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CONVÍVIO

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Minha amiga, quem dera todo trabalho apaixonado não tivesse que envolver a alma para esse convívio. O tempo não teria então vários ponteiros? Os ponteiros que não passam, os ponteiros que voam, os ponteiros que colocam os ponteiros no lugar.
A alma não anda no relógio do pulso, anda no relógio do coração.

Uma menina canta vibrantemente dentro de um shopping enquanto pessoas comem seus hambúrgueres, outros esfirras e outros chamam atenção dos seus filhos. Ela poderia estar pensando que está perdendo seu tempo. Tempo de estar com seu namorado, tempo de ver um filme, tempo de estudar a sua própria arte. Enquanto fecha os olhos suas mãos vão fazendo um balé. Este espaço em que se encontra é outro espaço.

Como tirar do nosso espaço o que nos mata de infelicidade? Fizemos um casamento de conveniência com a vida e não sabemos como nos separar. A esteira elétrica de quem corre sem sair do lugar, o Nacional Geografic de quem viaja sentado na cadeira, o chat de quem é íntimo sem nunca se ter visto.

Temos um movimento cada vez mais parado. Que diabo de espécie que nos tornamos que não colhe mais uma fruta do pé, que só sabe quando é noite ou dia quando sai de dentro do escritório, que vê o crescimento dos seus filhos quando resolvem trazer as namoradas ou namorados para dormir em casa.

O tempo continua correndo. Mesmo que encontremos um milhão de desculpas para torná-lo estático, o tempo continua correndo. Ele não quer saber se estamos com a pessoa errada, ele não quer saber se escolhemos o chefe enfadonho, ele não quer saber se engordamos alguns quilinhos a mais para suprir nossas anciosidades, ele não quer saber se temos água, luz e colégio para pagar. O tempo quer se divertir. Lembra disso?
Quando a vida acabar nada me tira da cabeça que lembraremos das horas que demos risadas. As risadas quando abotoamos a camisa errada, as risadas que demos quando a barraca encheu de água naquele acampamento, as risadas quando a meia da calça puxou um fio, as risadas que demos quando naquela discussão definitiva foi um riso que disse – não levemos isso tão a sério.

Somos nossos próprios campeões. Ninguém precisa de uma platéia de anônimos para se tornar famoso de si mesmo.
Conte quantas pessoas lhe cercam entre colegas de trabalho, amigos e familiares e já têm um bom público para fazer da sua vida um show. Agora, podemos sabotar isso diariamente se dermos mais valor aqueles que comem esfirras, hamburguês, ao invés de prestarmos atenção que sempre tem alguém espreitando o nosso tempo para nos tornar a estrela do seu tempo.

Sander Bazetti
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