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Psicoterapia Reencarnacionista em 10 lições - Parte 4: A vida


Atualmente, e cada vez mais, os pacientes querem conversar sobre o que é a vida, sobre o que estão fazendo aqui, para o que vivem, e a maioria questiona-se qual a sua Missão! A Missão ou o objetivo de qualquer pessoa que por aqui esteja é o mesmo, ou seja, a auto-evolução. E isso, que parece óbvio, tem implicações muito profundas, pois evoluir significa a melhoria das nossas características pessoais, morais e éticas, a partir de uma elevação do nosso nível de consciência.

O meu nome é Mauro Kwitko, sempre afirmei isso, seria até capaz de jurar que sou o Mauro Kwitko, fui registrado assim, está em todas as minhas identidades, sempre que me inscrevo em algo, coloco esse nome, todos me chamam assim. Não há dúvidas, eu sou o Mauro Kwitko! Certo? Errado. Na realidade eu estou o Mauro Kwitko. Não percebem? Essa é a grande diferença entre saber-se o que é a Vida e o não saber-se. Quando eu acreditava que era o Mauro Kwitko, não sabia o que era a Vida, quando descobri que estava o Mauro Kwitko, descobri o que é a Vida. Complicado? Nem tanto, vamos lá. Antes de eu "nascer", o que havia? A minha Essência. Qual era o seu nome? Ela era o Mauro Kwitko ou viria a ser o Mauro Kwitko? Obviamente, a segunda opção. Em regressões a algumas encarnações passadas me vi como um negro, como um oficial romano, como um escritor russo, e eu era o Mauro Kwitko? Certamente não, mas era Eu, com certeza. A minha Consciência habitava “cascas” diferentes, de nomes diferentes, em épocas diferentes, e o que havia de comum em todas elas? Apenas a minha verdadeira identidade, a minha Essência, a minha Consciência, que as religiões chamam de Espírito. Mas eu não estou falando de Religião e sim de Psicologia.
Então eu sou o Mauro Kwitko? Claro que não, eu sou anterior ao Mauro Kwitko, e posterior também. Eu sou eterno, a “casca” Mauro Kwitko é temporária.

E isso muda tudo, pois se o Mauro Kwitko é temporário, tudo nessa atual passagem terrena, que diz respeito a ele, é então o quê? Os meus filhos Hanna, Rafael e Maurício não são, eles estão a Hanna, o Rafael e o Maurício; minha mãe não é a Paulina, ela está a Paulina; meu irmão não é o Airton, meu pai não era o Rafael, e assim por diante. E então eu estou o pai da Hanna, do Rafael e do Maurício; a que está Paulina, está minha mãe; o que está Airton, está meu irmão; o que estava Rafael, estava meu pai, etc. Somos todos personalidades passageiras, com rótulos passageiros, mas com uma missão única e em comum: a auto-evolução, ou seja, a evolução da nossa Essência (ou Consciência ou Espírito), que é feita através de nós, que estamos. E vocês, leitores, são? Não, vocês estão.”.

Se não somos o que pensamos ser, também não somos os rótulos que supomos ter. No dia em que desencarnamos (“morte”) nos libertamos do veículo físico e, com isso, do aparente absolutismo das relações familiares, como estão estruturadas, desde a relação da nossa Essência com as ilusões da nossa Personalidade Inferior, até as relações ilusórias com tudo o mais, incluindo as pessoas. Então, se tudo é temporário com exceção da Essência, então tudo é quase uma fantasia, quase uma ilusão, a não ser que enxerguemos a realidade. Devemos, pois, nos libertar e a Psicoterapia Reencarnacionista apregoa a profunda libertação dos grilhões das ilusões da Personalidade Inferior, por essa se acreditar absoluta, sendo, na realidade, temporária, tendo a duração de uma encarnação e um período interencarnações, até a próxima encarnação, até a próxima Personalidade Inferior, que é a continuação da atual.

Se não somos o que aparentamos ser, se somos na realidade a nossa Essência, se estamos quase todos doentes, do ponto de vista emocional, mental ou já físico, se estamos aqui apenas para evoluir consciencialmente, ou seja, aperfeiçoarmos nossas características pessoais, através da ampliação da nossa visão, e a maioria de nós não o consegue, ou só o consegue em parte, então estamos errando em alguma coisa. E que coisa é essa? A Psicoterapia Reencarnacionista quer mostrar que esse grande erro é acreditar que somos o que não somos, ou seja, acreditarmos nas ilusões da nossa Personalidade Inferior e não acessarmos nossas metas e objetivos pré-reencarnatórios. O terrível engano é vivermos para o temporário quando deveríamos viver para o eterno. E que diferença isso faz? Podemos iniciar por alguns aspectos básicos: a Personalidade Inferior geralmente vive em função de algumas palavras como Eu, Meu e Minha, enquanto que a Essência quer viver para o Nós e o Nosso. A Personalidade Inferior é egocêntrica, a Essência quer o coletivo. A Personalidade Inferior geralmente vive para os seus interesses e os de seus familiares e amigos, a Essência quer viver para os interesses da humanidade. A Personalidade Inferior quer dinheiro, conforto, fins de semana e férias, a Essência quer trabalhar pela paz, pelo amor, pela harmonia e pela beleza. A Personalidade Inferior vive sabendo que vai morrer, pois nasceu; a Essência sabe que é imortal, que já viveu antes em outras personalidades inferiores e que vai freqüentar outras mais tarde. A Personalidade Inferior é limitada, míope, autocentrada, possessiva, auto e heterocastradora, materialista e imediatista; a Essência é infinita, possui a verdadeira visão, é expansiva, amorosa, universal. A Personalidade Inferior cria e mantém a doença, a Essência tem a cura.

