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Psicoterapia Reencarnacionista em 10 lições - Parte 3


A 1ª consulta
De modo semelhante aos psicoterapeutas que tratam apenas a vida atual de seus pacientes, na 1ª consulta buscamos analisar a personalidade do nosso paciente, detectar as suas características, seus pensamentos e sentimentos, seus aspectos positivos e negativos, fazemos a análise de como o paciente é, como foi (ou como é) a sua infância, seu pai, sua mãe, sua família, suas relações, no que deve melhorar, etc.
Mas como o psicoterapeuta reencarnacionista não se atém apenas a essa encarnação e então trabalha com o paciente a sua busca da evolução espiritual, devemos ir mostrando desde a 1ª consulta que suas inferioridades e negatividades constituem a finalidade dessa sua atual encarnação. O foco é sempre o real aproveitamento de uma encarnação. A grande diferença entre a Psicoterapia Reencarnacionista e a Psicologia tradicional, que se limita apenas a essa vida, está em como ouvimos a história do paciente, em como interpretamos o que ele nos diz e como vamos trabalhar o material analisado. Ao invés de procurarmos na infância o que gerou essas características inferiores, quem foram os “vilões” ou as “situações-vilãs” que aparentemente criaram no paciente a mágoa, a raiva, a sensação de inferioridade, os medos, etc., raciocinamos em termos de uma personalidade congênita, pois sabemos que nossas características, pensamentos e sentimentos são anteriores a essa atual encarnação. Os “vilões” e as “situações-vilãs” são elementos do Karma, os gatilhos necessários para o afloramento do que veio para ser melhorado ou eliminado.

O psicoterapeuta reencarnacionista deve manter-se atento à pergunta “Por quê?” e a infância do paciente deve ser analisada como a continuação da encarnação passada, e todos os seus elementos de análise devem levar em consideração o merecimento e a necessidade.
O merecimento é baseado na Lei do Retorno (Karma) em que simplesmente nós recebemos de volta da Harmonia Universal (que aqui na Terra chamam de Deus) o que fizemos, de negativo ou positivo. A necessidade é o que precisamos encontrar (pessoas e situações) para que aflorem as nossas imperfeições, para que saibamos o que temos de melhorar, ou curar, em nós.
O psicoterapeuta reencarnacionista deve, durante a 1ª consulta, escutar a história do seu paciente perguntando-se internamente “Por quê?”. Por que veio filho daquela mãe? Por que veio filho daquele pai? Por que reencarnou em uma família pobre? Por que reencarnou em uma família rica? Por que veio numa “casca” bonita? Por que veio numa “casca” feia? Por que um defeito congênito? Por que sua mãe ou seu pai gostam mais de um irmão ou irmã do que dele(a)? Por que gostam mais dele(a) do que de outro filho(a)? Por que veio para passar por tal situação?

A 1ª consulta em Psicoterapia Reencarnacionista é a mais importante de todas, porque nela começamos a buscar entender a finalidade da encarnação do paciente. E esse trabalho prossegue nas demais consultas. Mas é preciso que o psicoterapeuta reencarnacionista conheça e transmita aos seus pacientes a noção de que, se estamos inseridos dentro de uma estrutura perfeita, de uma Harmonia Universal, e estamos recebendo, na nossa infância ou no decorrer da vida, situações que não nos parecem boas, que nos fazem mal, que afloram em nós sentimentos de raiva, de mágoa, etc., devemos nos questionar porque a Perfeição, Deus, está nos oferecendo isso. E ao invés de nos vitimizarmos e cairmos na tristeza ou no ódio, devemos entender que tudo segue a Lei do Retorno, ou seja, a Perfeição nos devolve o que fizemos, numa retribuição inevitável e natural. E isso aplica-se ao que fizemos de negativo e de positivo, de ruim e de bom. Também vamos encontrando os seres aos quais estamos ligados energeticamente, por cordões positivos ou negativos. Tudo isso faz com que estruture-se uma infância para nós, os pais, os irmãos e outras pessoas e a nossa vida terrena vá transcorrendo com fatos e situações atreladas a essas questões de Karma, de reencontros, de necessidade, de merecimento.

Não existe castigo e sim oportunidades de aprendizado, de crescimento, de purificação, durante milhares e milhares de anos, neste planeta. Tenho escutado centenas de relatos de regressões de pessoas que sofrem bastante nessa vida e encontram a origem do seu sofrimento lá atrás, muitas vezes em séculos distantes, e entendem então realmente essa lei universal, a Lei da Ação e Reação. Quando fazemos alguém sofrer, quem sente é quem sofre, pois o agente do sofrimento sempre acredita que tem razão para seu ato, e a Perfeição, então, automaticamente, lhe devolve esse ato para que, em passando por ele, perceba que não deve causar mal a ninguém. O sofrimento ensina o que é errado para quem sofre, quem é espancado aprende que espancar dói, quem é abandonado, aprende que abandono dói... Tudo o que fazemos, retorna para nós na mesma proporção, tanto as coisas erradas como as certas, isso é o Karma, é a verdadeira Justiça Divina.

