Vida intra-uterina - O período pré-natal

Vida intra-uterina - O período pré-natal

Autor Osvaldo Shimoda

Assunto Vidas Passadas
Atualizado em 14/04/2003 11:32:13


Certa ocasião, uma paciente me relatou que quando estava grávida, sempre que o seu marido se aproximava para tocar em sua barriga, o bebê ficava mais agitado do que o comum. Neste período, ela sentia muita raiva e hostilidade do marido, apesar de amá-lo e se darem muito bem. Ela não conseguia entender esses sentimentos, já que o mesmo não fazia nada que justificasse o aparecimento desses sentimentos. Ao nascer, a criança costumava chorar muito quando o pai a pegava no colo. E mesmo na infância, os atritos e os desentendimentos entre pai e filho eram muito freqüentes. Era comum também seu filho lhe perguntar: “Mamãe, você gosta de mim”? Ela achava que essas perguntas eram próprias da idade.

Ao passar pela regressão, a paciente recordou que na vida anterior, seu namorado na ocasião (atual marido desta vida) a obrigara a abortar a criança (seu filho da vida atual). Essa recordação de vida passada a fez entender, portanto, o porquê de seu filho insistir em lhe perguntar se ela gostava dele, bem como sua hostilidade pelo pai, cultivada já no útero de sua mãe. Ela veio a entender também, que a sua raiva pelo marido, quando grávida, não era dela, mas sim de seu filho, que trouxe da vida passada pelo que o pai fizera com ele. Desta forma, através da TVP (Terapia de Vida Passada), foi descoberto que o feto, apesar de estar no útero materno, é capaz de perceber tudo o que acontece ao seu redor.

Essa vida dentro do útero, na verdade, é envolta em mistério, como se a natureza tivesse colocado um véu sobre a nossa consciência pré-natal ao nascermos. Em muitos casos, é no útero materno que encontramos as raízes dos nossos comportamentos, porque o feto grava todos os pensamentos e sentimentos da mãe, como se estes se referissem a ele.
Na verdade, o inconsciente funciona como um gravador que grava todas as informações, sem discriminação, sem interpretá-las. Neste sentido, a criança por nascer, é profundamente afetada pelos acontecimentos do período de gestação que vão moldar os padrões de comportamento em vida. Tudo o que acontece com a mãe neste período, pode afetá-la em sua estrutura emocional, pois ambas, mãe e criança, estão intimamente ligadas e não só pelo cordão umbilical. Por isso, em quase toda sessão terapêutica, costumo também investigar o período pré-natal do paciente.

Há três fases no período pré-natal:
a) O momento da concepção;
b) O momento da confirmação;
c) O tempo restante antes do nascimento.

Cada uma dessas fases está sujeita a traumas emocionais. Na TVP (Terapia de Vida Passada), é o inconsciente do paciente que vai identificar o fator traumático, isto é, a causa verdadeira de seu problema, que pode estar na infância, no momento do nascimento, no período pré-natal (numa das três fases) ou muito mais atrás, em vidas passadas. Neste sentido, eu nunca sei onde o inconsciente do paciente o conduzirá para encontrar a causa de seu problema. Em muitos casos, eu encontro traumas nas três fases do desenvolvimento fetal.

Eu gostaria de explicar melhor essa 3 fases:
a) O momento da concepção: É o instante quando a criança foi gerada, ou seja, em que circunstâncias ela foi concebida. Em muitos casos, a fecundação durante o ato sexual dos pais ocorreu de forma muito traumática e tumultuada (vide caso clínico);
b) O momento da confirmação: Como a mãe reagiu ao saber que estava grávida? Reagiu de forma favorável ou desfavorável? Ela pensou ou mesmo tentou abortar a criança? (Aqui pode ter iniciado o sentimento de rejeição da criança);
c) O tempo restante antes do nascimento: Como foi o período de gestação da mãe? Tranqüilo, intranqüilo, de muita dor, ansiedade, angústia, tumultuado, depressivo, marcado pelo fato da gestante ter passado por experiências dolorosas, tais como: divórcio, falecimento de um ente querido, situação financeira precária, solidão, rejeição, desemprego, acidente de carro, etc.

Sem dúvida alguma, ao fazer o paciente regredir e recordar o seu período no útero materno, podemos encontrar, portanto, as raízes de seus problemas atuais.

Caso Clínico:
Hostilidade embutida pelos homens
Mulher de 40 anos, solteira.


Veio me procurar em função de seu comportamento agressivo e hostil na sua relação com os homens. Reclamava de constantes dores de cabeça, insônia e insatisfação pela vida. Era uma pessoa extremamente crítica e raivosa com os homens. Costumava ter explosões de raiva com eles. Como resultado, não conseguia manter relacionamentos duradouros em sua vida amorosa. Ela me disse também que nunca conheceu o seu pai. Sua mãe desconversava e evitava comentar algo a respeito dele. Na regressão, viu os pais fazendo amor de forma muito violenta. A paciente diz: “Minha mãe está mordendo ele, dando unhadas em seu rosto e... Oh, meu Deus, eu estou dentro. Dentro do útero de minha mãe. Tudo escureceu... Em seguida, vejo a minha mãe no banheiro se lavando: “Que nojo, como tenho nojo dos homens”. Ela sente muita vergonha, humilhação, está toda machucada, cheia de hematomas. Acho que ela foi estuprada. Foi desta forma que fui concebida”.

Um acontecimento final veio a se somar no seu período pré-natal. No 3º mês de gravidez, houve uma discussão entre sua mãe e sua avó. “Minha mãe está descontando em mim a sua raiva, aquela raiva que toma conta de mim também quando sei que vou explodir. Acho que são as sensações dela que estou experimentando. Minha mãe diz para a minha avó: “Eu não vou tirar essa maldita criança”, ela grita alto.
Minha avó diz: “Não desconte sua raiva em cima de mim. Vá gritar para o homem que te engravidou”. Após essa sessão de regressão, a paciente percebeu que cultivava o mesmo sentimento de raiva e hostilidade que a mãe nutria pelos homens. E inconscientemente, a paciente estava cumprindo o que sua avó tinha dito para a sua mãe (“Vá gritar para o homem que te engravidou”). Portanto, ela percebeu o ponto crucial de seu problema: Hostilidade embutida que inconscientemente nutria pelos homens. A crença que ela tinha dos homens era a mesma de sua mãe: “Eles não são confiáveis porque são violentos, estupram”.

Após seis sessões de regressão, a paciente reformulou sua crença negativa em relação aos homens, se dando finalmente uma chance de ser feliz, se entregando num relacionamento amoroso.

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Shimoda
é terapeuta com mais de 40 anos de experiência e 60 mil sessões de regressão já realizadas. Criador da Terapia Regressiva Evolutiva TRE, professor e pesquisador das terapias integrativas e do desenvolvimento espiritual, com atuação dedicada ao estudo da consciência, dos processos terapêuticos profundos e da formação de novos terapeutas. Reconhecido por sua abordagem ética, responsável e acolhedora, Osvaldo Shimoda desenvolveu e estruturou metodologias terapêuticas que auxiliam pessoas em seus processos de autoconhecimento, equilíbrio emocional, expansão da consciência e desenvolvimento espiritual.
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