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Os Dois Amigos

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Essa é a história da amizade entre uma águia e uma lebre...

Havia uma floresta com muitos animais, vivendo na mais perfeita harmonia.

Um dia, porém, um filhote de águia caiu de seu ninho. Por sorte não morrera na queda. Estava sozinho no solo da selva. E agora? Como sobreviver? O pequeno pássaro era presa fácil para os predadores da floresta. Assim era a Lei da Selva.

Curiosamente, no mesmo instante da queda do filhotinho, uma lebre passava pelo local, e viu a pequena ave no chão... Resolveu carregá-la para sua toca.

Durante meses a lebre cuidou do filhotinho. Deu-lhe abrigo, comida e carinho. Quando a jovem águia atingiu a puberdade, a lebre foi consultar o “sábio” da floresta, para saber o que deveria fazer em relação ao seu amigo águia.

A lebre, então saiu à noite, deixando a jovem águia dormindo na toca, e procurou a coruja mais velha e sábia da selva. Perguntou-lhe o que deveria fazer.

A coruja compreendia a natureza de ambos os animais em questão, verificou também a sinceridade da amizade e respeito que havia entre a águia e a lebre. Eram como irmãos um para o outro, mas a coruja ponderou:

- Lebre, você não poderá mais manter a águia em sua toca. O destino dela é enfrentar os desafios da vida. Se você ficar sempre a seu lado, seu amigo águia não aprenderá a lição que lhe foi confiada nesta existência. A decisão está em suas mãos...

Ouvindo aquilo, a lebre compreendera o que deveria ser feito. Sabia que seu amigo águia iria relutar perante a separação... Pensando, porém no desenvolvimento das aptidões da águia, a lebre deveria afastar-se...

A lebre resolveu deixar a águia num terreno remoto, longe de sua toca, em seguida, disse-lhe firme:

- Amigo, daqui por diante deverás caminhar sozinho para desenvolveres tuas aptidões. Não posso ir contigo, sei que ficarás triste. Um dia, porém compreenderás que esta separação é para teu bem...

A jovem águia seguiu abatida e chorando, ora de raiva, ora de tristeza, pois não compreendera o gesto de seu amigo.

Passaram-se anos, desde então. Até que um dia a águia voou de volta à toca da lebre e viu seu amigo, já velhinho. Pousou diante dele, e ambos se olharam...

- Amigo lebre, hoje reconheço tudo que fizestes por mim. Venho-lhe agradecer pela maior prova de amizade que você foi capaz de ofertar-me um dia... Descobri que eu podia voar acima das nuvens, desbravar os céus, vencer as tempestades, conquistar meu destino, superar inúmeros obstáculos, pois minha força interior é maior do que todas as barreiras... E essa força, eu só descobri que tinha, graças a você... Que um dia, em um gesto do mais profundo desapego, que só um verdadeiro amigo é capaz de realizar... Abriu suas mãos para que eu pudesse, enfim, voar rumo ao infinito...

(Hellen Katiuscia de Sá)

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