O Vírus do mau humor no ambiente de trabalho

O Vírus do mau humor no ambiente de trabalho

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 06/02/2004 15:48:41


“Ter senso de humor é tão importante
quanto ter talento. E a vida fica bem
mais fácil quando você trabalha com
alguém que une os dois”.
(Gary Oldman, ator americano. - Filme: Air Force One)


Você gosta do trabalho que faz?
Você se sente realizado profissionalmente?
Qual o seu grau de satisfação em relação ao seu trabalho?
Como é a sua relação com o seu trabalho?
É uma relação de amor? Uma relação de amor não correspondido? Ou uma relação de amor e ódio, dependendo do dia, principalmente na 2ª Feira...

Nós, brasileiros, fomos educados a entender o trabalho como uma condenação, desde que Adão e Eva foram expulsos do paraíso.
Ora, o que todo condenado mais almeja é livrar-se da pena.
Note que a palavra trabalhador é aquele que trabalha a dor (trabalha-dor).Portanto, fica difícil se entregar ao seu trabalho se a sua visão a respeito do trabalho estiver vinculada à obrigação, ao dever e à sobrevivência. Trabalho tem de ser uma fonte de prazer e não de dor, de sofrimento.

O Dr. Adib Jatene, cardiologista e ex-ministro da saúde, disse numa ocasião: “O que mata não é só o colesterol, os triglicérides elevados, mas a raiva em trabalhar e a inveja do sucesso alheio”.
Aliás, o sucesso só vem para aqueles que são apaixonados pelo que fazem porque colocam bons sentimentos em seu trabalho, isto é, fazem com gosto, com capricho.

A paixão faz a diferença. Neste sentido, nenhum programa de qualidade atingirá os níveis de excelência desejados sem essa condição fundamental. É impossível conseguir isso de modo mecânico, automatizado ou robotizado. O conhecimento é fundamental, mas o aditivo do sentimento de amor que se põe ajuda muito no resultado. Infelizmente, muitas pessoas trabalham apenas como executores de tarefas. Os programas de qualidade foram implantados para evitar falhas visando a satisfação e o bem estar do cliente.

Na Índia, qualidade total é “amor ao próximo”, é assim que eles o chamam. Por outro lado, nós o definimos como “satisfação do cliente”, vendo-o como um “$$$”, apenas um negócio, algo lucrativo. Portanto, é muito importante a questão do respeito. Agora, como dá para tratar bem as pessoas se você não está bem consigo mesmo...

Então, como você trata as pessoas?
Você já avaliou o quanto o seu astral contagia o ânimo das pessoas em seu trabalho?
Seu mau humor, pessimismo, desânimo, entusiasmo, otimismo, alegria são captados por todos e propagados com efeito multiplicador crescente, o que pode traduzir-se em um clima negativo ou positivo.
Cada atitude sua produz um ambiente de insegurança, confusão, confiança ou desconfiança, motivação ou desmotivação.
Há pessoas que falam um “Bom Dia” com tal alegria que entusiasmam a todos; por outro lado, há aqueles que nem respondem a um cumprimento. Estão sempre de “cara fechada”. São aquelas pessoas que espalham o “Vírus do Mau Humor” e o contágio é pior que o das gripes em dias úmidos, propagando-se com efeito devastador no ambiente de trabalho.

Num mercado cada vez mais competitivo como o nosso, você precisa saber se relacionar.
O novo perfil de profissionais que as empresas querem, exige a capacidade de trabalhar em grupo e de se relacionar com as pessoas, de convencê-las, de negociar com elas; a disposição para enfrentar desafios, a tranqüilidade para lidar com situações conflitantes, dentre outras qualificações.
É por isso que muitas empresas ao selecionarem seus funcionários estão interessadas não só na excelência de seus currículos mas também na forma como os candidatos se relacionam com seus familiares e amigos.

Se determinado aspecto da formação profissional do candidato está falho, é mais fácil sanar o problema. Às vezes, um mês de treinamento e atualização basta. Mas dificuldades de relacionamento, autoritarismo, descontrole emocional, são bem mais difíceis de serem resolvidos. Em muitos casos só a ajuda de um psicoterapeuta irá sanar esses problemas.
Portanto, não basta ter só competência técnica, é preciso ter também competência interpessoal, isto é, desenvolver habilidades no trato com as pessoas e ser capaz de lidar bem com suas emoções.

Muitos profissionais competentes são demitidos simplesmente porque ninguém agüenta conviver com eles. Suas atitudes inadequadas acabam obscurecendo sua competência e os levam a perder o emprego.

Caso Clínico: Mau Humor Constante
Mulher de 28 anos, casada.


Paciente veio ao meu consultório por conta de sua instabilidade emocional (mudava de humor várias vezes ao dia).
Disse-me que seu humor era instável como as condições climáticas de São Paulo.
Era uma pessoa tensa, ansiosa, depressiva, extremamente preocupada com tudo. Sua instabilidade emocional veio a se agravar com a morte do pai. Veio me procurar para entender o porquê dessa instabilidade de humor.

Ao regredir se viu no momento de sua concepção: “Estou aguardando uma nova vida, só esperando o momento de voltar para essa vida terrena. Estou flutuando vendo os meus pais.
Vejo o rosto de minha mãe. A relação é boa, parece que tem muito amor entre eles”.

