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As Cartas de Cristo (Carta 2 - Parte 7) - O fluxo do Poder do Pai na cura

As Cartas de Cristo (Carta 2 - Parte 7) - O fluxo do Poder do Pai na cura
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Quando acordei na manhã seguinte, senti a felicidade viva em mim, com a expectativa das coisas maravilhosas que estavam por vir. Depois de tomar o desjejum, saí com Zedekias para o porto da cidade, com meu coração iluminado de amor por todos os que passavam por mim. Eu os cumprimentava calorosamente, dizendo a eles que tinha “boas-novas” para todos aqueles que quisessem escutá-las.
Quando chegamos ao dique, encontrei homens, mulheres e crianças sentados no chão, esperando por minha chegada. Alguns estenderam suas mãos, implorando. Pareciam muito mal. Outros haviam sido mutilados e muitos outros estavam cobertos de feridas. Meu coração ainda sofria por seu estado lastimável, mas agora também podia alegrar-me porque sabia que não era a “Vontade do Pai” que eles estivessem assim. Muito pelo contrário! O próprio “Pai” era toda a cura, toda a saúde e todo o bem-estar. Eu tinha provado isso na noite anterior e na minha casa. Estava exultante por ser capaz de demonstrar esta verdade maravilhosa para a multidão que agora se reunia em torno de mim.
Um rosto velho e triste chamou minha atenção - uma mulher magra, enrugada e curvada. Fui até ela e me ajoelhei ao seu lado, pondo minhas mãos sobre sua cabeça. Imediatamente senti o fluxo do “Poder do Pai” vibrando pelas minhas mãos em sua cabeça, até que seu corpo inteiro sacudiu com a Força Vital, energizando seus membros. As pessoas, ao verem isso, ficaram atônitas, perguntando o que eu poderia estar fazendo com ela, mas outros acalmaram suas objeções. Gradualmente seus membros começaram a soltar-se, a alongar-se e a endireitar-se; seu rosto tornou-se vivo pela alegria de voltar a sentir sua força. Ajudei-a a se levantar e então ficou de pé por si mesma com todo orgulho. Ela estava tão tomada pela felicidade que começou a chorar, depois riu e dançou, chamando as pessoas: “Louvado seja Deus” dizia ela, “Louvado seja Deus” e outros que ali estavam repetiam o refrão. Todos estavam profundamente comovidos com o que haviam visto.
A aglomeração de pessoas apertando-se contra mim foi tão grande que Zedekias ofereceu-se para controlá-la. De forma organizada e ajudado por outros dos espectadores ansiosos, dirigiu ordenadamente os doentes para mim, para que eu pudesse atendê-los, segundo suas necessidades mais profundas. No final, sentindo-me cansado, meu anfitrião convidou-me a voltar para casa e jantar. Despediu aqueles a quem eu não tinha sido capaz de curar por falta de tempo. Assegurou a eles que eu retornaria no dia seguinte.
Foi uma noite festiva - tanta coisa para falar - tanto para celebrar - tanto para ensinar - tanto para aprender - todos certamente reconheciam naquilo a “boa-nova”. Eu sabia que havia sido aceito por muitos por dizer a verdade do que havia visto no deserto. E assim continuou por muitos dias. As pessoas vinham de longe para ver-me. Zedekias e outros amigos seus me ajudaram a controlar a multidão para que eu pudesse curar e ensinar. O povo ouvia com prazer. Eles falavam entre si sobre o “Pai” e estavam ansiosos por aprender mais a respeito das “correntes e ataduras” que confinam as pessoas na miséria. A aglomeração de pessoas tornou-se tão grande que eu logo percebi que precisava achar meus próprios ajudantes em quem eu pudesse confiar para me auxiliar. Já era hora de Zedekias voltar a conduzir o seu negócio de couro, que ele vinha deixando de lado.
Fui embora para as montanhas para rezar a respeito da escolha dos “discípulos”. Quando veio a mim a convicção de que eu seria guiado para fazer a escolha, retornei a Cafarnaum. Senti um forte impulso para descer pela beira do porto e falar com alguns homens que eu tinha visto escutarem meus ensinamentos com muita atenção. Queria saber se eles deixariam suas redes de pesca para juntarem-se a mim. Quando os chamei, Simão, André, Tiago e João vieram imediatamente, felizes em poder ajudar no meu trabalho de cura e ensinamentos. Outros também se juntaram a mim assim que comecei meu trabalho entre as pessoas. Deixei meu anfitrião, a casa de Zedekias, que me assegurou entusiasmado que eu poderia retornar a qualquer momento.

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