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DIVERGÊNCIAS E CONVERGÊNCIAS NA ALMA


O caminho do desenvolvimento humano esbarra numa questão de vital importância ao ser humano: A dualidade.

Somos seres duais. Bem e mal, bonito e feio, preto e branco, sim e não, homem e mulher, claro e escuro, Deus e o diabo.

São tantos os contrastes e os opostos, que muitos de nós, apenas paramos quase que cansados e não exercitamos uma das nossas maiores faculdades que é o pensar.

O pensar pode nos levar ao sentir e ao intuir.

O intuir nos leva à consciência.

Podemos pensar dentro ou fora de nós, pois ao pensarmos estamos movimentando partículas de nossa psique, de nosso arquivo mental e fazemos um paralelo do mundo interior com o mundo exterior.

Se o pensamento for restrito e atrelado a algum modelo ou idéia pré-concebida, poderemos ficar presos às estruturas egóicas de nossa personalidade e teremos conclusões de pouco proveito, podendo confirmar ou não as idéias já estabelecidas.

Aqui não me sinto ligado à nada, apenas aos meus interesses pessoais, com uma visão curta da vida e da existência e mantenho-me com um ser de pensamento dual.

Há muitas divergências na minha alma que não encontra a sua paz e harmonia.

Se o pensamento for livre de qualquer concepção e o exercitarmos livremente, teremos uma grande oportunidade de começar a abrir as portas de nossos canais psíquicos superiores, e trazermos ao agora, os fragmentos de luz de nosso superconsciente.

Aqui o sentir poderá nos abrir um novo caminho de percepção de vida e de conhecimento e me fazer perceber como parte integrante de uma grande estrutura universal, onde começo a sair da dualidade e sinto que posso me integrar com uma parte maior de mim mesmo e da própria vida.

A prática deste modelo livre de pensamento me levará ao puro pensamento possível nesta dimensão, o pensamento que chamaremos aqui de intuitivo.

Neste pensamento não existe a separação, não há a dualidade e sim a integração, acabando as divergências na alma.

Os opostos foram unidos e me sinto inteiro, único e fazendo parte do Todo ao mesmo tempo.

Pratico minha harmonia e não me sinto separado de nada.

Sou apenas convergente.

Sou livre no meu pensar, por isso, sou responsável por tudo aquilo que penso.

O mestre ao afirmar “orai e vigiai para não cair em tentação”, seguramente estava nos lembrando do cuidado e atenção que preciso ter com o meu pensar.

Grande parte da humanidade ainda pensa com o ego, e o ego, que é o maior inimigo que temos que derrotar está dentro de nós, é nossa propriedade e fomos nós que o criamos. Pensar com o ego é não ser livre, para atingir um padrão superior de vibração psíquica. Pensar com o ego é se manter em grande parte do seu tempo com brigas internas, como se os outros estivessem dentro de você e você trava muitos diálogos imaginários com eles, com muitas broncas, queixas, mágoas e mesmo agressões.

Sair da dualidade é sair das divergências.

E as divergências?

Já pensastes por que elas estão presentes em sua alma?

Você percebeu como estas divergências de alma te faz escravo de você mesmo ou de um determinado conceito ou idéia?

Vale a pena para você continuar pensando e sendo como você tem sido até hoje?

A vida acontece a cada um de nós, como o leito de um rio.

Precisa de um canal, de um espaço para poder executar seu movimento e levar o seu precioso conteúdo, a água, ao seu destino.

A vida precisa fluir e todo custo.

Quando ela estagna e o fluxo de energia deixa de executar sua missão e não segue o curso normal do seu destino, criamos a divergência.

Em termos de corpo físico, quando e energia psíquica fica parada, sem movimento nós ficamos doentes.

Esta é a causa de todas nossas doenças: energias psíquicas estagnadas!

A cada dia, a cada momento, ao pensar, eu escolho a divergência ou convergência.

Ao pensar com o ego, tenho uma enorme oportunidade de manter minhas divergências.

Ao pensar com a liberdade no coração, ou seja, pensar com o amor que permeia todas as coisas, posso vir a desenvolver um espaço interior de grande convergência e me perceber “Único e Todo” ao mesmo tempo.

Este é o grande mistério da vida.

Viver a unidade ou a separação, para ir desenvolvendo através da experimentação a consciência integrada do Todo, e aí nos unirmos à Fonte, e juntos brindarmos e banquetearmos o Divino em Tudo, em Todos, e no Todo.

Irineu Deliberalli

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