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Diga adeus aos altos e baixos

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Com um pequeno exercício, você pode aprender a se equilibrar definitivamente e ficar em harmonia com a vida

Só conseguimos evitar os altos e baixos quando atingimos um ponto de moderação. E, para estarmos nesse ponto, vermos a verdade e a realidade, precisamos nos livrar desse lado dramático que, na verdade, acomete a todos nós. O dramático nada mais é do que aquele juiz sério, trágico e severo. Dramatizar é sinônimo de exagero. É ficar andando de um extremo a outro. É o oito ou oitenta. É o desequilibrado. Proponho, portanto, um exercício que vai ajudá-la a se equilibrar definitivamente. Vamos lá?

Fique com você agora. Sinta seu corpo, sua cabeça, seu ser. Visualize esse juiz condenador, sério e opressivo que fica acima da sua cabeça e, como se ele fosse uma bola, vá empurrando-o e dizendo: “Sai, sai, sai. Não quero você dirigindo a minha vida”.

Agora, olhe para baixo. Situe aquela imagem que fez de si mesma – a coitada, a cansada, a martirizada, a sofrida – e diga: “Também não quero ver essa coisa ruim. Tudo isso não passa de fantasias, formas de pensamentos que eu, um dia, criei e até hoje alimento. Muito bem, se fui eu que criei, a partir deste momento eu ‘descrio’. Se fui eu que dei importância e força a todas elas, eu tiro essa importância e força”.

Na seqüência, sinta o severo indo embora de você. O exagerado, o opressor, o cheio de regras e aquelas ameaças que a amedrontavam. Deixe que saiam da sua cabeça como uma bola que você, devagar, vai expulsando com toda a sua força e desejo. Afasta! “Não quero mais saber disso em mim.” Dessa maneira, você também manda embora a obra que ele criou: que é a coitadinha, a pobre, a miserável, aquela pessoa cheia de defeitos, de limitações. Sinta ela sair do peito, da barriga, dos órgãos sexuais. “Sai!”

Diga em alto e bom tom: “Não quero ser a mais perfeita, a mais bacaninha. Quero apenas ficar numa boa comigo mesma. Não vou mais carregar o mundo. Abdico do que os outros esperam de mim. Deixo de lado o papel de maravilhosa. Jogo fora! Vou chegando num ponto tranqüilo dentro de mim, calma, lúcida. Observo, agora, as coisas com moderação, com critérios cuidadosos, no sentido de olhar bem as coisas para ver como elas são, de se abrir para reestudar tudo o que há em mim mesma. Tudo precisa ser revisto. Porque posso ter visto de uma maneira deformada, o que acaba criando deformações na minha vida”.

Purificar-se, queridas, é estar bem lúcida e calma. De ter boa vontade com você e com tudo. Sem desejo de ser mal com nada. É preciso enxergar claramente os prejuízos para ter a certeza de que uma coisa é realmente ruim. Também é necessário fazer isso com tudo que causa bem-estar, que nos traz benefícios e bênçãos. Tudo pode ser importante em diferentes horas, em diferentes momentos. Nenhum comportamento é inteiramente mal. Nenhuma atitude é inteiramente boa. Nem mesmo o amor.

Tem horas em que o amor atrapalha. A raiva, às vezes, por mais indesejável que seja, em certas situações, conserta as coisas. Tudo tem a sua hora e é muito importante saber discernir com moderação. E moderação é harmonia, é equilíbrio. É se colocar em paz com o universo, com a vida. É querer bem a si mesma em todas as situações e entender que cada circunstância tem a sua hora e merece respeito. Respeitar é a única forma de se equilibrar.

Luiz Antonio Gasparetto
https://mdemulher.abril.com.br/anamaria/edicoes/605/gasparetto/anamariamateria_278842.shtml
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