Resolvendo seus problemas afetivos

Resolvendo seus problemas afetivos

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 14/07/2003 11:17:17


Grande número de pessoas neste país está numa constante busca - sem êxito - de uma relação amorosa bem sucedida.
Esta é uma dificuldade que parece afetar mais freqüentemente as mulheres do que os homens, provavelmente porque as mulheres são mais sensíveis em suas necessidades de amor, e menos capazes de se adaptarem à falta de amor. São muito freqüentes os sentimentos de não ser amado e/ou nunca poder vir a ser. Entretanto, muito mais comum na vida diária é a pessoa pular de um relacionamento amoroso mal sucedido para outro, eventualmente vivendo só, como solteirona ou solteirão ou estar constantemente à beira de crises por incapacidade de resolver seus problemas amorosos.

Desta forma, a dificuldade em resolver problemas amorosos e que traz o maior número de pessoas ao meu consultório é, provavelmente, o que mais interessa às pessoas.
Neste aspecto, é fundamental ter uma melhor compreensão da mais importante das faculdades humanas: a capacidade de amar.
Freud, o pai da psicanálise, definiu saúde mental como “a sexualidade e sociabilidade naturais, espontânea satisfação pelo trabalho e capacidade de amar”.

Neste sentido, grande parte da população é disfuncional do ponto de vista amoroso, vivendo num estado de déficit de afeto (carência afetiva). Esse déficit de afeto pode variar de brando a sério. Seja em sua forma branda ou aguda, a depressão é o resultado principal desta carência afetiva. Ao perguntar aos meus pacientes porque estão deprimidos, a maioria me responde que suas relações amorosas não são duradouras ou que não são satisfatórias. Quando a depressão se torna séria e começa a se manifestar na forma de sintomas físicos, tais como: apatia, falta de sono ou sono exagerado, perda ou excesso de apetite e constante tendência de chorar, muitos resolvem procurar ajuda profissional. Desta forma, para se entender melhor porque as relações amorosas não são satisfatórias, é preciso entender a vida afetiva, estudando os fatores mais comuns que causam o insucesso amoroso.

Em verdade, pude constatar nos meus 23 anos de pratica clínica, trabalhando com a TVP, que a principal causa desse insucesso está na resistência em se entregar no relacionamento amoroso em função das mágoas, feridas e decepções de experiências passadas. Desilusão é algo que muitos pacientes carregam dentro de si e, ao se submeterem à regressão, se dão conta do quanto estavam presos ao seu passado, desta ou de outras vidas. São tantas desilusões!!!
Desilusão pelo fato do pai tê-la abandonada quando criança, indo embora com outra mulher; desilusão e mágoa pela mãe nunca ter sido carinhosa e afetuosa; desilusão por ter se entregado a um homem e acabou “quebrando a cara” pela infidelidade do parceiro.

Como confiar nos homens? São tantas as decepções que os pacientes acabam desenvolvendo o medo da intimidade, criando uma resistência, um bloqueio em se envolver nos seus relacionamentos afetivos. Na verdade, a vida afetiva não vai bem porque a pessoa guarda um monte de “entulhos” (mágoas, feridas e decepções) oriundos de seu passado. É preciso, portanto, remover esses “entulhos” para se realizar afetivamente com alguém.

Caso Clínico:
Sofrimento constante nos relacionamentos amorosos
Mulher de 40 anos, divorciada.


Veio em meu consultório pelo fato de ter dificuldade em se envolver com os homens.
O relacionamento entre os seus pais sempre foi muito ruim. O pai sempre teve outras mulheres. De personalidade autoritária e machista, era ausente também no relacionamento com os filhos. A paciente presenciou muitas brigas entre todos eles, a ponto do pai espancar a mãe e os filhos. Ela reproduziu o modelo de violência entre os pais nos seus relacionamentos amorosos. Para sair da casa de seus pais, engravidou e se casou. Após o nascimento de seu filho, seu marido a traiu e foi embora. Mais tarde se envolveu com outro homem que sentia ciúme de seu filho. Separou-se novamente pelo fato do mesmo espancá-la. Ela me relatou também que tinha sido espancada pelo primeiro marido. Por conta dessas experiências dolorosas, desenvolveu muito medo de se envolver e sofrer novamente.Ao regredir se viu como um homem montado no cavalo. A paciente relata: “Estou de uniforme azul, calço botas pretas e uso chapéu tipo quepe. Sou militar e fui enviado em missão por um superior. Estou numa fazenda, vim para matar as pessoas desse lugar. Somos entre 20 a 30 homens. Estamos em guerra, me mandaram matar todas as pessoas que eu vir pela frente, incluindo as crianças. A ordem é essa e eu tenho que cumpri-la. Meu superior me diz: “Mate todos sem dó e sem piedade”. Uso revólver e espada e me habituo a matar e sinto prazer em tirar a vida das pessoas. Quem me traísse na minha tropa era também morto. Estou vendo uma cidade à beira de um rio, viemos para tomar essa cidade. Vejo as pessoas correndo e se escondendo. Eu executo homens, mulheres e crianças para dar o exemplo. Eu decepo a cabeça delas. Vejo uma pilha de corpos e cabeças em praça pública, fomos matando e amontoando-os e dou ordens para queimá-los. Eu gostava de ver aquele corpos queimando. À noite, a gente comemorava a tomada da cidade. No dia seguinte, viajamos para a próxima cidade, fazendo as matanças. Há uma resistência, as pessoas não querem se entregar. Quem comanda é uma mulher forte, de cabelo curto. Interessante ela! Eu gosto dela, mas vou ter que matá-la. A gente começa a lutar com as espadas. Ela me acerta no braço... Decepei a cabeça dela. Estamos felizes por ter conseguido conquistar mais uma cidade. A gente volta para receber outra ordem...
Tem uma emboscada. Eles vão me matar. Meu exército me traiu. Eles me perfuraram o peito com uma espada. Eu caio... Isso dói!!! Eles arrancam a espada sem dó. Estou preso. Curam a minha ferida e me prendem”.
Peço em seguida para que a paciente vá para o momento de sua morte nesta vida passada: “Estou preso, sem ar. Eles me prendem para eu morrer vivo. Eles me enterram vivo. Sinto muita raiva, mas não me arrependo pelo que fiz. Tenho muito ódio!!!”.

