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OS PAIS

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Eles fizeram o melhor que puderam...
Tornou-se um clichê, sobre o qual nós nos sentimos pressionados a tagarelar ao atingirmos a fase adulta.
Nossa infância e adolescência já acabaram e está na hora de seguirmos em frente e perdoarmos nossos pais. Não tão rápido assim. Perdão é um ato importante e amoroso, mas um ato que não tem que ser feito às pressas. Nossos pais podem muito bem ter feito o melhor e merecem ser desculpados, mas fazer isto de forma prematura é boicotar nosso próprio crescimento.
Você não pode entender porque você pensa, sente, age, sofre e a forma como você desorganizou tão completamente a sua vida na fase adulta, sem entender o que seus pais fizeram de errado com você na infância. Espera-se que os pais façam as coisas certas. Quando eles fazem as coisas certas, crianças desenvolvem auto-respeito, paz interna, poder pessoal, confiança, entusiasmo pelos desafios da vida e a habilidade para amar e ser amado.
Mas os pais, com freqüência, nem sempre fazem coisas certas, porque os pais deles não fizeram coisas corretas com eles. Eles passam para a frente qualquer negligência ou abuso, coisas inapropriadas, mal entendidos que eles receberam das gerações anteriores aos seus pais. Eles não podem evitar isso. Ninguém pode. De fato, ninguém é culpado. Essa é a forma como as coisas acontecem.
Todos nós somos prejudicados por isso. Alguns de nós terrivelmente prejudicados, alguns moderadamente prejudicados, mas nós todos fomos prejudicados.
A fim de consertarmos a nós mesmos, temos que elaborar como exatamente nós fomos feridos, qual dessas coisas necessita nossa volta para o passado e nosso aprendizado, de forma completa e com detalhes tão precisos quanto possíveis de como realmente nossos pais nos prejudicaram.
Quais dos sonhos deles foram ridicularizados e quebrados? O que partiu seus espíritos? Que dores eles suportaram que fez com que eles inflingissem dor sobre seus filhos?
Nós temos que olhar longa e diretamente para o tipo de orientação parental que nós e eles receberam.
Conhecer a má orientação para que, dessa forma, nós possamos parar de pensar “nós somos maus” quando somos, de fato, algumas vezes.
Parte do processo de nos tornarmos um adulto que pode realmente perdoar nossos pais envolve gastar tempo olhando, sem medo, para como foi que eles falharam conosco. Nós temos que parar de acobertar Papai e Mamãe se quisermos ver nossa infância (e nós mesmos)claramente.
E vocês conhecerão a verdade e a verdade os tornará livres.
Qualquer coisa que atrapalha o caminho para vermos a verdade sobre os nossos pais não tem utilidade. Negação não é útil, nem preguiça, culpa ou auto-acusação, nem repressão da memória, nem racionalização, nem simpatia inadequada voltada para eles, muito menos qualquer crença, sentimento ou conceito que protege nossos pais de nosso escrutínio.
“Eles fizeram o melhor que puderam” é um desses conceitos. Livre-se dele.
Livre-se dele, mesmo que seja totalmente verdade, porque não é útil neste momento. É um perdão prematuro.
Pegue a verdade de que “Eles fizeram o melhor que puderam” e sele num envelope. Coloque-o numa cápsula do tempo. Não abra até que você tenha explorado com seu terapeuta ou com quem irá ouvi-lo com interesse e compaixão, as mil e uma formas como eles totalmente prejudicaram você.
Se você é honesto e não tiver medo, você permanecerá com seu escrutínio até você saber de cor e categoricamente o quão ruim tudo realmente foi, sem que você tenha medo de pensar ou dizer isso.
Mas você não tem que dizer para eles, se não quer. Você chegará ao ponto onde o que seus pais fizeram ou não fizeram para você não tem mais nenhuma importância e você segue em frente com sua vida como um adulto independente disso.
O propósito não é feri-los ou vingar-se deles. A tarefa de olhar para eles e conhecê-los e, apropriadamente, sentir-se desapontado com eles ou com raiva deles. Isso pode ser feito com um terapeuta, ou um amigo, nas dependências de seu coração. E quando você terminar com esse trabalho, você poderá se perceber capaz de ser bom para com eles pelo resto da vida deles, não importa o que eles fizeram ou não fizeram para você.
Perdoar seus pais não acontece com facilidade. Você não pode comprar esse perdão barato e prematuramente. Você tem que comprar com a coragem necessária para realmente olhar para seus pais. Uma vez que você tenha feito isso, aí então você terá condições de dizer: “eles fizeram o melhor que puderam” Só que, desta vez e pela primeira vez, você dirá com sinceridade e poderá amá-los por isso.

Extraído de "The Transformative Power of Crises”, de Robert e Jane Alter
Tradução: Y. G. Moreira
www.amorexigente.org.br/artigos/divinfset04.html

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