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AUTO-ESTIMA

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Parte 1
O QUE É?

Há um consenso cada vez maior a respeito da existência de uma necessidade tão fundamental e tão essencial que, se satisfeita, é praticamente certo que tudo o mais vai se harmonizar numa sensação geral de bem-estar. Quando essa necessidade é atendida de maneira apropriada, todo o organismo humano fica sadio e a pessoa sente-se feliz. Essa necessidade é a de um amor profundo e verdadeiro por si mesmo, uma auto-aceitação genuína e alegre, uma auto-estima autêntica que resulta numa sensação interior de júbilo:
"É bom ser quem eu sou... Estou muito feliz por ser eu mesmo!"
Alguma coisa em você sentiu-se imediatamente desconfortável e incomodada ao ler o parágrafo acima? Condicionados como somos por nossa cultura, parecemos emocionalmente alérgicos até ao simples vocabulário do amor de uma pessoa por si mesmo. A idéia de alegrar-se e celebrar o que temos de bom e é exclusivamente nosso parece uma idéia muito distante e estranha. As associações imediatas com egoísmo, vaidade e mesquinhez vêm-nos à mente como nuvens negras. Mas é fundamental entender que nossa atitude em relação a nós mesmos regula nossa capacidade ativa de amar os outros. A dura realidade é que somente à medida em que nos amamos podemos amar verdadeiramente aos outros, inclusive a Deus.
Para entender o que significa auto-estima, isto é, amar a si mesmo, vamos perguntar antes o que significa amar. Amar significa pelo menos três coisas:

1. O amor reconhece e confirma o valor incondicional e único do ser amado.
2. O amor reconhece e procura satisfazer as necessidades do ser amado.
3. O amor perdoa e releva os defeitos do ser amado.


Quando nossa atitude em relação a nós mesmos deixa a desejar, nossa capacidade de amar reduz-se proporcionalmente. O sofrimento de uma auto-imagem inadequada parece-se com a batalha ensurdecedora de uma guerra civil interior. Chama toda a nossa atenção para nós mesmos e deixa-nos com pouca liberdade para ir em direção aos outros.
Quando estamos sofrendo, ainda que por causa de uma simples dor de dente, nossa disponibilidade para os outros diminui. Quando nossa atitude em relação a nós próprios deixa-nos com a dor do vazio, não temos força nem vontade de ir em direção aos outros. No entanto, quando nossa atitude em relação a nós mesmos se torna mais positiva e acolhedora, nosso sofrimento reduz-se proporcionalmente e, nessa medida, ficamos mais livres para entender e responder às necessidades dos outros à nossa volta.
Em resumo, quanto melhor a auto-imagem, tanto maior a capacidade de amar. Inversamente, quanto maior a distração da dor, tanto menor nossa capacidade de amar e preocupar-nos com os outros.

Jorge Carlos Costa
jorgecarloscosta@ig.com.br


Leia também a Parte 2...

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