Eu estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo - disse o ex-roqueiro John Lennon.
Se você ainda não se encontrou em lugar algum, isso não causa nenhum espanto. Acontece com a maioria das pessoas.
Tem gente que se sente tão distante de si mesma, que se pergunta com extrema preocupação: "Pára um pouco, cara, e me diga: onde você está!?"
Conheci uma pessoa muito complicada, metida em tamanha confusão mental, que, depois de muito examinar-se, indagou a si mesma: " Ei, tem gente aí dentro?"
Perguntinha: Que acontecerá quando você se encontrar consigo mesmo?
Terá agradável surpresa ou tremenda decepção?
Vai gostar de se ver no seu espelho interno ou tentará quebrar o espelho?
Há pessoas que têm o mau hábito de avaliar-se pelos pequenos erros e fracassos cotidianos.
Uma contrariedade daqui, um imprevisto dali e o indivíduo acaba somando tudo e achando que a vida está pior que briga de foice.
Agir assim é o mesmo que dizer que o oceano são aquelas gotas que se perdem nas areias da praia a cada movimento da maré.
Esses viventes não olham a dimensão majestosa e incomensurável do oceano, mas a insignificância da espuma que morre na praia.
Medir-se pela casca, e não pelo cerne, é a causa de tantos desgostos e desânimos, porque a casca, por ser exterior, pode ser machucada, cortada, sujada, pichada.
Pode. Mas o que importa é o cerne.
Não é a casca que faz a árvore, mas o cerne.
A casca tem contato com o mundo exterior e está sujeita a ele; o cerne não.
Se você vive a vida apenas da casca, sofrerá os efeitos dos embates exteriores.
Se centrar sua vida no cerne, como deve ser, nada abaterá sua verdadeira vitalidade, pois ele é a essência.
E a essência é a divindade imanente.
O cerne é sua realidade intrínseca.
O oceano é a sua dimensão interior.
Sua vida não é a roupa que você veste.
Quando ocorrem situações desagradáveis, lembre que, por enquanto, foi atingida apenas a casca, a roupa, o exterior.
O cerne começa a ser corroído no momento em que você interioriza essas situações, transformando-as em focos emocionais negativos.
Você pode não ser a causa primeira das situações, mas sempre será a causa primeira da interiorização.
Somente afeta a sua vida o que for interiorizado e da maneira como for interiorizado, tanto as coisas negativas quanto as positivas. A interiorização negativa gera sofrimentos, tristeza, raivas, depressão, enfermidades.
A interiorização positiva fortalece a vida, produz energias benéficas, causa bem-estar, levanta o astral e revigora a auto-estima.
Cuide do seu mundo interior e ele cuidará do seu mundo exterior.
Lauro Trevisan
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5/1/2006 4:53:25 PM -
ADOREI SUAS ESCRITAS. VC ESCREVE COM A ALMA. PARABENSSSSSSSSS!!
4/21/2006 4:27:37 PM -
Realmente temos que "olhar" para dentro de nós mesmos sem medo, já tive uma experiência neste sentido foi muito boa! Acredito que esta busca interior é muito importante e nos ajuda muito, o conhecimento de um modo geral é muito bom, porque não conhecermos nós mesmos a fundo? Na minha experiência, pude ver alguns pontos negativos, fiquei assustada mas tentei me corrigir! Tenho saudade desta minha experiência... foi ótima! Adorei seu texto, parabéns!!!
4/20/2006 5:17:07 PM -
Campo Grande - MS, 20.04.02006 Olá, não resisti, deixo meu comentário registrado. Aconteceu comigo. Até o ano 2003, eu não sabia quem eu era. Certa vez olhei-me no espelho e perguntei "quem é você?" - foi horrível, chorei das 2 da manhã até as 4:30 h. Levantei com a fisionomia horrivel, mas aquela pergunta não saia da minha cabeça. Após isso fui me encontrando, juntando pedacinhos de mim. Sempre li bons livros e um deles me ajudou a me encontrar e principalmente a dar uma virada de 180 graus na minha vida. Após 10 meses de arrumação interna eu me encontrei. Olhei no espelho e adorei me ver. E chorei muito, mas desta vez foi de felicidade. Hoje me sinto completa, inteira e graças a Deus sou feliz e faço alguém também feliz e sem dependência. Temos que ser honestos e sinceros com a gente e ter bastante coragem para se olhar no espelho e perguntar quem somos nós.
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