Na 1ª consulta, deixamos o paciente falar durante uns 30 minutos e depois começamos a colocar a Reencarnação na sua história, principalmente utilizando o método do “Por quê?” Se o paciente não entende bem de Reencarnação, devemos, aos poucos, ir falando sobre isso com ele, indicar livros sobre o assunto (costumo recomendar os livros espíritas, principalmente os de Allan Kardec e de André Luiz). A 1ª consulta é uma grande oportunidade para falarmos com o paciente sobre a finalidade e o aproveitamento de uma encarnação. Mas isso deve ser feito de uma maneira amorosa, amigável, com simplicidade, despojada de qualquer postura professoral, arrogante, orgulhosa. O psicoterapeuta reencarnacionista deve colocar-se como um amigo, um irmão, um companheiro de jornada, e não como alguém distante, um ser superior, um “sabe-tudo”. Algumas vezes, sentar ao lado do paciente e com uma prancheta rabiscar um esquema reencarnatório, colocando no papel o Plano Astral e o Plano Terreno, procurando mostrar a ele a noção de personalidade congênita, instigando-o a pensar sobre o “por quê” de ter vindo com aquele pai, aquela mãe, naquela situação familiar, de estar passando por aquele conflito, etc. Podemos dizer-lhe que quando estava no Plano Astral havia milhões de pais e mães aqui embaixo, por que veio filho(a) daqueles? E sempre focando a busca da evolução espiritual, do crescimento, da purificação. As consultas de Psicoterapia Reencarnacionista devem ter um cunho espiritual, mas sem afetação, sem um ar religioso, mantendo o caráter de uma terapia. O psicoterapeuta que julgar-se superior aos seus pacientes, reencarnou para curar o orgulho... O principal, em qualquer Psicologia, é o amor que circula durante as consultas.A função do psicoterapeuta reencarnacionista, desde a 1ª consulta, é colocar a Reencarnação na vida cotidiana dos seus pacientes. Podemos iniciar ajudando-os a reler sua infância, lembrar que cada um de nós reage a seu modo aos fatos da infância e do transcorrer da vida, ou seja, quem reencarnou para curar a mágoa sente mágoa, quem reencarnou para curar a raiva sente raiva, quem reencarnou para curar o medo sente medo, quem reencarnou acreditando-se inferior sente-se inferior, quem reencarnou com orgulho sente orgulho, e assim por diante. Não desvalorizamos a infância, e essa é uma crítica que recebemos freqüentemente, pois é evidente que os fatos do início da encarnação são os que mais marcam uma pessoa, mas não a vemos como um início, e sim uma continuação, e enfatizamos nela, principalmente, a necessidade do início do afloramento daquilo que veio para ser melhorado em cada um de nós ao reencarnar. Muitas vezes, nossas imperfeições aumentam na infância, pela ação das pessoas ou situações-gatilho, mas raramente vemos alguma inferioridade marcante iniciar-se na infância. Quando é de pequena intensidade, uma pequena mágoa, uma raivinha, podem ter iniciado na vida atual. Em quase todos os casos de regressão, os pacientes encontram aquilo que sentem (a mágoa, a raiva, os medos, as fobias, a sensação de inferioridade, o abandono, a solidão, etc.) nas suas encarnações passadas, constatando então que essas características e sentimentos negativos não foram originados nas interações pessoais conflitadas dessa vida atual e sim afloradas por elas. A mágoa, a raiva e outros sentimentos freqüentemente têm a duração de centenas de anos e vêm à tona na interação com um Espírito com quem temos um antigo conflito, geralmente nosso pai, mãe, um irmão, marido, esposa, etc. Como vimos antes, uma característica inferior de personalidade ou um sentimento inferior pode iniciar-se na atual infância, mas aí é de pequena intensidade. Mas uma grande mágoa, uma raiva muito intensa, um forte medo, uma sensação intensa de inferioridade, uma enorme solidão, sempre são muito antigas, geralmente de vários séculos de duração! E por que não vêm sendo diminuídas em intensidade ou eliminadas? Por que em cada vida a pessoa acredita que aquele sentimento, aquela sensação, começou agora, naquela vida que está vivendo, na sua infância geralmente, o que é um grave erro incentivado pela Psicologia, herdeira de antigas idéias religiosas não-reencarnacionistas.

Devemos lembrar aos pacientes, desde a 1ª consulta, que nós descemos para o Plano Terreno para encontrarmos nossas imperfeições e, para isso, nos deparamos com situações que julgamos negativas, desagradáveis, mas que são necessárias para sabermos o que devemos melhorar em nós. No Plano Astral, pela elevada freqüência do local, são ativados nossos chakras superiores e desativados os chakras inferiores, e então as nossas imperfeições ocultam-se, mas não desaparecem. Para desaparecerem, necessitamos voltar a nos confrontar com elas, e para isso descemos para um local de freqüência baixa, onde nossos chakras inferiores voltam a ser ativados e elas revelam-se.

