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DIVÓRCIO

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Uma amiga está triste porque está se divorciando. Divórcio é uma palavra tão doída!
Aí ela ficou pensando se, nas suas origens, essa palavra não podia ser bonita.
Quando a palavra divorcio nasceu, qual era o seu sentido? Que imagens ela invocava?. Fui então ao dicionário Webster, que é uma da minhas alegrias. Eu o encontrei num sebo nos Estados Unidos, dois volumes grossos com capas artísticas douradas. Comprei-o por pouco mais que nada. Nele, além dos significados das palavras, encontram-se as suas origens, a etimologia. Os sentidos originais têm o poder de dar vida a palavras mortas, por revelar seus sentidos ocultos.
Pois é isso que ele diz, traduzido: " Divórcio: do Latim divortium, uma separação; de diversus, particípio passado de divertere, que significa ir em direções diferentes".
Coisa terrível é caminhar por um caminho pelo qual não se deseja ir.
Antigamente era assim: o marido era transferido para um fim de mundo e a mulher era obrigada a ir. Ia contra a vontade, ficava triste, chorava, ficava deprimida, perdia a vontade de fazer amor, e o amor virava ressentimento e ela pensava em silêncio.
"Quando ele morrer eu volto para o lugar de onde vim..."
Quem anda por um caminho obrigado, contra a vontade, fica desejando que aquele ou aquela que obriga morra. A liberdade é assassina. Pois o meu pensamento de repente divorciou-se de mim.
Divorciou-se: deixou o caminho que eu estava seguindo e embrenhou-se por uma trilha onde estava escrito o nome "Walt Whitman". Como não quero ficar sozinho, vou atrás dele. Sim, Walt Whitman, o maior de todos os poetas americanos, o poeta do corpo.
Antigamente os lares protestantes tinham o hábito do culto doméstico: a família se reunia ao final do dia para ler a Bíblia e orar. Penso que seria desejável que fizéssemos coisa parecida: a família reunida para ler poesia e ouvir música. Meia horinha por dia. Acho que todos ficariam mais mansos e mais sábios.
Pois o Walt Whitman escreveu:
"Quem anda duzentas jardas sem vontade anda seguindo o próprio funeral, vestindo a própria mortalha..."
Por vezes o divórcio é o jeito de parar de andar contra a vontade, o jeito de não seguir o próprio funeral - e nem desejar o funeral do outro... A gente vai andando por um caminho numa planície. Aí o caminho se bifurca. Encruzilhada. No caminho da direita há uma tabuleta que diz: "Mar". No caminho da esquerda, uma tabuleta que diz: "Selva". Um dos caminhantes sente o chamado do mar. O outro sente o chamado da selva. Não é sábio que cada um siga o seu caminho?
Está dito nas Sagradas Escrituras: "Como andarão dois juntos se não estiverem de acordo?"

www.anglicanismo.net/Cronicas/Alves

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