A felicidade não é ausência de dor, é aprender a habitar a vida

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Feche os olhos por um instante.
Respire fundo.
Solte devagar.

Agora perceba: o que você chama de felicidade?

Para Freud, a resposta nunca foi simples, nem romântica. Ele não acreditava numa felicidade permanente, constante, perfeita. Para ele, a felicidade humana é um equilíbrio delicado entre desejo, realidade e consciência.

E talvez isso seja libertador.

O princípio do prazer: o impulso natural de ser feliz

Freud dizia que o ser humano nasce guiado pelo princípio do prazer - a busca por satisfação e a fuga da dor.

Desde bebês, queremos conforto, afeto, alimento, calor. Isso nunca desaparece. Apenas muda de forma:

- Queremos amor;
- Queremos reconhecimento;
- Queremos segurança;
- Queremos sentido.

A felicidade começa aí: no reconhecimento honesto dos nossos desejos.

Mas a vida não é só prazer.

O princípio da realidade: amadurecer é aprender a esperar

Com o tempo, aprendemos o princípio da realidade. Descobrimos que nem tudo pode ser satisfeito imediatamente.

Isso dói.
Mas também amadurece.

Freud diria que a verdadeira felicidade não está em realizar todos os desejos, mas em aprender a lidar com as frustrações sem perder a capacidade de amar e desejar.

Na vida real, felicidade é:

Aceitar limites sem endurecer o coração;
Lidar com perdas sem desistir de viver;
Continuar sensível mesmo em um mundo duro;
Isso é força emocional.

O inconsciente: felicidade começa quando você para de fugir de si

Grande parte da nossa dor vem do que não queremos ver:

Medos escondidos;
Culpa acumulada;
Feridas antigas;
Emoções reprimidas.

Freud ensinou que aquilo que é reprimido não desaparece - apenas se manifesta em forma de ansiedade, sintomas, vazio ou sabotagem.

Então, felicidade não é "pensar positivo".
É olhar para dentro com coragem.

Quando você reconhece suas sombras, você deixa de ser refém delas.

Sublimação: transformar dor em criação

Freud acreditava em algo profundamente bonito: a sublimação.

É quando transformamos impulsos difíceis em algo construtivo:

Dor vira arte
Raiva vira força
Tristeza vira profundidade
Frustração vira crescimento
Isso é felicidade madura.

Não é apagar emoções negativas.
É dar sentido a elas.

Amar e trabalhar: os dois pilares da felicidade possível

Freud dizia algo simples e poderoso:

"A saúde psíquica está ligada à capacidade de amar e trabalhar".

Amar:
Não só romanticamente. Amar pessoas, causas, vida, presença.

Trabalhar:
Não só ganhar dinheiro. Criar, produzir, sentir-se útil, expressar quem você é.

Quando essas duas áreas estão minimamente vivas, a alma respira melhor.

Meditação freudiana (para a vida real)

Vamos praticar agora.

Sente-se confortavelmente.
Feche os olhos.

Respire fundo três vezes.

Agora pergunte internamente:

O que em mim está pedindo atenção?
Que emoção eu tenho evitado sentir?
Onde estou sendo duro demais comigo?

Não julgue. Apenas observe.

Imagine que você acolhe essa parte sua com gentileza.

Diga mentalmente:

"Eu me permito sentir.
Eu me permito compreender.
Eu me permito ser humano".

Respire novamente.

Felicidade não é perfeição, é integração

Para Freud, felicidade não é um estado permanente de euforia. É algo mais real, mais humano, mais profundo:

É conseguir sentir sem se destruir;
Amar sem se perder;
É desejar sem se escravizar;
É sofrer sem se fechar;
É viver com consciência...

No fundo, felicidade é parar de lutar contra quem você é - e começar a se tornar inteiro.
Abra os olhos.

Você não precisa ser perfeito para ser feliz.
Você só precisa ser presente, consciente e humano.

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