Terapia Médica e Terapia Espiritual

Terapia Médica e Terapia Espiritual

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 03/03/2006 12:58:52


Por que dividir se podemos somar?

“Percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando toda a sorte de doenças e enfermidades entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria; trouxeram-lhe, então, todos os doentes acometidos de várias enfermidades e tormentos: endemoninhados, lunáticos e paralíticos. E ele os curou.” (Mateus, 4:23-24)

No livro “Enfermidades da Alma”, Vitor Ronaldo Costa diz: “A psiquiatria clássica diagnostica o imenso contingente de médiuns existentes como portadores de perturbações mentais. Dentro do contexto médico seriam tidos como esquizofrênicos por não saber identificar o diagnóstico diferencial entre doença orgânica e a manifestação psíquica de ordem mediúnica”.

Em verdade, no meu entender, a psiquiatria clássica ainda não identifica um distúrbio psiquiátrico de uma manifestação mediúnica por ter uma visão do ser humano puramente organicista, biológica, atribuindo portanto a causa dos distúrbios mentais ao desequilíbrio das substâncias químicas do cérebro (alterações bioquímicas dos neuropeptídeos).

É inegável, por outro lado, o grande avanço nas últimas décadas dos psicofármacos no tratamento de distúrbios de humor como a depressão e os transtornos de ansiedade como a síndrome do pânico. Sem dúvida alguma, o emprego de remédios nos casos mais agudos de depressão e crises de pânico, ou em casos mais complexos de outras perturbações mentais, exige não só o uso de medicamentos como uma internação hospitalar.

No entanto, sabemos também que o uso contínuo desses medicamentos gera dependência, efeitos colaterais indesejáveis, bem como resultados inócuos em muitos casos. A “pílula da felicidade”- o Prozac (Fluoxetina) -, ao surgir na década de 60, foi rotulada dessa forma porque prometia curar todos os males da depressão. Mais tarde, constatou-se que a “pílula da felicidade” não tinha os mesmos resultados para todos os pacientes.

Desta forma, hoje é quase que um consenso por parte de muitos psiquiatras tratar os pacientes com o uso de medicamentos associado à psicoterapia. Mas uma psicoterapia que trate da enfermidade da alma, do espírito. Aqui entra a Terapia Regressiva Evolutiva (T.R.E.) que é uma nova abordagem psicoterápica, criada por mim, fruto de meus 21anos trabalhando com a Terapia de Vidas Passadas (TVP). A T.R.E. vê o ser humano como uma unidade bio-psico-social e espiritual.

Neste aspecto, o fato da ciência médica ainda não considerar o ser humano como um ser dotado de uma alma, de um espírito e, portanto, se estruturar em bases materialistas, puramente organicista, dificulta qualquer iniciativa de uma análise mais profunda do ser.
A T.R.E, por outro lado, sendo uma terapia que cuida da enfermidade da alma, apregoa que os problemas de relacionamento interpessoal (relacionamentos dolorosos, difíceis, trancados, entre pais e filhos, cônjuges, irmãos, etc.), emocionais (síndromes do pânico, fobias, depressão, etc.) e orgânicos (causa desconhecida pela medicina oficial), derivam de 3 fatores:

A) Interno (Endógeno): Anímico - criado pelo próprio paciente -, é psicológico, cuja causa é decorrente de experiências traumáticas seja desta vida (infância, nascimento, útero materno) ou de um passado mais longínquo, de suas vidas passadas;
B) Externo (Exógeno): Interferência espiritual de um espírito obsessor, popularmente conhecido como “encosto”;
C) Misto: Oriundos do próprio paciente (psicológico) e de uma influência externa (espírito obsessor).

Portanto, nos casos em que a medicina oficial não consegue diagnosticar a causa do problema do paciente que é de ordem espiritual, a T.R.E. tem um papel fundamental como um complemento terapêutico.

Desta forma, ao invés de dividir, um excluindo o outro, seria desejável a psiquiatria cuidar do orgânico e a Terapia Regressiva Evolutiva tratar do espiritual, da alma. Sem dúvida alguma, o beneficiado maior é o paciente que seria tratado de forma holística, integral (mente, corpo e espírito).