- Eu lhe peço que repita algumas vezes essa palavra, (o objetivo dessa repetição é fazer a paciente se desvincular desse sentimento).
“Tenho ódio dessas pessoas que me prenderam. Tinha sede de matar, mas estou morrendo, estou me debatendo (a paciente se contrai e se debate no divã). Eu quero morrer logo, mas não consigo”.

Em seguida, peço para que ela descreva os últimos momentos dessa vida. “Eu posso deixar o meu corpo, mas vou pertubá-los, eles não vão ter paz. Agora, estou vagando, me vejo como um mendigo. Estou descalço, maltrapilho. Não estou na vida terrena. O lugar onde estou é muito perturbador, tem muito lixo. Parece que estou louco. Tem muita gente, mulheres, homens, todos nas mesmas condições. Há muito barulho. Sofro muito neste lugar. Alguém quer que eu saia daqui, quer me tirar desse lugar mas eu não quero sair. Tenho que conviver com a sujeira, com o lixo, com essa maldade que todos nós possuímos no nosso interior... Agora eu saí desse lixo e estou num lugar um pouco melhor. É um lugar calmo, ruas estreitas, tem algumas casas pequenas. Eu consigo ver a luz agora. Há pessoas que estão fazendo eu enxergar os erros que cometi. Eles fizeram eu enxergar que não tinha direito de matar àquelas pessoas e que eu tinha que resgatar de alguma forma os meus erros.
Desta forma, eu decido vir como uma prostituta na próxima encarnação. Preciso sofrer para poder me arrepender. Agora eu começo a perceber o grande erro que cometi. Eu me sentia um Deus ao matar as pessoas. A minha relação com os homens é um resgate cármico. Eu tenho que aprender que a violência não leva a lugar nenhum e que há outros caminhos - como o diálogo - e me arrepender do mal que eu fiz em outras vidas. Escolhi vir como uma prostituta. Sofri muito nas mãos dos homens. Era uma prostituta de rua. Tinha que atender os militares. Eles me maltratavam e me obrigavam a fazer tudo. Alguns deles queriam que eu servisse só para eles, uma prostituta particular. Cada dia um militar fazia sexo comigo; era um rodízio. Ai, que nojo!!! Tinha nojo de mim”.

Em seguida, peço para que a paciente vá para o momento de sua morte nessa vida passada.
“Estou velha, passo fome e estou doente. Não tem ninguém para cuidar de mim. Estou deitada numa cama e vou morrer à míngua. Um dos militares me mata, dá um tiro em mim. Eu estava sofrendo e eles ficaram com pena. Resolveram que era melhor para mim”.

Peço para que ela me descreva o que acontece após a sua morte física.
“Alguém me conduz. Estou me reabilitando. Tem uma sala de aula. O lugar é de paz e tranqüilidade. Tenho muito que aprender. Eles estão ensinando a arrepender, a deixar o passado, tentar esquecer o passado. Mas é difícil porque fiz muita coisa errada. Eu tenho que praticar o desapego. O arrependimento é a melhor forma de fazer isso. Ele liberta”.

Pergunto para a paciente qual o seu propósito nesta vida atual. “Na vida atual, eu me puno atraindo homens violentos, problemáticos para que eu possa ajudá-los, fazendo com que eles encontrem o caminho da paz e do amor. Estou ainda me punindo pelo fato de eu carregar a maldade, a possessividade, a frieza e o coração vazio da vida passada. Eu maltratei muitas pessoas. Eu batia nos escravos numa outra vida. Eu batia, batia,... Essa vida passada foi antes daquela vida como militar sanguinário. A violência fazia parte das minhas vidas”.

Ao finalizar essa sessão de regressão, faço um trabalho de reprogramação mental com a paciente para que ela possa se desvincular de seu passado: “Liberte-se de todo este passado, perceba que todas essas lembranças, recordações, sensações e sentimentos foram reais, coerentes nestas vidas, porém, hoje nada mais disso é real. Conscientize-se que você nasceu novamente num corpo sadio, perfeito, seu contexto de vida hoje é completamente diferente. Conscientize-se que agora é um novo momento de sua vida, onde nada mais disso, estas sensações e sentimentos de autopunição em relação aos homens, deve permanecer em você. Você não precisa se relacionar com homens violentos e problemáticos para se autopunir. Você merece ser feliz e se relacionar com homens amorosos e saudáveis. Sinta dentro de si o perdão pelos próprios erros. Portanto, o seu grande desafio é se perdoar verdadeiramente na vida atual.

Esta foi a terceira sessão de regressão a que a paciente se submeteu dentro da TVP (Terapia de Vida Passada).
Apesar dela se conscientizar da causa de seu problema nas duas sessões anteriores a que se submetera, concordamos ambos que foi somente nesta sessão que seu inconsciente nos revelou o motivo real de seus relacionamentos amorosos serem tão conturbados.

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Shimoda
é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
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