Então quem deve estar no comando de nossa passagem terrena? Quem tem a real capacidade hierárquica de dirigir esse barco? Quem deve ser o líder? A Essência, certamente. Mas quem é que usurpou esse direito, quem insurgiu-se, rebelou-se, aquartelou-se e assumiu o poder? A Personalidade Inferior e suas ilusões. Não pode então ser motivo de assombro observar-se a proliferação das doenças tanto em nível pessoal como social e planetário. Está no comando quem não tem condições e, lá nos porões, trancafiado numa cela escura e isolada, o verdadeiro Mestre, a sua Sabedoria Interna, sentado no chão, lendo seus livros, meditando, aguardando. A Psicoterapia Reencarnacionista quer relembrar à Personalidade Inferior que existe um caminho que leva a essa cela interna, de modo que, profundamente envergonhada, dirija-se à porta, abra-a, pegue a mão de sua Essência, abrace-a, chore realmente arrependida, traga-a para cima, coloque-a no trono que é seu de direito e para o resto de sua encarnação passe a servi-la como um fiel e dedicado escudeiro, um verdadeiro mestre-de-obras a serviço dos grandes ideais de seu Mestre Interno, a sua Verdade eterna.Como está o seu trabalho? Quais são os seus planos, suas metas, seus objetivos? Para o que vive, para o que trabalha, o que visa, o que pretende alcançar, aonde quer chegar? Como vai a sua encarnação, como tem-se portado, em que está empenhado em melhorar, como vai a sua evolução, a sua purificação, o quanto a sua Personalidade Inferior tem-se dedicado a isso? E a cela do seu Mestre Interno, ainda lembra do caminho que leva até lá? Tem-lhe visitado ultimamente, tem-lhe levado comida, água, roupas limpas, sabonete, xampu? Como ele está de saúde, tem ido ao médico, e os seus dentes? Tem cortado as unhas? Não são essas coisas que fazemos o tempo todo conosco e com os nossos filhos e parentes? Por que não o fazemos com a nossa Essência? Não está na hora de descermos e buscá-la, trazê-la para cima, a alojarmos no quarto de hóspedes, colocarmos geladeira, freezer, televisão, levarmos ao cinema, teatro, shows musicais? Tudo isso que fazemos conosco e com os nossos não devíamos fazer com a nossa Essência? Por que a negamos? Por que a desprezamos? Talvez uma reunião com a família e os amigos para apresentá-la, perguntar sua opinião sobre alguns assuntos, escutá-la, ouvir atentamente suas idéias, fazer-lhe perguntas, ela sabe coisas das quais esquecemos e certamente tem a solução para os nossos mais intrincados problemas. E colocá-la na direção da casa, da nossa vida, pedir-lhe que ajude a todos a descerem aos porões em busca dos Mestres Internos de cada um, que lá estão sozinhos, no escuro, aguardando. E quem sabe nos reunirmos todos, pais e filhos, amigos e parentes, numa grande celebração à beira da piscina ou da lareira, ou num jardim de flores, à sombra de uma árvore, e conversarmos sobre os grandes mistérios, a finalidade da Vida, os objetivos da existência, a temporalidade e a responsabilidade das nossas Personalidades Inferiores, orientados pelas nossas Essências?

Quando o egoísmo vai sendo limpo pelo altruísmo, quando o Eu começa a impregnar-se do Nós, quando a concepção equivocada de nascimento, vida e morte começa a estender-se para o eterno, quando muitas vezes o que é bom para a minha Personalidade Inferior percebe-se prejudicial para a minha Essência, ou, então, o benéfico para minha Essência percebe-se aparentemente prejudicial para a minha Personalidade Inferior, enfim, quando os muros da nossa cidade aquartelada vão ruindo, quando começamos a perceber nossos erros e equívocos, quando começamos a pensar no que estamos fazendo e para quê, aí a integração verdadeira entre o que pensamos ser e o que somos realmente, começa a se concretizar. A reconexão entre o Eu Inferior (temporário) e o Eu Superior (eterno) é o que propõem todas as religiões, e o religar-se com o Superior, com Deus, passa por encontrar o seu Propósito naquela cela escura e abandonada, e entender o significado e os objetivos de uma reencarnação, vivida por uma persona aparente e passageira.