Caso Clínico: Vida bloqueada

A paciente veio ao meu consultório querendo saber por que de sua vida afetiva, financeira e profissional não fluíam, estavam como que truncadas. Sentia que havia alguma coisa que a segurava, a impedia de se expandir e a deixava presa, amarrada e não a permitia de ter nas mãos as rédeas de sua vida. Sentia-se também confusa, tinha dificuldades de colocar objetivos claros e específicos em sua vida, buscava sempre um percurso mais difícil e longo. Tinha também muito medo da vida desde criança, medo que a impedia de tomar decisões, de se realizar e que a deixava cansada como se tivesse sempre batalhando, lutando e não chegasse a lugar nenhum.
Ao regredir me relatou: “Vejo uma luz branca, grande, intensa e sem limites... sinto que é para eu entrar debaixo dessa luz, para eu me energizar e me acalmar. Essa luz branca às vezes fica prateada.O meu mentor espiritual – eu não o vejo – se comunica comigo telepaticamente, em pensamento. Essa luz sobre mim, é muito forte, intensa. (pausa)
O meu mentor pede para eu parar de perguntar a razão de meus problemas, diz que eu não me dou sossego, que a minha mente é uma “matraca”, fica o tempo tudo “ruminando”, pensando a respeito da vida. Ele fala para eu aproveitar esse momento, relaxar, pois é isso que essa luz está me proporcionando. (pausa).
Agora a luz está diminuindo de intensidade. Estou perguntando ao meu mentor por que minha vida está truncada... (pausa).
Vieram na minha mente rapidamente duas palavras: “Flecha” e “Costas”...
É como se tivesse cortado a minha coluna (medula espiritual) ao meio e, com isso, as informações não chegam ao meu cérebro. Houve uma ruptura energética que impede que a medula espiritual faça uma ligação perfeita entre o meu eu espiritual e o mundo externo.
Agora estou sentindo uma dor na minha coluna, está aumentando. É como se tivesse sido traída numa vida passada. Foi uma traição pelas costas.
O meu mentor me diz que ainda trago na vida atual a mágoa dessa traição”.

- Que traição foi essa? Pergunto à paciente.
“Eu confiei num amigo, era como um irmão, e ele me tirou a vida pelas costas. Ele me matou, enfiou uma lança nas minhas costas. Estávamos caminhando, éramos dois homens nessa vida passada. Eu confiava muito nele”.

- O que fez com que ele te traísse? Pergunto à paciente.
“Estávamos caminhando para algum lugar, eu estava conversando com ele. Eu tinha que tomar uma decisão importante, era uma pessoa idealista. Essa decisão iria melhorar a vida das pessoas. Esse homem estava sempre do meu lado. O que eu acreditava e defendia iria beneficiar muita gente. Mas ele me impediu me matando”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual por que ele tirou a sua vida – peço à paciente.
“Ele me diz que esse homem sentia por mim um misto de inveja, admiração e se deixou também influenciar por uma outra pessoa que é um espírito desencarnado obsessor que me odeia”.- Quem é esse espírito obsessor? – Pergunto à paciente.
“Meu mentor me diz que esse espírito obsessor vem me acompanhando há várias encarnações. Fala que não foi só nessa vida passada que ele me prejudicou. Diz que esse espírito já me prejudicou numa outra existência passada de forma parecida, influenciando também uma pessoa para me matar. Seu ódio é muito grande, sempre querendo me matar, me destruir de forma violenta”.

- Pergunte ao seu mentor o que essa traição dessa vida passada tem a ver com os seus problemas da vida atual – peço à paciente.
“Ele me explica que a lança que atingiu a minha coluna naquela vida passada deixou um trauma no meu psicossoma (corpo espiritual) e que é isso que está truncando a minha vida em todos os aspectos na vida atual.
Diz que trago ainda dessa vida passada a magoa da traição e o medo de ser traída novamente. É isso também que me faz ter medo da vida. É como se ficasse um “buraco” no meu psicossoma, no meu corpo espiritual como seqüela e, com isso, não conseguisse fazer uma ‘ligação perfeita’ na minha medula espiritual. Ou seja, é como se os estímulos externos não ‘chegassem’ ao meu cérebro. (pausa)
Agora me vejo deitada numa maca. O meu mentor espiritual e outras entidades espirituais estão fazendo uma cirurgia espiritual, tirando alguma coisa das minhas costas. Estão me mostrando: é um “objeto” redondo, escuro, e por dentro passam umas luzinhas”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual que ‘objeto’ é esse – peço à paciente.
“Ele me explica que esse ‘objeto’ é um artefato, uma arma espiritual fluídica, imaterial; portanto, não visível aos olhos dos encarnados e que ainda nenhum instrumento, aparelho da medicina terrena é capaz de identificá-lo”.

