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Karma: quem é mesmo o karma de quem?


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Se nos dedicarmos extremamente ao karma do outro, como poderemos nós mesmos vivermos o nosso próprio karma e dharma? Podemos compartilhar momentos, darmos nossa ajuda de alma e coração. Mas não podemos tomar o karma do outro como nosso, como se pudéssemos fazer algo para modificá-lo. Podemos, sim, amenizá-lo, mas não podemos fazer escolhas pelo outro. Pode ser que até estejamos impedindo-o de aprender o que realmente precisa. Ou melhor, adiando o aprendizado, porque ele sempre vem. Estando tudo em perfeita ordem, me liberto de qualquer obrigação que eu ainda ache que tenha com o karma de qualquer pessoa, seja por laço familiar ou não.

Muitas pessoas compartilham karmas familiares, mas nem todos eles são coletivos. Algumas pessoas acabam ficando presas em sansaras porque não conseguem enxergar um caminho próprio a seguir. Ou porque se sentem excessivamente responsáveis ou culpadas pelo caminho do outro. Mas nem sempre precisamos passar pelo aprendizado do outro ou com o outro. Cabe a nós escolhermos o nosso caminho.

"Na tradição shivaísta, Garuda, o deus-águia, aparece como guardião do deus Shiva. Um antigo texto chamado Shiva Purana conta que, uma vez, Garuda, montando guarda no alto do Monte Kailash, morada de Shiva, reparou num pequeno pássaro que cantava entre as rochas. O poderoso deus-águia ficou maravilhado pelo contraste entre a majestade da vasta cordilheira do Himalaia e a delicadeza dessa pequena criatura. Disse para si mesmo: Que maravilhosa é natureza! A mesma Consciência que criou as imensas montanhas, fez igualmente este pequeno pássaro, e ambos são igualmente admiráveis.

Nesse mesmo momento, Yama, o Senhor da Morte, apareceu na distância, cavalgando seu búfalo negro. Garuda reparou que o deus da Morte, ao se aproximar, olhou com curiosidade para o pequeno pássaro ao passar, mas continuou andando, pois ia ao encontro de Shiva. Considerando aquele olhar de Yama como um presságio da morte para o pequeno pássaro, Garuda, cujo coração é cheio de compaixão, decidiu salvá-lo. Pegando com delicadeza o frágil pássaro entre suas poderosas garras, voou para muito longe, até a beira do rio Ganges. Lá, encontrou um lugar que lhe pareceu suficientemente seguro, com abundante água, vegetação e alimento. Deixando o pássaro sobre uma rocha, retornou para seu posto no alto do Monte Kailash.

Quando o Senhor da Morte estava retornando do seu encontro com Shiva, Garuda perguntou-lhe: Yama, quando você chegou, observei que se deteve para observar aquele pequeno pássaro. Posso saber porque? Yama respondeu: Quando olhei para o pássaro, soube que ele iria imediatamente encontrar a morte nas mandíbulas de uma serpente píton. Como esse tipo de serpente não vive aqui, no alto do Monte Kailash, achei isso muito curioso. Novamente, Garuda maravilhou-se, desta vez, pela inevitabilidade do karma".

Por: Isabela Medeiros
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