Mas o problema é que a Psicologia tradicional, não reencarnacionista, afirma que o que sentimos foi produzido no convívio com os “vilões” e isso está tão fortemente implantado nas pessoas que mesmo os reencarnacionistas acreditam nesse equívoco. Mas é normal que a Psicologia afirme que tudo iniciou na infância, pois se não lida com nada lá para trás, as coisas vão iniciar aonde? Nós não existíamos antes. Uma das principais tarefas do psicoterapeuta reencarnacionista é descontaminar seus pacientes dessa visão oficial equivocada e, muitas vezes, essa é a principal tarefa nas consultas! As pessoas estão tão acostumadas a analisar sua vida desde a infância, e as conversas com amigos, parentes, sempre gira em torno disso, que é difícil fazer um paciente mudar essa maneira de ver. Mas sem essa mudança, o trabalho do psicoterapeuta reencarnacionista não se concretiza, pois o principal em um tratamento com a Psicoterapia Reencarnacionista é o entendimento do paciente a respeito da Reencarnação, colocá-la na sua vida, enxergar sua infância como uma continuação das encarnações anteriores, perceber, no que acontece no seu dia-a-dia, os retornos positivos ou negativos (Karma) e entender a necessidade dos gatilhos para fazerem aflorar suas inferioridades. Em outras palavras: nós colhemos o que plantamos.

Os termos “vida atual”, “vidas passadas”, são equivocados e fazem com que as pessoas não fiquem bem atentas para a continuidade da vida, mas como estão bastante disseminados continuam a ser usados. Uma nova encarnação é como um dia após o outro, um ano após o outro. Como a nossa “casca” não pode durar para sempre, não passa geralmente de oitenta ou noventa anos de uso, precisamos renová-la, e a isso chama-se “outra vida”. Mas somos nós mesmos, a nossa personalidade, os nossos gostos, os hábitos, as tendências positivas e negativas, tudo continua, os mesmos atores, a mesma peça, mudam apenas o cenário e os papéis. Muitas vezes o filho já foi mãe da mãe, a mãe já foi filho do filho, o marido já foi escravo de um filho, a esposa já foi feitor do marido, um irmão já foi patrão do irmão, e esses papéis vão mudando, encarnação após encarnação, mas a personalidade de todos nós é sempre a mesma. Claro que ela vai melhorando, gradativamente, encarnação após encarnação, burilando-se, mas não dá saltos, não muda radicalmente. Pelo que percebemos nas sessões de regressão, a nossa competência para melhorar nossas imperfeições é bastante pequena, e permanecemos muito parecidos encarnação após encarnação, principalmente, como falei antes, pelo hábito de analisar-se a vida apenas a partir da infância. Esse é o maior desserviço que a Psicologia tradicional oferece à humanidade, colaborando para atrasar a nossa evolução. Poucas pessoas conseguem entender que desceram para eliminar a mágoa nessa atual encarnação, e ao mesmo tempo, melhorar sua relação com um Espírito conflitante, que pode ser seu pai, sua mãe ou outras pessoas. Poucos entendem que vieram eliminar a raiva perto de quem lhes exterioriza essa emoção inferior. E quem nos ajuda a conhecer nossas inferioridades, está nos fazendo mal ou bem? Depende de quem está vendo a situação, se nosso Eu Inferior ou nosso Eu Superior, pois o de baixo, freqüentemente, enxerga tudo errado e vitimiza-se, sente ódio ou mágoa, pois não lembra seu passado remoto, não lembra nem para o que reencarnou, às vezes nem sabe que reencarnou, mas o de cima sabe, já viu essa história repetir-se tantas vezes antes...

Quem nos faz aflorar a mágoa, a raiva, o sentimento de rejeição, está atuando como um instrumento da Perfeição para nos mostrar o que devemos curar em nós e isso faz parte da Justiça Divina, do retorno. Mas quantos conseguem realmente entender essa questão? É tarefa do psicoterapeuta reencarnacionista mostrar isso aos seus pacientes, mas para tanto deve estudar e conhecer profundamente a Reencarnação, não do ponto de vista antiquado de culpa e castigo, de pagar, de sofrer, mas sob o ponto de vista que o mundo espiritual tem a respeito disso, de oportunidade de crescimento, de harmonização, de purificação.

Segue na próxima semana



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clubestum Mauro Kwitko é médico auto-licenciado do Conselho de Medicina para poder dedicar-se livremente ao seu trabalho como psicoterapeuta reencarnacionista. Em 1996, começou a elaborar e divulgar a Psicoterapia Reencarnacionista. É fundador e presidente da ABPR. Ministra Cursos de Formação em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica há muitos anos, tendo formado centenas de psicoterapeutas reencarnacionistas.


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