Síndrome do Pânico - Parte 1

Síndrome do Pânico - Parte 1

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 23/06/2006 12:05:37


A Síndrome do Pânico é um quadro clínico no qual ocorrem crises agudas de ansiedade, as chamadas crises de pânico. Na maioria dos casos, as crises de pânico surgem sem um motivo aparente, subitamente, de forma inesperada.
No ataque de pânico os sintomas físicos mais comuns são respiração curta, sensação de falta de ar, tremor, fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de calor, tontura, sensação de perda de controle, medo de morrer, aperto no coração ou taquicardia, náusea, sudorese (suor). Em muitos casos, o paciente pode achar que está enlouquecendo ou prestes a morrer. Alguns chegam a ter diarréias intensas ou sintomas de uma labirintite.
Depois de ter uma crise de pânico – por exemplo, enquanto dirige em congestionamentos, túneis ou estradas, fazendo compras num shopping lotado ou dentro de um elevador, metrô, avião, o paciente desenvolve um quadro de fobia (medo irracional) destas situações e começa a evitá-las. A partir da ocorrência da primeira crise ele pode entrar num círculo vicioso no qual o medo de ter uma nova crise precipita uma outra crise.

Os portadores do transtorno do pânico costumam passar por uma verdadeira “via-crúcis” em busca da cura de seu problema. Inicialmente, muitos buscam ajuda em prontos-socorros, onde é submetido a exames que não identificam nenhuma anormalidade, o que aumenta sua insegurança e seu desespero. Para as ocorrências mais graves do transtorno do pânico o tratamento médico é feito na base de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos.
No entanto, em muitos casos, tais medicações são paliativas, pois ao suspendê-las, as crises, retornam. Desta forma, não basta só através da medicação restabelecer o equilíbrio bioquímico do cérebro. É necessário, portanto, combater a causa verdadeira do problema. Em verdade, a medicina aponta as alterações bioquímicas do cérebro, como a “causa” da síndrome do pânico. No entanto, ela não explica o que provoca esse desequilíbrio bioquímico por se estruturar numa visão puramente organicista do ser, nos fenômenos físico-químicos, sem identificar as causas mais profundas que levam uma pessoa a ter uma crise de pânico.
É preciso ver o ser humano em sua totalidade, não apenas do ponto de vista orgânico. É preciso tratar o ser como um todo (mente, corpo e espírito).

Está na hora de tratarmos a pessoa que está enferma e não apenas a sua enfermidade, a sua doença. Embora, desde 1988, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tenha incluído o bem estar espiritual como uma das definições de saúde ao lado dos aspectos físico, mental e social, infelizmente, as Faculdades de Medicina e Psicologia ainda desconsideram a existência da Alma, de que somos seres espirituais, eternos, ou seja, a alma preexiste antes do nascimento e sobrevive ao túmulo. E que, além do corpo físico, temos um corpo espiritual, um corpo fluídico (imaterial), de natureza energética chamado de perispírito, o corpo Astral e o corpo Mental.

Em verdade, a Síndrome do Pânico é uma enfermidade da Alma, do perispírito. Atualmente, de 2 a 4% da população mundial sofre desse mal.
É fato que o Transtorno do Pânico está também associado ao flagelo da modernidade, das situações de stress, pois os casos de fobia e pânico têm registrado um crescimento espantoso nos últimos anos. No meu consultório, o que tenho observado com os meus pacientes, é que o stress, a estafa, o nervosismo, a ansiedade, a insegurança decorrentes do desemprego, pressão no trabalho por resultados, perda do poder aquisitivo, vida excessivamente atribulada, mortes de entes queridos, conflito conjugal seguido de separação, doenças, etc., funcionam como um “gatilho” que dispara, desencadeia acontecimentos psicológicos traumatizantes experimentados em existências passadas, normalmente associados a uma morte dolorosa, traumática, ocasionando a Síndrome do Pânico.

Veja o caso de uma paciente que foi a um salão de beleza e, ao colocarem uma máscara facial em seu rosto, desencadeou a primeira crise de pânico, com sensações de morte iminente, asfixia, taquicardia, sudorese, tontura e dor no peito.

Caso Clínico:
Síndrome do Pânico

Mulher de 30 anos, viúva.

Veio ao meu consultório se queixando de crises de pânico.
Sofrera sua primeira crise quando estava num salão de beleza e, ao colocarem uma máscara facial em seu rosto, entrou em pânico, sentindo falta de ar, sufocamento, tontura, taquicardia, sudorese. Em resumo, achou que ia morrer lá mesmo. Após esse incidente, quando estava no vagão do metrô lotado, deu-se sua segunda crise, começou a suar frio, com palpitações (o coração disparou), sensação de asfixia e teve que sair correndo do vagão. No teatro, ao apagarem-se as luzes, na escuridão, teve sua terceira crise grave.

Na primeira crise de pânico, ao colocarem a máscara facial, a paciente me relatou que viu rapidamente um flash, uma cena de uma casa grande, antiga e, no interior dela, uma sala enorme e uma escada que dava acesso aos cômodos.

Ao regredir me relatou:
“Vejo um jardim enorme, muito verde e uma casa bem grande, branca”.

- Você consegue se ver? – pergunto à paciente.
“Eu me vejo com um vestido comprido, branco, meus cabelos são compridos, escuros até o meio das costas. Não vejo o meu rosto, só os meus olhos que são claros. Devo ter uns 20 anos;”

- Veja se você consegue ver as suas mãos – peço-lhe novamente.
“Minhas mãos são pequenas, a minha pele é branca. É uma época antiga, uma vida passada, mas não sei precisar em que época”.

