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As dificuldades do Bem

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Uma das características marcantes das ações das trevas na Terra é a união de forças. O mal é difundido com extrema facilidade em diversos pontos do planeta. Ele se manifesta desde os sentimentos de ciúmes e de vingança no âmbito de uma mesma família, até as grandes guerras e o terrorismo, que crescem perigosamente.

O bem sempre vence, mas é uma luta árdua, porque os agentes do bem, principalmente através das religiões, não se unem. Eles permanecem isolados uns dos outros, criticando-se, acusando-se, apresentando-se como exemplos virtuosos. Abraçam a vaidade e esquecem do mais importante, de que ao agirem dessa forma estão contribuindo para o avanço das polêmicas destrutivas e dos desacordos irados. Que tanto enfraquecem o bem e favorecem a evolução do mal.

Para o mal tudo é fácil e sedutor. A destruição é rápida e não exige muita inteligência. Seja ela a destruição de bens materiais ou de personalidades. Já a construção do bem exige inteligência, humildade, amor, sabedoria, caridade, e fé. Estabelece o princípio ativo da luta contra as imperfeições do espírito e a não submissão ao ego.

O mal orienta que cada um pode fazer o que deseja, e depois seja absolvido praticando uma simples penitência ou um tratamento espiritual. O bem diz que penitências e tratamentos não adiantam se o homem não quiser se curar. E o estimula a seguir o que Jesus ensinou, no exercício incondicional do amor e da caridade, da humildade e da resignação, além de dar de graça nas questões espirituais o que de graça receber.

O mal determina que os homens esperem a luz chegar. O bem ensina aos homens que devem encontrar a luz. O mal lhe manda esperar para que outros façam por você, e o bem lhe mostra que você deve fazer por você mesmo. O mal aprisiona às facilidades, enquanto o bem ensina a vencer as dificuldades, tornando os homens livres para usufruírem as facilidades, enquanto o bem ensina a vencer dificuldades, tornando os homens livres para usufruírem as facilidades que conquistaram pelo mérito.

Por essas razões, embora o bem sempre vença, é tão difícil derrotar o mal. O cotidiano da Terra é uma prova disso. Os corruptos na busca do dinheiro fácil, e os vingativos na procura da justiça fácil porque não acreditam na justiça divina. São alguns exemplos dos muitos que poderiam ser dados.

Portanto, o combate ao mal não começa nos campos de batalha em meio a explosões de bombas. Mas dentro de cada homem. Enquanto não entenderem isso, penitências, tratamentos espirituais, fórmulas mágicas, e datas festivas serão meros paliativos, similares a modismos de resultados efêmeros. Podem até ajudar, mas serão auxílios meramente transitórios se os próprios homens não desejarem se modificar. E isso, nem Deus faz por eles.

Rochester

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