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ADEUS À CULPA

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LIÇÃO 10 - Parte 1
LIBERTO-ME DO PASSADO, REINVINDICANDO MINHA LIBERDADE AGORA
É possível que esse mundo e tudo que existe nele sejam só um sonho? É possível que nossa mente tenha se separado de Deus, nossa única Fonte, e que tenha nos iludido a pensar que vivemos num mundo onde separação, dor e morte são reais? Será possível que estejemos apenas dormindo, sem que o saibamos?

Eu acredito que quando acordamos para a verdade de que na realidade somos amor, nos apercebemos de que levamos milênios agindo de acordo com velhos roteiros que foram criados por nossas mentes. Foi nosso ego que os escreveu, produziu e representou todos os papéis dessas produções dramáticas, cujo propósito primário é o de projetar a ilusão de estarmos separados uns dos outros.

NOSSOS FILMES PARTICULARES
À medida em que vamos acordando, reconhecemos o quanto estivemos atados a esses velhos dramas – que são nossos filmes particulares – mesmo tendo todos eles o mesmo tema repetitivo. Estando claramente explicitadas ou inteligentemente disfarçadas, a mensagem constante é a de que vivemos num mundo onde a separação é uma realidade. Forças opostas não podem jamais se reconciliar, o passado prediz o futuro e a alegria e a paz infinitas são impossíveis. Em nosso estado de sono, as variações infindáveis sobre este tema parecem ser muito normais e realistas. Na verdade, elas criam um mundo insano, irreal, no qual a verdade e a fé são vistas como batalhas de curta duração no reino da fantasia, e onde o amor incondicional é inexistente.

Quando eu era adolescente em Long Beach, Califórnia, eu tinha um emprego de lanterninha num teatro. Uma vez me recordo de estar assistindo a um filme de John Wayne durante tantos meses seguidos, que comecei a andar e a falar como ele – embora não me parecesse nada com ele! Hoje compreendo como foi importante, simbolicamente, para mim, ter trabalhado naquele teatro. Embora não estivesse consciente disso naquela época, desde então fiquei sabendo que tudo que experienciamos em nossas vidas é uma projeção de nosso estado psicológico e mental. No processo de externarmos nosso estado psicológico, acreditamos que o mundo que vemos está fora de nós. O que deixamos de reconhecer, porém, é que o mundo "de fora" é apenas um reflexo de nossos próprios pensamentos e fantasias. Enquanto continuarmos a reviver esses velhos filmes do passado, nosso despertar para a realidade será retardado. Pois, como Um Curso em Milagres nos diz, o mundo real deve escapar à nossa visão.

LIBERTE-SE DO PASSADO
Como, então, podemos ver o mundo como ele é realmente e acordar para a realidade da presença do amor em nossas vidas – o mundo que o perdão nos oferece? Poderemos fazer isso apenas quando formos capazes de nos libertar e aos outros de todos os erros do passado. Os grandes mestres da humanidade nos ensinaram que é possível perdoar todo mundo – mesmo os que acreditamos que mais nos feriram. Como Filhos de Deus nós também temos a condição de transcender nossas ilusões, escolhendo ver o mundo através do olhos do amor – com os olhos do perdão.

Todos temos lembranças dolorosas de nosso passado. Para nos proteger de repetir essas experiências dolorosas no futuro, construímos nossas defesas. Usando o nosso passado cheio de medo para predizer um futuro cheio de medo, somos incapazes de viver sem medo no presente.

Não podemos experienciar o medo e o amor simultaneamente, e por isso devemos reconhecer que o passado já acabou e não pode mais nos afetar. Podemos viver no presente, na presença do amor, só se nos libertarmos do passado através do perdão.

OS "LUGARES MAIS SANTOS"
Como um ilustração da lição de hoje, gostaria de compartilhar com vocês uma experiência que tive dois anos atrás. Meu co-autor Dr. William Thetford (que, junto com a Dra. Helen Schucman foi responsável por fazer com que Um Curso em Milagres fosse editado) e eu tínhamos aceito um convite para consultar o staff médico da Base da Força Aérea de Travis, na Califórnia, para discutirmos como os princípios do curso, isto é, os princípios para cura das atitudes podiam ser aplicados no modelo médico. Essa acabou sendo a primeira de muitas consultas que continuam a acontecer até os dias de hoje.

Durante a viagem de uma hora e meia, de Tiburon para Travis, eu sentia uma ansiedade crescente quanto a como eu iria reagir quando chegássemos à base. A razão para esse tumulto interno era o fato de eu ter estado em Travis, durante a Guerra da Coréia, de 1953 a 1954, como um médico psiquiatra e desses dois anos terem sido muito difíceis para mim. Eu tinha ressentimentos da vida militar. Eu detestava ter que usar um uniforme. Resumindo, eu mal podia esperar o momento em que me tornaria um civil novamente. No dia em que recebi a minha alta de Travis, lembro de ter vendido o meu uniforme logo em seguida e de ter anunciado, bem alto, "Obrigado Deus por não ter que vir aqui nunca mais!". E aqui estava eu, quase 30 anos depois, dirigindo para a mesma base para conversar sobre – de todas as coisas que poderiam ser – o poder do perdão!

Infelizmente eu não tinha feito o meu dever de casa no que diz respeito a perdoar as forças armadas. Nesse particular, eu ainda estava preso ao passado. Na minha mente eu continuava a pensar que ataque e defesa eram os únicos interesses dos militares e tinha uma grande dificuldade em acreditar que uma conversa sobre amor e perdão poderia ser entusiasticamente bem recebida na base aérea. Meu passado cheio de medo estava me encorajando a predizer um futuro cheio de medo e os militares me forneciam uma "tela" conveniente para a projeção de meus pensamentos de ataque.

Seguindo a sugestão de Bill, paramos para meditar por alguns minutos, antes de chegarmos à base. Enquanto orávamos juntos, escolhi ver todas as experiências que tinha achado negativas, durante meus dois anos em Travis, como ilusões e procurei recordar que ilusões não tinham qualquer valor. Sabia que tudo que eu precisava era de uma disponibilidade de pedir ao Espírito Santo que me ajudasse a me desprender do passado. E o meu pedido não ficou sem resposta. Quando chegamos, sentia-me à vontade. No fim da consultoria, estava agradecido por terem me dado uma oportunidade de compartilhar minhas idéias sobre o poder de cura do amor e do perdão com a equipe médica de lá. Se não tivesse sido capaz de reconhecer que o passado estava verdadeiramente terminado, não poderia ter compartilhado o milagre de amor que aconteceu naquela tarde.

Continuo a estar em paz cada vez que vou à base para dar consultoria e sorrio quando me lembro do conceito de Um Curso em Milagres que diz: "O mais sagrado de todos os lugares na Tera é onde um ódio antigo se transformou num amor presente".

www.cca.org.br
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