- Avance mais para frente nessa cena – peço à paciente.
“Estou dentro dessa casa, numa sala muito grande, não vejo direito os móveis, só uma escada. É a mesma sala e escada que vi em flash quando tive a minha primeira crise de pânico, quando me colocaram aquela máscara facial.
É incrível, é a mesma cena! A escada é clara (pausa).”

- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
“Estou agora no meu quarto, subi aquela escada. Estou arrumando o meu cabelo. Essa casa é dos meus pais, moro com eles. (pausa).
Vejo empregados, é uma casa bonita, enorme, luxuosa. Estou escovando os meus cabelos em frente a uma penteadeira. Estou feliz, me arrumando.
Tem uma senhora negra que me ajuda a me arrumar, gosto muito dela, é a nossa empregada. Estou feliz porque o meu noivo está me esperando no final daquela escada. Nós nos amamos muito. Ele tem um cabelo escuro, é magro, alto, veste uma roupa escura, uma calça e um casaco. Deve ter uns 25 anos... Não o relaciono com ninguém na vida atual. (pausa).
Estamos agora passeando no jardim dessa casa, de braços dados”.- Avance mais para frente nessa cena – peço-lhe.
“Estamos todos almoçando numa mesa grande. A minha mãe dessa vida passada é a mesma de hoje. O meu pai dessa vida... não vejo o rosto dele direito... Pretendemos nos casar, estamos todos felizes (pausa).
Agora estou de novo em meu quarto e, ao descer, vejo no final daquela escada um homem... Não é o meu noivo. Ele é magro, usa uma roupa clara, mais simples, não parece ser uma pessoa de posse. Deve ter a mesma idade que o meu noivo.
Esse homem é empregado de meu pai, mora numa casinha dentro de nossa propriedade. Ele cuida da casa, da terra... Ele gosta de mim, não aceita que eu case com o meu noivo, tem ciúmes de mim”.

- Vai prosseguindo nessa cena – peço à paciente.
“Estou no meu quarto, é noite, estou dormindo. Aquele homem sobe as escadas e entra no meu quarto... Ele não se conforma, fecha a minha boca, fico assustada. Ele quer a todo custo falar que não posso casar porque ele me ama (pausa). Oh, meu Deus! Ele colocou o travesseiro no meu rosto. Ele está me sufocando, asfixiando! (paciente chora, respirando ofegante). Por que ele fez isso? (grita chorando). Ele prefere me ver morta do que me perder para outro homem... Ele me matou! (pausa).
Estou agora vendo uma cena em que ele se enforcou numa árvore; meu Deus!
Agora estou entendendo. Esse homem é o meu falecido marido. Na vida atual, ao abrir a porta do banheiro de casa, vi várias vezes flashs dele pendurado, enforcado no banheiro de casa. Na época, achei muito estranhos esses flashes, não entendi nada, pensei que era uma fantasia de minha mente (paciente chora).”

- Quais foram os seus últimos pensamentos e sentimentos no momento de sua morte nessa vida passada – pergunto-lhe.
“Fiquei com pena dele. É o mesmo sentimento que sentia quando meu marido era vivo na vida atual. É um sentimento fraternal.
Na vida passada, tinha um carinho por ele, mas não o amava como homem. Ele tinha um comportamento doentio por mim, um ciúme doentio”.

- Veja o que aconteceu com você após sua morte física – peço à paciente.
“Eu retorno para o Astral (mundo espiritual) muito triste pelo fato de não ter casado com o meu noivo. Estou num jardim bonito, muitas flores. Em espírito eu resgatei, recuperei minha memória (existe um véu do passado – mecanismo de proteção- que encobre e não deixa o encarnado lembrar suas vidas passadas).
Compreendi o porquê dele ter um comportamento doentio, ciumento por mim. Numa vida anterior a essa vida passada, fomos mãe e filho (pausa).
Estou sozinha nesse jardim, estou lendo, me recuperando. Uso uma túnica branca e um chapéu com uma aba larga na frente e umas florzinhas. Eu não sinto ódio por ele ter tirado a minha vida, mas tristeza por não ter me casado”.

- Veja o que aconteceu com o seu noivo após sua morte – peço-lhe.
“Vejo-o muito triste, chorando, passou muito tempo amargando a minha morte.
Posteriormente, ele encontrou uma outra mulher, mas não a amava como me amou”.

- O que aconteceu com esse homem que tirou a sua vida – pergunto-lhe.
“Ele está em espírito num lugar escuro, frio, sofrendo pelos seus atos. Ele chora muito, arrependido pelo que fez. Ficou uns 50 anos nas trevas, nessa escuridão. Quando ele melhorou, ao pedir ajuda, me fiz presente para ajudá-lo a sair daquela escuridão.
Eu dei a mão para ele sair, a gente se abraça, chora muito.
Eu o levo para um hospital no Astral Superior para tratamento. Ele vai para um quarto bem claro. Embora ele esteja dormindo, ainda está com o coração apertado pelo que fez”.

Após passar por mais 4 sessões de regressão, a paciente foi ao teatro e, ao apagar as luzes, não sentiu mais os sintomas de pânico. Retornou ao cabeleireiro e, ao colocar a máscara facial, também não sentiu mais nada.


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Shimoda
é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
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