Diálogo interno

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Eu vou falar com você com calma agora, sem pressa, sem cobrança, porque eu sou a parte sua que nunca teve pressa de chegar em lugar nenhum. Eu sou a criança que você foi e que ainda vive aí, mesmo quando você finge que não escuta.

Eu te vejo se culpando por escolhas antigas, como se hoje você fosse juiz do passado. Mas naquela época você só tinha o que tinha: pouco apoio, muita esperança, medo misturado com coragem. Você fez o melhor que conseguiu com a consciência que existia naquele momento. Se hoje você se arrepende, não é porque errou, mas porque cresceu.

Eu te vejo vestindo máscaras: uma para trabalhar, outra para agradar, outra para não incomodar, outra para não ser rejeitado. E cada máscara pesa mais um pouco nos ombros. Você chama isso de adaptação, mas no fundo é cansaço de não poder ser quem é.

Quantas vezes você riu quando queria chorar? Quantas vezes disse "tá tudo bem" quando algo dentro de você gritava? Quantas vezes tentou caber em lugares que te encolhiam? Eu vi tudo, e nunca te julguei por isso.

Eu te vejo tentando ser alguém que você não é, achando que assim vai ser amado, aceito, escolhido. Mas deixa eu te lembrar de algo importante: antes de você aprender a se moldar, você já era suficiente. Antes de você aprender a agradar, você já era digno. Antes de você aprender a se endurecer, você já era inteiro.

Quando a dúvida chega sobre qual caminho seguir, sobre quem você deve ser, sobre se ainda dá tempo, você acha que está perdido. Mas eu lembro de você sonhando sem mapa, acreditando sem garantia, seguindo sem saber o final, e mesmo assim rindo.

Se você pudesse me ver como eu te vejo, entenderia o quanto você é forte por ainda sentir, por ainda tentar, por ainda se levantar, mesmo quando tudo em você pede descanso.

Lá atrás, eu estaria orgulhoso de você. Orgulhoso por não ter se tornado alguém vazio, por não ter endurecido completamente, por ainda se importar, por ainda questionar, por ainda buscar sentido.

Então levanta. Mas não como quem foge. Levanta com gentileza. Levanta respeitando seus limites. Levanta sem se bater por cair. Você não precisa correr o tempo todo.

Não se force tanto. Você não é uma máquina. Você é um ser humano que sentiu demais e segurou demais por tempo demais.

Aprenda a ser criança de novo. A brincar com o agora. A errar sem se destruir. A descansar sem pedir desculpa. A se maravilhar com o simples. A confiar aos poucos.

Você não precisa desaprender tudo. Só precisa lembrar de quem você era antes de o mundo te dizer quem você deveria ser.

Eu não te abandono quando você falha. Eu não te amo menos quando você cai. Eu não vou embora quando você chora. Eu fico, porque eu sou você.

E agora escuta isso com atenção, sem discutir, sem relativizar, sem diminuir: você está fazendo melhor do que pensa.
Você chegou mais longe do que imagina.
E ainda dá tempo.
Eu te amo, meu eu.

Fonte desconhecida
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