Por que fazer a TVP?

Por que fazer a TVP?

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 30/06/2003 11:41:34


Embora a TVP (Terapia de Vidas Passadas), tenha sido popularizada no Brasil pelo Dr. Brian Weiss, diretor do Departamento de Psiquiatria do Mount Sinai Medical Center de Miami, autor dos best-sellers “Muitas Vidas, Muitos Mestres” e “Só o Amor é Real”, essa terapia foi criada pelo Dr. Morris Netherton, psicólogo norte-americano ao publicar em 1978 o livro “Past Lives Therapy” (Terapia de Vidas Passadas, abreviada por TVP).

O criador da TVP introduziu sua técnica no Brasil em Julho de 1982 em São Paulo, ao dirigir o 1º Seminário sobre Terapia de Vidas Passadas para a formação dos primeiros terapeutas brasileiros nesta nova abordagem psicoterápica. Portanto, sendo a TVP uma técnica recente, existem ainda muitas dúvidas a respeito de como funciona essa terapia. É o que eu observo ao receber diariamente inúmeros e-mails de internautas que lêem os meus artigos no site Vidanova – somostodosum.com.

Desta forma, gostaria de explicar de maneira mais detalhada o método utilizado por mim nesta terapia.
Inicio o tratamento com um levantamento do histórico médico e familiar, bem como uma cuidadosa investigação da vida do paciente, incluindo todos os detalhes, desde o nascimento até os problemas que o levaram a procurar o tratamento. Nesta primeira etapa do tratamento, fico atento às palavras “chave” - ou frases - ditas pelo paciente do tipo: “eu me sinto sufocado(a)”, “não confio nas(os) mulheres/homens”, “eu me sinto angustiado(a), rejeitado(a), não amado(a)”, que guiarão nas sessões de regressão para desencadear o processo regressivo. Essas frases servirão como uma chave para a abertura do inconsciente do paciente.

Para iniciar a regressão, utilizo-me da técnica hipnótica, não num nível profundo de hipnose, mas num nível alfagênico (ondas cerebrais alfa), que é um estágio intermediário entre a vigília e o sono, o suficiente para acessar os registros de memória do inconsciente do paciente. Segundo os pesquisadores, um cérebro em atividade apresenta quatro níveis de ondas cerebrais quando medidos num eletroencefalógrafo. São eles: o Beta, o Alfa, o Teta e o Delta.

O nível de vigília, de consciência plena, ou Beta, ocorre, por exemplo, nesse momento em que você está lendo o meu artigo. No entanto, se você se desconcentrar, ao invés de ler o artigo, poderá entrar em devaneio e ficar relembrando um antigo relacionamento amoroso, e estará no ritmo Alfa. É neste nível que se trabalha durante a regressão. Após o Alfa, temos o Teta, um nível mais profundo, onde quase não se sente mais o próprio corpo, embora ainda se esteja consciente. Fato que não ocorre no Delta, estado identificado como o de sono profundo.

Desta forma, para se chegar à regressão, não há a necessidade do paciente relaxar profundamente no nível Delta. O paciente deverá deitar-se e, após a contagem progressiva de fechar e abrir os olhos para cansar suas pálpebras, ele irá por fim fechar os olhos e, a partir daí, fazer um relaxamento gradual de todos os músculos de seu corpo.
Após isso, deverá concentrar-se e repetir uma das frases chaves, e então uma certa imagem, palavra, sensação física ou sentimento irá se associar à contínua repetição, desencadeando o processo regressivo.

Muitas pessoas me perguntam via e-mail, se o meu método de terapia segue na mesma linha do Dr. Brian Weiss. Costumo responder que a técnica de relaxamento é semelhante, mas a forma de conduzir a regressão é diferente. Ele conduz a regressão poupando o paciente do fato de trazer lembranças de seu passado com forte conteúdo emocional.

No meu método, cada emoção deve ser vivenciada com toda a intensidade, pois somente desta maneira, o paciente poderá liberar os sintomas relacionados com ela. Por outro lado, percebo que não apenas a descarga das emoções é fundamental; é necessária também a compreensão do porquê, da origem do problema. Neste sentido, ajudo o paciente a entender efetivamente a causa raiz de sua desarmonia, fazendo uma correlação com o seu passado. E um dos momentos mais traumáticos que o paciente deve reviver é o de sua morte em vidas passadas. Dependendo da forma como morremos, trazemos seqüelas físicas, emocionais e comportamentais para a vida atual.

É por isso que sempre peço ao paciente para me dizer qual foi o último pensamento, sentimento e o que gostaria de ter dito no momento de sua morte. Nesta palavras, podem estar contidas decisões fundamentais, fixadas no inconsciente e que influenciam todo o sentimento e ações do paciente na sua vida presente sem que ele saiba exatamente o porquê. Desta forma, no momento da morte, o paciente pensa ou diz para si: “Nunca mais vou confiar nos homens (ou nas mulheres). Eles(as) não são confiáveis. Ou “perdi a minha vida por ter acreditado nos homens (ou nas mulheres). Portanto, o paciente costuma carregar inconscientemente essa ‘decisão de vida’ ao reencarnar.

