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CONSCIÊNCIA, LIBERDADE, ESCOLHAS

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Não pode haver felicidade sem consciência, sem liberdade e sem escolhas. São o tripé básico para uma vida produtiva e feliz.

Desde propaganda de cartão de crédito a margarina, o que o homem mais procura em sua vida é tempo livre. Tempo para poder fazer o que se quer. Tempo para poder escolher fazer algo ou fazer outro ou fazer nada. A felicidade está intrinsecamente ligada ao tempo que se consegue na vida para poder escolher fazer o que se gosta e não o que tem que se fazer ou o que se precisa fazer. Ter tempo para poder escolher fazer o que se gosta é sair da necessidade para a liberdade.

No momento em que se tem tempo, escolhas e consciência dessas escolhas, tem-se um quadro de felicidade plena. Estou aqui e posso me mexer para lá, para cá e por ali. Se as pessoas pudessem escolher entre fazer uma quantia de dinheiro em um ano de trabalho e a mesma em 3 meses de trabalho, o que escolheriam? E por quê? Escolheria a segunda opção porque estariam comprando algo muito mais precioso que um bem material: estariam comprando tempo. Tempo livre para escolher, para se dedicar ao que verdadeiramente se gosta e que potencializa todo o melhor do seu ser.

Ter tempo livre não é um ato de inércia, é um ato de conquista.
A finalidade de trabalhar, além de fazer dinheiro, é tirar seu mês de férias no final de um ano. É o momento de liberdade do ser humano que trabalha. É uma finalidade muito desejada por quem trabalha por si mesmo e valoriza sua liberdade. Imaginem o contrário. Trabalhar menos no que se necessita e ter mais tempo para escolher ter atividades que se goste de fazer. Como aquela propaganda de carta de crédito diz: tem coisas que não tem preço...

A consciência de sua própria liberdade pode trazer um sentimento muito forte com ela: culpa. No mundo moderno onde trabalho é sacrifício e sacrifício é sinônimo de felicidade, só quem é sacrificado é considerado verdadeiramente feliz.
Aquele que labuta das 6h às 21h, tem muita agitação física e mental e fica extenuado no final de cada dia é considerada uma pessoa que está no caminho de sua felicidade. De repente se tem tempo livre para se fazer o que se gosta e não mais sacrifícios são necessários. A culpa de não fazer nada vem como um estouro nos peitos de quem vive sob a filosofia do sacrifício/felicidade. Ter tempo livre e fazer o que se gosta não é para vagabundos, é para pessoas ativas que conquistaram esse estágio de felicidade plena.

Felicidade não é assunto para acomodados. Felicidade é atividade. É construir sua vida de acordo com seus objetivos. Infelicidade é inatividade.

Isso sim é para vagabundos que preferem justificar sua infelicidade ao invés de construir sua felicidade. Ser infeliz é muito mais fácil. Ser infeliz é uma negação da atividade. É um ato de acomodação e justificativas vazias para uma mente condenada ao apodrecimento de seus sonhos e objetivos.

O trabalho não é a estação da felicidade, mas um meio para conquistá-la. Tentar atingir a felicidade plena dentro do trabalho é tentar fazer com que os meios sejam os fins. É inverter o fluxo de causa e efeito. E essa é a base da filosofia do sacrifício/felicidade. Só onde há trabalho sacrificante se tem felicidade. Ou seja, ela incorre num erro de premissas. Erra em sua concepção.

Felicidade é multicausal: profissional, pessoal, relações, tudo tem que estar em conformidade com o que queremos em cada aspecto, com sua finalidade dentro do contexto de nossas vidas. Querer tirar a felicidade de apenas um vertente – financeira, pessoal, trabalho, lazer - é escarnecer do todo e uma parte nunca pode substituir o todo na construção de nosso caráter e na busca de nossa felicidade.
Temos que estar constantemente aperfeiçoando cada aspecto de nossa vida e aprumando as velas para continuar no caminho que nos propomos em cada parte que nos compõem.
Uma das características da imaturidade é não saber onde começa e onde termina as coisas e fases de nossas vidas. Arrastar mais do que necessário uma fase ou sair antes do fim é resumo de falta de maturidade – fora os medos e anseios que nos fazem nos perder no caminho.
Saber que o profissional não substitui o pessoal, que o pessoal não substitui as relações e vice-versa é um estado de maturidade que nos faz sermos mais claros e conscientes de cada aspecto de nossa vida para assim podermos fazer as melhores escolhas.
Quanto mais consciência temos do nosso ser e dos aspectos que rodeiam nossa vida mais chances de escolhermos bem temos e mais chances de sermos felizes na mesma proporção. Não somos um monólito. Somos seres que temos várias necessidades e nossa natureza nos deu para isso a mente e a razão para podermos lidar com essa realidade usá-las como nossas maiores armas em busca de nossa felicidade. Tudo de bom que temos na nossa vida veio da nossa capacidade de raciocinar, pensar, escolher e agir em prol de nós mesmos.

Felicidade é um estado de alegria sem culpa nem medo. De não contradição entre o que se quer e seus valores primeiros. Se há contradição entre o que se quer e o seus valores, a felicidade estará prejudicada.
Poder sentar à sombra em uma espreguiçadeira à beira de uma praia de areias brancas e um mar serenamente azul esverdeado, com os braços dobrados e as duas mão atrás da cabeça, olhando para o horizonte onde o as águas se misturam com o céu é um quadro de felicidade em que quase todos procuram.
Os que não procuram esse quadro procuram algo parecido que traduz o mesmo: tempo livre, um estado pessoal e sentimental sem culpa e nem medo, um semblante que traduz a conquista de um trabalho realizado em prol de si mesmo e o sentimento de orgulho por estar alinhado com a finalidade última do ser humano: a conquista de sua própria felicidade através da liberdade de escolhas.

Fernando Fontoura
fcdafontoura@hotmail.com


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