Peço então para que a paciente vá para o 1º trimestre de gestação no útero de sua mãe: “Minha mãe está reclamando de sua gravidez. Ela sente tristeza misturada com medo. Meu pai recebeu bem a notícia. Eu fico confusa porque na verdade o desejo de ter uma criança é de meu pai e não dela. Então, ela quer me ter somente para agradá-lo porque ela o ama muito. Mas eu me sinto rejeitada por ela não me desejar verdadeiramente. Minha mãe tem medo, ciúmes de mim porque acha que o meu pai vai dar mais atenção a mim e se esquecer dela. Ela tem sentimentos horríveis em relação à gravidez.
Eu não quero atrapalhar a vida dos dois.
Eu sinto tristeza porque eu queria que ela me aceitasse (chora copiosamente). Minha mãe trabalha num restaurante. Vejo copos, pratos, vejo a cozinha. Ela trabalha nessa cozinha. Vejo uma mulher, ela deve ser a dona do restaurante porque ela não se veste como a minha mãe.
Ela fala que criança dá muito trabalho e que a minha mãe não vai ter tempo para fazer nada... Minha mãe pensa em me abortar”.Paciente grita desesperada: ”Mãe, não me tire, eu quero nascer. Eu não vou dar trabalho, vou ser boazinha. Não me tira, mãe!!!” (chora copiosamente e fica toda encolhida).
Peço em seguida para ela ir para o 2º trimestre de gestação: “Agora estou bem. Não tenho mais medo de ser abortada. Parece que minha mãe aceita mais a idéia de me ter. Eu me movimento mais porque o meu pai me espera ansiosamente. É muito estranho o que eu sinto por ela. Ela é minha mãe, mas parece que eu só uso o corpo dela para ser gerada e eu sinto como se somente meu pai estivesse me esperando.
Estou apreensiva para sair logo da barriga dela. Eu fico um pouco surpresa quando ela faz um carinho na sua barriga mas é algo muito momentâneo”.

Peço em seguida para que ela vá para o último trimestre de gestação:
“Estou bem maior, não estou mais agitada. Eu sinto minha mãe muito cansada, ela diz para o meu pai que está gorda e feia. Fico triste porque ela não está curtindo a gravidez.
Eu vejo o meu pai e minha avó alegres, mas minha mãe só reclama. Ela fica deitada, está com uma aparência depressiva. Eu fico quieta, encolhida, sinto muita solidão. Me sinto culpada, responsável pelo sofrimento dela. Ela só alimenta pensamentos negativos, é muito queixosa, reclama de tudo.
Não vejo a hora de nascer, mas será que ela vai me querer de verdade? Será que ela vai me aceitar quando eu nascer? Estou com medo. E se ela não me quiser?
Está chegando a hora do meu nascimento, mas estou com medo dela. Minha mãe pensa: vou ficar livre, está sendo muito penoso para mim. Ela quer me ter mais pelo meu pai”.
Eu lhe peço que vá agora para o momento de seu nascimento:
“Minha mãe está na sala de parto. Ela está com expressão de sofrimento. Ela faz força e eu nasci. O médico fala que é menina. Ele me leva para a minha mãe me ver e, em seguida, estão me levando para o banho. Eu me vejo enrolada num pano branco. Eu me sinto sozinha, cadê o meu pai? Onde ele está? Estou com medo da minha mãe... Vejo agora o rosto do meu pai. Ele está muito feliz no quarto do hospital. Ela diz: Toma, é a sua filha, a tão esperada filha!. Ele me pega no colo todo sorridente e eu também estou feliz. Vejo a minha mãe nos observando”.

Em seguida, peço para que ela vá para algum momento de sua infância: “Tenho entre 3 a 4 anos. Eu observo a atitude de minha mãe. Ela chora, só reclama dizendo que o meu pai exige muito dela. Ele diz que a minha mãe deveria cuidar melhor de mim.
Ela briga, grita comigo, fala que eu sou muito arteira. Ela é muito nervosa, me sinto culpada porque acho que eles brigam por minha causa. Sinto que preciso fazer alguma coisa, ao mesmo tempo quero brincar, correr e agradar o meu pai. Há momentos que eu fico triste por causa dela. Eu não consigo sentir proximidade com ela. Ela sente muito ciúme pela atenção que o meu pai me dá.
Vem a sensação de ser um estorvo, de estar roubando o espaço dela”.

Antes de encerrarmos a sessão, mostro à paciente que muitas das emoções, sentimentos deste período eram de sua mãe, e não dela e que não deveria permanecer nenhum trauma desta fase uterina. A paciente compreendeu o porquê de sua depressão e instabilidade emocional. Eram sentimentos da mãe e não dela. Portanto, não fazia sentido carregar tais sentimentos em sua vida. Ela comenta:
“Meu marido me diz que estou ficando igual a minha mãe: queixosa, mal humorada, nervosa, depressiva e insatisfeita. Percebo agora que essa insatisfação e instabilidade emocional eu as trago de minha mãe desde o período gestacional”.

Após passar por mais 6 sessões de regressão, a paciente estava mais equilibrada, alegre e contente com sua vida. Não apresentava mais aquela instabilidade emocional que a levou a procurar a terapia regressiva.
Demos por encerrado o nosso trabalho.

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Shimoda
é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
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