- Pergunte ao seu mentor quem foi que introduziu na sua coluna (corpo espiritual) esse artefato espiritual – peço à paciente.
“Ele diz que foi esse obsessor espiritual.
Diz que ele introduziu no meu psicossoma (corpo espiritual) quando estava dormindo. Diz ainda que sua intenção ao introduzir esse artefato é ter controle de minha vontade. Esse ‘aparelho’ estava controlando, interferindo na minha vontade e na minha ação. Ele me exemplifica que quando está indo tudo bem na minha vida, esse artefato faz eu perder estímulos, energia, fico desanimada. Diz também que fui morta naquela vida passada porque tinha desejo de justiça e tinha intenção de agir, de fazer acontecer. Portanto, esse obsessor espiritual acaba sempre manipulando alguém para me controlar. Na vida atual ele queria ter maior controle sobre mim, mas não conseguiu porque tenho proteção, recebo muita ajuda da espiritualidade. E isso o deixa com muito ódio. Ele acaba usando pessoas em minha volta. É uma forma de me atingir. Às vezes ele usa um amigo, um parente, até mesmo o meu ex-namorado. Foi o meu ex-namorado - naquela vida passada sob a influência desse espírito obsessor - quem tirou a minha vida ao cravar aquela lança nas minhas costas”.

- Pergunte ao seu mentor espiritual de que forma você pode se apaziguar com esse espírito obsessor – peço à paciente.
“Ele me diz: com oração e perdão. Mas fala que essa entidade espiritual ainda não está pronta para se reconciliar comigo. Ele fala também que agora eles precisam me tratar ainda, limpar o resto que ficou daquele artefato. É como uma “ferida” que precisa ser purificada.
Diz ainda que preciso praticar a limpeza espiritual dos 21 dias do Arcanjo Miguel.
Pede para eu orar, ler 21 dias consecutivos essa limpeza espiritual do Arcanjo Miguel - psicografada pela médium Greg Mize”.

- Veja se o seu mentor espiritual tem mais alguma coisa a lhe dizer – peço à paciente.
“Eles estão terminando de limpar a “ferida” de meu corpo espiritual. O meu mentor fala que vou sentir um pouco de dor, e que a recuperação dessa cirurgia vai ser um pouco dolorida. Eles estão aproveitando também para limpar energeticamente a sala do senhor (referindo-se ao meu consultório). (pausa)
Agora eles terminaram. Eles dizem para eu descansar... Estão indo embora”.

Após passar por mais oito sessões de regressão, a paciente conseguiu, através da ajuda de seu mentor espiritual e das orações praticadas, se reconciliar com o seu desafeto de vidas passadas (obsessor espiritual).
A paciente me disse: - Aquela entidade espiritual - referindo-se ao obsessor espiritual –, entrou na luz, está sendo banhado pela luz. Ele já irradia um pouco de luz, não é mais um vulto escuro (pausa). Agora está se dissolvendo o cordão energético que nos unia. O cordão é escuro, parece um tentáculo, um fio. Essa entidade está indo embora, entrando na luz. O meu mentor me diz que agora estou livre, e que o meu propósito de vida é viver de forma mais leve e que posso conseguir isso sem dor e esforço. Fala que a mente do ego gasta muito tempo remoendo bobagens e dores desnecessárias que impedem o crescimento.

No final do tratamento, a paciente me disse que estava se sentindo muito bem, mais livre, mais autoconfiante e sentia que algo tinha “desatado” dentro de si. Estava conseguindo traçar seus objetivos de forma mais clara, sem se sentir confusa. Aquele desânimo e cansaço físico, haviam desaparecido.


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Shimoda
é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
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