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Reflorestar é preciso


Ao longo dos últimos anos, tenho feito várias pescarias nas represas do interior de São Paulo e o meu prazer, maior até do que o da própria pescaria, é navegar e apreciar a paisagem e a natureza da região. Para quem mora na cidade, olhar para aquelas águas transparentes e o horizonte sem fim é uma maravilha. Porém, sinto tristeza quando penso que tudo poderia ser melhor.
A maior parte das represas possui suas margens devastadas, ocupadas por pastos ou plantações de cana-de-açúcar. Já vi até tratores arando perto da linha d’água.
Uma vez paramos o barco ao lado de um barranco alto com um pequeno trecho de mata natural. Logo percebemos a presença de uma família de macacos que estava se alimentando no alto das árvores. Ficamos ali muito tempo observando a algazarra que faziam e pensando que se existissem mais árvores ao redor das represas, poderíamos ver essas cenas mais vezes.
Sim, é isso mesmo, eu quero que meu filho e netos vejam tudo isso e muito mais.
Precisamos lutar para que as margens das represas sejam reflorestadas.
As matas ciliares servem de refúgio para os animais e contribuem para a formação de ambientes adequados ao desenvolvimento e proliferação dos peixes. Além disso, protegem as margens contra a erosão, e funcionam como filtros naturais, segurando a terra e os produtos agrotóxicos, evitando a contaminação das águas.
O Código Florestal – Lei Federal 4.771, de 15/09/65, define em seu art. 2º que as florestas e demais formas de vegetação natural serão consideradas de preservação permanente, quando situadas ao longo dos rios, ao redor de lagoas, lagos ou reservatórios de água, naturais ou artificiais. Porém, a legislação é tímida, não obriga as usinas hidrelétricas nem os proprietários de terras a recomporem as matas ciliares.

Itaipu: um exemplo

Um exemplo a ser seguido é o da Hidrelétrica de Itaipu que usa a própria natureza para cuidar do seu reservatório. De toda a área ocupada pelo complexo hidrelétrico, 45% são matas nativas ou reflorestadas destinadas a proteger o Lago de Itaipu. Além de ser um espaço para a preservação da flora e da fauna, a Faixa de Proteção é usada contra o assoreamento, erosão e poluição, porque forma uma barreira contra a enxurrada e o vento. Sua largura média é de 217 metros por 2.915 quilômetros de extensão, somando uma área de mais de 65 mil hectares.
Se Itaipu conseguiu fazer isso, qualquer outra hidrelétrica menor também conseguirá. Já existem pequenas áreas de reflorestamento, mas somente com pressão constante da sociedade é que esse processo irá se agilizar e se completar a tempo de ser visto por nossos filhos e netos. Não podemos perder tempo.
Precisamos nos mobilizar já!

Renato Lopes Bleker

Se quiser dar seu apoio para essa luta, mande um e-mail para rlbleker@uol.com.br
https://www.webpesca.com.br/internauta/exibe_art.asp?ART=152

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