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O AMOR

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Lembro-me de uma aula que, com certeza, foi a melhor aula que tive na faculdade de psicologia... O professor era o José Vilson dos Anjos, chefe da cadeira de psicopatologia da Unip... Ele não assinava nenhum papel, não se rendia a nenhuma burocracia, mas era tão respeitado que mesmo não tendo nenhum documento que provasse, ele tinha esse cargo. E era realmente um mestre. Mas vamos à aula...

O tema era o amor. Graças a Deus ele não ficava só na psicanálise e visitava outros assuntos para falar do amor... Música, Astrologia, Tarot, Mitologia, História, etc
Mas nessa aula, entre outras coisas ele falou sobre as Quatro Ignorâncias de um Amante, sob o ponto de vista do Pe. Antônio Vieira, lá no ano de 1630....
E elas são:


A Primeira Ignorância de um Amante

Não conhecer a si mesmo

Quando não conhecemos a nós mesmos entramos no estado de identificação e projeção com a outra pessoa. Projetamos no outro aspectos nossos. Não sabemos olhar para dentro e reconhecer os próprios erros, as próprias dificuldades então dizemos que o outro é terrível. Criamos uma lista de culpados pela nossa própria insatisfação.

Conhecer a si mesmo também é estar em contato com nosso Eu Superior, a parte Divina em nós, que sabe dar limites, que sabe perdoar, que não aceita o que é inaceitável. E que ama profundamente, a sim mesmo e ao outro.

A Segunda Ignorância de um Amante

Não conhecer a quem se ama

Quando não conhecemos a essência da outra pessoa criamos expectativas, destruímos a comunicação saudável, acusamos erroneamente o outro, enfim criamos confusão, ilusão e mal entendidos. Queremos que ela nos dê o que ela não pode nos dar, queremos que ela seja perfeita, imaculada, iluminada.

Mas todos temos lados positivos e negativos, não?

A Terceira Ignorância de um Amante

Não conhecer o Amor

O Amor é um sentimento que une, que engloba, que junta. E ele começa trazendo as nossas partes obscuras à consciência. Integrar nossa sombra e transformá-la em Luz é uma obra do Amor. Somente este sentimento tem a capacidade de fazer isto. O Amor coloca a mão na lama porque sabe que quando erguemos as mãos para o céu a lama é transmutada. Sendo assim é possível curar feridas, amenizar o casaço existencial, suavizar emoções pesadas.

Estar em estado de amor significa também aceitar e curar nossos lados sombrios e os lados sombrios da outra pessoa. Porque todos temos um inconsciente repleto de medos, de traumas.... E o Amor sabe disso.

Quando duas pessoas inteiras estão harmonizadas, no caminho, se trabalhando e essas pessoas se relacionam, se amam, com certeza elas estarão gerando muita Luz para o mundo.

A Quarta Ignorância de um Amante

Não saber a hora de parar, mesmo amando.

Quem ama sabe que as coisas mudam, e que há momentos em que é melhor jogar tudo para o vento. O Desapego é necessário. Afinal o que realmente levamos conosco quando morremos? O Amor.

O Desapego é uma grande lição. Ele nos mostra o caminho da aceitação do que É. Ele diminui a nossa necessidade de estarmos sempre certos. Ele nos mostra que a vida nem sempre é do jeito que a gente gostaria que ela fosse e ao aceitar este fato crescemos espiritualmente.

Um grande abraço a todos,

fica aqui a minha homenagem ao Vilson, que já está no mundo espiritual, com certeza ajudando muito por lá....
Cris Boog
www.crisboog.com.br/amor.htm


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