têm uma tendência maior à presilha, que é um tipo específico de desenho. E nos homens, o normal é que eles não apresentem a presilha, mas sim, o verticilo, que é um outro tipo de desenho. Fiorini observou as impressões digitais de homossexuais. Ele constatou que os homossexuais apresentavam características de impressões no polegar direito que se aproximavam das características femininas.

Ele fez uma pesquisa com travestis e observou que suas digitais apresentavam a presilha de uma digital feminina. Observou também as digitais de mulheres criminosas, que deveriam apresentar presilha. Mas se surpreendeu ao perceber que a incidência maior era de verticilo, a característica masculina. Por outro lado, vendo pelo lado espiritual, uma pessoa ao desencarnar, fica de 0 a 250 anos no plano espiritual. Ele pode tanto reencarnar rapidamente, quanto pode demorar um tempo mais longo, mas o mais comum é que essa reencarnação ocorra dentro de um período de 40 a 70 anos. Se imaginarmos que uma mulher morre e retorna rapidamente, em mais ou menos dois anos, porém ocupando o corpo de um homem, ela virá então trazendo ainda as características femininas.

Na minha experiência com a Terapia de Vidas Passadas, ao tratar de pacientes homossexuais, percebo que a homossexualidade nada tem a ver com desvio de personalidade, como muitas pessoas ainda insistem em dizer, mas está relacionada com a vida passada e com o fato da reencarnação ocorrer muito próxima da outra vida – de sexo oposto.
Fiorini acredita ser possível um espírito retornar com a mesma digital. Neste sentido, as impressões digitais não se alteram quando o espírito reencarna. Ele ainda não atingiu seu objetivo na pesquisa científica das impressões digitais ligadas à reencarnação, mas acredita que em breve deverá chegar a uma conclusão definitiva. Outros pesquisadores também estão buscando a comprovação da reencarnação através de outros testes, como o exame grafotécnico, comparando a caligrafia da criança com a da pessoa que ela possivelmente teria sido na vida anterior.

Desta forma, devo terminar este artigo reafirmando que a pesquisa científica sobre a reencarnação está no seu início, embora o conceito filosófico da reencarnação seja antigo. Não obstante, a “verdade” ou “ficção” da reencarnação na minha prática clínica é irrelevante para o sucesso da Terapia de Vidas Passadas.
Neste sentido, eu tenho o prazer de dizer a qualquer pessoa e a todos que me perguntam a respeito dessa terapia: ela funciona.Caso Clínico:
Dores constantes no corpo.
Mulher de 42 anos, casada, mãe de dois filhos.


A paciente me procurou determinada a identificar a verdadeira causa de suas dores constantes no corpo, que a perseguiam desde seus vinte anos de idade. Já tinha passado por vários especialistas na área médica e psicológica (ortopedista, neurologista, endocrinologista, acuputor, homeopata, psiquiatra, psicólogo). Embora tivesse se submetido a todos os tipos de exames clínicos entre os mais sofisticados e modernos, seus resultados nada acusavam. Até que um médico homeopata a aconselhou a me procurar. Na entrevista de avaliação, ela me confessou que não tinha mais motivação para viver por causa dessas dores intensas pelo corpo que a dificultavam até em andar. Houve uma época que nem conseguia mais andar por conta dessas dores.

Ao regredir, se viu tirando água do poço. Ela me disse: “Vejo-me de costas, eu e o meu irmão de oito anos. Devo ter por volta de 16 anos. Nós estamos andando pela beira do rio. Vejo uma cobra enorme, aquela que mata um boi. Oh, meu Deus!!! Ela me pegou, se enrolou em mim. Ela é nojenta, pegajosa!!! (começa a chorar copiosamente). Meu irmão fica desesperado e não sabe o que fazer. A cobra está me apertando, está quebrando os meus ossos. Grito muito, pedindo ajuda. Ele sai correndo para pedir ajuda. Vem gente correndo para me socorrer. Mas não adianta mais, a cobra me matou”. Peço para ela avançar na cena e que me descreva os últimos momentos dessa vida. “Sinto muita dor, medo, angústia, muito horror. Mataram a cobra, mas eu já estava morta. Ela me quebrou. No momento da minha morte, veio a imagem de minha mãe dizendo: “Cuidado com o rio. Existem muitas cobras por lá”. O meu irmão nessa vida passada é o meu atual marido. É terrível o que eu passei. Veio muito medo, nervosismo e muita dor.

Após a minha morte física, meu avô já falecido veio me buscar. Fiquei num hospital no mundo astral. O medo, o nervosismo e a dor, me acompanharam até mesmo na vida atual. A dor física que senti na minha morte, trago para a vida atual. Trago também o medo. Sou uma pessoa muito assustada, nervosa e tensa. Percebo que costumo contrair o meu corpo em função disso. No momento da minha morte veio muita tristeza porque eu era uma moça bonita, cheia de vida, com muita vontade de viver. Eu queria ter aproveitado mais essa vida. Veio também um inconformismo pelo que me aconteceu e um vazio muito grande que ainda sinto na vida atual”. Peço- lhe então que reveja toda a vida narrada, e caso alguma coisa a prendesse ainda nessa vida, se algo não tivesse ficado claro, ela se lembraria quando eu contasse de três à zero. Como a paciente afirmou que estava tudo bem, comecei a fazer a reprogramação mental para prepará-la a voltar para o seu estado de vigília (consciência desperta).
Disse-lhe: “Veja como ficou apegada a este passado e como muitos dos sentimentos e sensações físicas estão se repetindo na sua vida atual. Essas dores constantes no seu corpo, são decorrentes das mesmas dores que você sentiu ao ser morta por aquela cobra. Seu medo, angústia, tristeza, esse vazio dentro de si e o inconformismo por ter perdido a vida tão jovem, você ainda nutre e trouxe para esta vida. Portanto, é muito importante se desvincular, soltar o seu passado. Liberte-se então de todo esse passado. Perceba que tudo que aconteceu com você, essa experiência dolorosa, essas sensações físicas e sentimentos foram reais, coerentes nesta vida passada. Porém, hoje nada mais disso é real. São coisas de seu passado. Conscientize-se que hoje você nasceu num corpo sadio, perfeito. Desta forma, não faz mais sentido trazer essas dores físicas.

Compreenda que hoje você vive uma nova vida e agora é um novo momento da sua vida, onde nada mais disso, estas sensações e sentimentos negativos, devem permanecer em você. Imagine agora um lindo portão. Você vai deixar atrás desse portão, todas essas lembranças, experiências e, principalmente, essas sensações e sentimentos negativos de sua vida passada. Imagine que o portão se fecha por completo. Vamos encerrando a sessão. Vou contar até três e, em seguida, você vai abrir os olhos, sentindo um profundo bem estar, estando em perfeito equilíbrio físico, mental, emocional e espiritual. O.K.? 1... 2... 3. Pode abrir os olhos”.

A paciente estava simplesmente atônita com tudo que o seu próprio inconsciente tinha revelado. Posteriormente, fizemos mais 4 sessões de regressão e, no findar destas, as dores que ela sentia ao ponto de não poder andar, ou subir sozinha os degraus que dão acesso à sala de meu consultório, haviam desaparecido por completo.

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Shimoda
é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
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