Quando nós reencarnamos, viemos com planos e metas traçadas, sabemos porque estamos necessitando dessa nova passagem por aqui, por um plano dimensional denso, e, portanto, de um corpo físico, que nos sirva de veículo nessa passagem. Sabemos o que temos de aprender, o que temos de corrigir, o que devemos melhorar, o que precisamos alcançar, aonde queremos chegar. Sabemos que encontraremos situações difíceis pelo caminho e que elas é que nos possibilitarão evoluirmos e alcançarmos nossos objetivos. Sabemos quem são os nossos denominados pais, aonde estamos chegando e por quê, e temos noção de um projeto idealizado por nós mesmos para nossa passagem por aqui. Mas a partir do momento em que o espermatozóide do nosso eleito pai fecunda o óvulo da nossa eleita mãe, começam os problemas. Durante o tempo em que estamos formando nosso veículo físico dentro do útero materno, a partir de um Molde Psicobiológico, que veremos mais adiante, temos plena consciência do que acontece com os nossos pais, o que acontece entre eles, e em relação a nós. Nos relatos das regressões à vida intrauterina, percebemos claramente que o “nenê”, dentro do útero, percebe o que os pais e outras pessoas falam, o que pensam e sentem. As pessoas regredidas ao útero, relatam o que a mãe está dizendo e até o que está pensando, relatam o que o pai está fazendo, se está querendo ou não aquela gravidez, descrevem a casa, os quartos, as pessoas que lá habitam, etc. Inúmeras vezes, me dizem que estão sentados no sofá ao lado dos pais, estão no colo da futura avó, e isso ocorre porque o corpo físico está se formando dentro do útero mas a Consciência está lá fora, no corpo astral. Então é fácil concluir que o comportamento e a personalidade dos futuros familiares, seu relacionamento, questões afetivas, financeiras, etc., estarão sendo registradas no Inconsciente daquele ser cujo corpo físico está formando-se dentro do útero, que aos poucos vai perdendo a consciência de sua origem, de sua Essência, e vai incorporando gradativamente as ilusões da personalidade temporária, o embrião da sua Personalidade Inferior. Vai esquecendo seu plano pré-reencarnatório com aquele pai, com aquela mãe, com aquela família, com aquela situação, e começa a passar o comando para o seu Ego, que tem a ilusão de que as coisas estão começando, esquecido de quem é realmente e de quem foram eles em tempos outros.

Um mau relacionamento entre os pais, rejeição de algum deles ou de ambos, situações de dificuldades, agressividade, etc., tudo é registrado ainda quando estamos dentro do útero e fica em nosso Inconsciente, reforçando certas características negativas congênitas da nossa personalidade e as nossas maneiras de reagir a situações futuras. Essa talvez seja a principal causa das chamadas psicoses, em que a pessoa permanece fixada em um comportamento regressivo, muitas vezes auto-incorporando-se em uma personalidade sua de alguma encarnação passada, como uma recusa em viver, por medo. O autismo pode ter uma explicação semelhante, ainda mais profundo, uma recusa em encarnar. Mas se o trauma não é tão forte e assustador, e o que trazemos em nossas características de personalidade também não, geram-se as neuroses características de todos nós, os “normóticos", os normais-neuróticos.

Todos vocês que agora percebem as ilusões de sua Personalidade Inferior, começam a entender porque andam se desviando, ou mais ou menos, pela vida, quer o percebam, quer não, e porque não estão evoluindo mais rapidamente do que deveriam, enredados nesses conflitos cotidianos de personalidades temporárias. A solução é ver por trás das ilusões, reencontrar-se com suas metas pré-reencarnatórias e permitir que o verdadeiro líder assuma o comando. Isso é fácil? Não, por causa das armadilhas, que veremos mais adiante.

O psicoterapeuta reencarnacionista deve entender bem desses assuntos e já estar andando em linha reta, no verdadeiro Caminho, para poder auxiliar seus irmãos que lhe procuram. Quem se propõe a ajudar os outros deve cuidar de evoluir rapidamente para poder dar o exemplo.



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clubestum Mauro Kwitko é médico auto-licenciado do Conselho de Medicina para poder dedicar-se livremente ao seu trabalho como psicoterapeuta reencarnacionista. Em 1996, começou a elaborar e divulgar a Psicoterapia Reencarnacionista. É fundador e presidente da ABPR. Ministra Cursos de Formação em Psicoterapia Reencarnacionista e Regressão Terapêutica há muitos anos, tendo formado centenas de psicoterapeutas reencarnacionistas.


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