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Não Posso Perder o Controle

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Você tem medo de perder o controle? Controle de quê? O que você quer controlar?

É comum as pessoas que sempre querem manter o controle de tudo, ou de parte das coisas e das pessoas, pensarem que, se perderem esse controle ficarão fracas, enlouquecerão ou se tornarão prisioneiras.

Para não perderem o domínio, investem uma enorme energia para esconder suas emoções e não delegam coisa alguma ao parceiro. O medo de perder o controle leva-as a não se entregarem ao amor, a não se comprometerem profundamente com quem está perto e a viverem num permanente estado de vigilância, querendo saber tudo o que se passa e desconfiando de qualquer coisa que aconteça.

Quem vive assim transforma sua vida num eterno pesadelo no qual o amor, o carinho, a ternura e a confiança não possuem espaço.

Quem sofre do medo de perder o controle associa, consqüentemente, à esta fúnebre crença a errônea idéia de que “se demonstrar amor estará perdido”, ou “o casamento é uma prisão”, ou ainda “o homem(a mulher) não é confiável.”

Essas pessoas, que ainda estão incapacitadas para amar, definem seu ponto de equilíbrio muito perto da solidão e, para não ser ameaçadas de ter de dar um passo à frente, decidem manter o controle sobre tudo e sobre todos. Tal conduta as impede de tomar conhecimento de sua mais terrível realidade, isto é, de constatar a sua própria insegurança e a desconfiança em si mesmas. E, de forma paradoxal, escondem de si mesmas a total falta de controle interno sobre sua própria pessoa.

Assim é o sistema de crenças negativas - a sabotagem da relação. Quando a pessoa está envolvida em suas crendices e percebe que está sendo amada por alguém, o seu pensamento mágico encontra mais uma saída para não aceitar esse amor: convence-a de que o outro, que a está amando, tem provavelmente algum problema. Pois, se assim não fosse, “ele(a) não a(o) teria escolhido”.

Esse sistema segue sempre uma linha comum de ação. Primeiro, acredita-se que o que se pensa é verdade. Conseqüentemente, ao se deixar esse pensamento tomar conta, aparece a sensação desagradável de rejeição, abandono, insegurança, frustração, impotência, etc. Como essas emoções são por demais incômodas, atua-se no sentido de parar de senti-las. Mas essa ação estará apenas reforçando a crença.

Quem pensa que ninguém o ama, e se sente rejeitado por isso, vai procurar nunca se aproximar de alguém especial. Não se aproximando, para fugir da possibilidade de sentir a dor da rejeição, acaba ficando sozinho, o que reforça a idéia fixa de que ninguém o ama.

Muitos casais afirmam que se amam, mas pode ocorrer que o que realmente lhes dá prazer e gozo é o fato de um estar longe do outro, pois só são felizes consumindo-se pelo impossível. Neste caso, a crença pode ser: “Tudo que é bom é complicado”. E, então, passam a viver procurando situações com obstáculos, porque, se eles não existirem, faltarão motivações para estar juntos.

Muitos atraem para si, em determinadas circunstâncias, justamente o que pretendem evitar. É como se fosse uma predição. É a expectativa, o temor, a convicção ou a simples suspeita de que as coisas evoluirão em um sentido e não no outro. Não é vista, no entanto, como mera expectativa, mas sim como realidade iminente, contra a qual tem-se de tomar medidas preventivas. Só o fato de encarar a crença como possibilidade real já é suficiente para render-se a ela. De uma forma não consciente, planejam-se ações que aparentemente são para combatê-la, mas que acabando “provando” que ela é uma verdade irrefutável.

Como parar a interferência das crenças nas relações amorosas?

O primeiro passo é identificar quais crenças atrapalham mais a sua vida e perceber o que você está fazendo para acreditar nelas. Num segundo momento, agir com base na realidade, analisando quais são as opções concretas, existentes para os dois a cada encontro. O terceiro passo é desenvolver uma atitude de confiança perante si mesmo, perante o ser amado e diante da vida. Exercitar as crenças positivas, acreditar que se pode viver um grande amor, que também o próximo quer encontrar uma forma de ser feliz e que, se os dois quiserem, amar pode dar certo.

Do livro "Amar Pode dar Certo", Editora Gente.
Roberto Shinyashiki


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