Êxtase. É assim que posso definir o estado dos pacientes ao final da terapia. As sensações de paz, harmonia e bem estar acompanham o desaparecimento dos sintomas. Neste sentido, faço questão de dizer que a TVP é uma terapia espiritual também.Caso Clínico:
Medo de perder os pais.


Mulher de 32 anos, casada, dois filhos, me procurou em função de seu medo intenso de perder os seus pais. Só de pensar em perdê-los, caia aos prantos, ficava muito angustiada e depressiva. Desde criança achava que iria perder os pais e se sentir sozinha, abandonada. Para ela, a palavra morte lhe trazia desespero e muita angústia. Embora tivesse dois irmãos e uma família (marido e filhos), achava que se perdesse seus pais, iria ficar sozinha e desamparada. Muitas vezes entrava em pânico quando os pais tiravam férias para viajar.

Após o relaxamento, pedi para que ela repetisse a palavra morte várias vezes. A paciente começou a se contrair, sua respiração ficou mais ofegante. Em seguida, ela me disse:
- “Está tudo escuro. Parece que eu estou em um túnel escuro. Estou deslizando por esse túnel. Oh, Meu Deus!!! Está girando tudo. Asfixia!!! Estou sem ar (Coloca a mão na garganta). Eu não consigo respirar”!!!
Pergunto-lhe: “O que você está sentindo”?
- “Desespero, angústia”, diz a paciente (neste momento começa a chorar).
Repita algumas vezes essas palavras, eu lhe peço.
- “Desespero, angústia... Estou me entregando, não sinto mais nada. Eu morri, afirma a paciente”.
Em seguida, peço para que ela retroceda um pouco antes do episódio de sua morte nessa vida passada.
- “Sou uma menina, estou em casa sozinha. Tenho cabelo preto, amarrado numa transa. Estou de calça comprida e blusa de gola branca. Sou branca, calço sapato fechado. Meus pais foram resolver alguma coisa. Sou filha única. Fico aguardando-os, mas eles não voltaram.
Peço para que ela avance mais na cena.
- “Estou na rua sozinha, no meio das ruínas, casas destruídas. Tem um monte de crianças. A imagem, o local está tudo cinza. Vejo agora a cor da farda alemã, é cinza. Estou vendo os soldados nazistas com capacetes, um monte deles. Estão marchando na minha frente. Agora estamos num cercado, é um campo de concentração. Existem adultos e crianças. Estamos todos descalços. Minha roupa está toda rasgada, suja de barro. A gente está sem banho, faminta, sem esperança. Não tenho mais esperança de encontrar os meus pais. A única coisa certa é a morte. É isso que a gente está esperando.

Estamos todos enfileirados. Estou numa sala, com um monte de crianças. Só vejo crianças. A gente está esperando para entrar em outra sala. Tem um monte de máquinas. Estou vendo uma coisa bem redonda, enorme como se fosse uma câmara de gás. É onde a gente vai entrar. Entra todo mundo junto nesta sala. A gente está de frente à câmara de gás... Eu não quero entrar (chora muito). Eu não quero morrer”!!! (grita).
Peço para que ela vá para o momento de sua morte.
- “Estou me entregando. Vem o pensamento de que eu tenho que me conformar, que a morte é certa e que eu não tenho saída... É muito sofrido!!! A coisa que era mais valiosa em minha vida foi tirada de mim”.
Pergunto-lhe: “qual foi seu último pensamento e sentimento no momento de sua morte”?
- “Eu quero os meus pais (chora copiosamente). Eu quero os meus pais. Estou sozinha, abandonada. Perdi os meus pais!!! (grita chorando). Não foi uma escolha minha. Eu não queria morrer”.

Espero a paciente parar de chorar e ficar mais calma para lhe dizer: “O fato de seus pais não terem voltado, pois provavelmente também foram presos pelos nazistas, e de ter ficado sozinha, abandonada, foi uma perda involuntária. Após sua morte na câmara de gás, ao reencarnar na vida atual, você traz muito forte esse medo de perder novamente os seus pais e ficar sozinha.
Veja como você ficou apegada a este passado e como muitos dos seus sentimentos estão se repetindo. Você compreende isto“?
- “Sim”, acena a paciente com um ligeiro movimento da cabeça.
“Liberte-se então de todo esse passado. Perceba que todas essas sensações e sentimentos foram reais, coerentes nesta vida passada. Porém, hoje nada mais disso é real. Conscientize-se que você nasceu novamente, num corpo sadio, perfeito, seu contexto de vida hoje é completamente diferente, hoje você não é mais solitária, seus pais estão vivos, tem dois irmãos, marido, filhos e um lar. Compreenda que hoje nada mais disso, estas sensações e sentimentos negativos de seu passado devem permanecer em você”.

Peço em seguida para que ela imagine uma luz verde, penetrando em seu corpo, como um banho restaurador – segundo a cromoterapia - o verde é a cor da cura que transforma a energia velha, do passado, em energia nova, de equilíbrio, bem estar.

No final da regressão, a paciente me relatou que estava se sentindo bem melhor, mais autoconfiante e que o medo de perder os seus pais havia diminuído bem. Posteriormente, após passar por mais 5 sessões de regressão, seu medo havia desaparecido.

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Shimoda
é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
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