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As Cartas de Cristo (Carta 6 - Parte 11) – Dois mil anos de condicionamentos e crenças ilógicos

As Cartas de Cristo (Carta 6 - Parte 11) – Dois mil anos de condicionamentos e crenças ilógicos
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Para compreender completamente as origens da doutrina Cristã, você deve voltar no tempo até o começo do Judaísmo, e aí encontrar as “racionalizações” da mente humana, que lutava para definir em palavras o que sentia intuitivamente que era a provável fonte do ser.
Você, que está lutando para livrar-se dos mitos passados e crenças errôneas, deve agora por si mesmo alcançar a clara percepção – e compreender – a fundamental diferença entre “a crença da igreja” e a VERDADE da EXISTÊNCIA que estou presentemente tentando explicar. Enquanto não puder discriminar a “origem e a forma de suas crenças atuais”, você não será capaz de liberar-se completamente das ilusões de seu condicionamento religioso passado. Você terá um “pé aqui, outro lá” - uma posição perigosa para se estar. Esse estado mental provocará um grande conflito e poderá levá-lo a abandonar a busca e voltar às antigas formas religiosas, cômodas e emocionalmente seguras, mas que não levam você a lugar algum. Portanto, tenha cuidado, e não se deixe intimidar pelas ameaças de desgostar a “Deus” e outras condenações do mesmo gênero.

AS ORIGENS DA CRENÇA EM UMA “SUPER DIVINDADE INDIVIDUAL”

Começaremos com uma descrição das origens da crença em “Deus”, um nome que tem significado muitas coisas diferentes para a humanidade. Esta crença começou quando os antigos Hebreus caminharam pelos desertos e se perguntaram sobre as origens da criação. Imaginaram que de alguma maneira, a FONTE da CRIAÇÃO deveria seguramente ser um “super-humano, homem-deus”, invisível e muito superior à Terra e à humanidade. Alguns dos profetas antigos estavam misticamente conscientes de que a Fonte da Criação estava difusa e presente - de alguma maneira - em toda a criação e que ela existia também na dimensão eterna, porém este misticismo não estava disponível para a mente humana comum.
Você deve compreender que apesar da “aparente realidade” – em sua mente – de tal “Deus”, originária de suas leituras da Bíblia, ninguém jamais vislumbrou tal “super-humano, homem-deus” em nenhuma forma, exceto, quem sabe, Moisés, que afirmava tê-LO visto em um “arbusto ardente”, e que disse que Ele se descreveu como “Eu sou o que sou”.
Tudo o que se sabe deste “deus” super-humano, é derivado das leituras de descrições pitorescas de “Deus”, dadas pelos profetas durante sua permanência na Terra. O fato de que os religiosos se voltam apenas aos antigos para citar sua “verdade”, uma vez que eles não podem acreditar que “Deus” é verdadeiramente real, eterno e igualmente capaz de falar com as pessoas nos dias atuais desta era, mostra o quanto são ilusórias as crenças religiosas.
Seus líderes religiosos têm pânico de qualquer crença que não combine com as antigas. Eles nunca consideram – ou têm medo de considerar – que talvez o conhecimento espiritual dentro da dimensão terrena seja evolutivo!
Quero que você “veja” que um “tecido de crenças”, uma mescla de racionalizações e crenças, foi forjado para criar uma rede de segurança mental/emocional com a qual é possível envolver e prender as mentes e os corações das pessoas. Tudo o que se ensina às pessoas na fé Cristã é baseado na emoção e se origina no “ouvir dizer”, derivações de antigas narrações de minha vida e morte na Terra. Mesmo assim, acredita-se nelas fanaticamente.
Os cristãos aprendem que: “Deus é Amor – e é consciente de seus pecados. Deus castiga, disciplina, premia os bons e envia desgraça aos maus”. Esta é uma exata descrição da atividade e da consciência humana!
Os cristãos aprendem que Eu, o Cristo, na pessoa de Jesus “morri pelos pecados do mundo”. Fui o “cordeiro de Deus sem mancha, sacrificado para pagar o preço dos pecados humanos!” Eu fiz o supremo sacrifício de mim mesmo para cumprir esta estranha façanha de “pagar pelos pecados” através dos tempos. Eu novamente entrei em meu corpo, depois da morte pela crucificação e apareci muitas vezes em meu corpo para confortar e ensinar a meus discípulos enlutados. Eu até ingeri comida durante minhas aparições.

Após quarenta dias, elevei-me fora da vista de meus discípulos, alçando meu corpo aos “céus”. Como perguntei na Carta 3 – O que eu faria com um corpo humano no “céu” – na vida mais além?

Eu disse em minha última ceia que meus discípulos deveriam recordar aquela última refeição com eles, partindo o pão e passando-o um a um e que deveriam beber da mesma taça de vinho e recordar que meu corpo foi crucificado e meu sangue derramado para trazer a eles a verdade do ser. Entretanto, este evento se converteu em uma estranha crença, na qual com pompa e cerimônia no altar, meu corpo é transferido às hóstias que os fiéis devem engolir com a devida reverência.
Meu corpo! Que bem faria meu “corpo” –espiritualizado ou não– para aqueles que comungam?
Você percebe como a mente pode ser condicionada a aceitar bobagens ilógicas, que perduram há dois mil anos porque tem sido sustentadas por uma grande hierarquia de Papas e Cardeais, vivendo em palácios, imensamente ricos e mantidos com grande pompa terrena, em cerimônias prestigiosas?

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