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As nossas histórias de amor



"...it´s time to be a big girl now, and big girls don´t cry..."
Fergie

Histórias de amor, nós escutamos muitas. O tempo todo. Algumas têm finais felizes, outros meio, outros fins. Algumas começam por um acaso... aliás, acho que a maioria começa por acaso, num dia em que você, definitivamente, não estava pensando em se apaixonar.

E apaixonar-se é, de fato, uma coisa muito estranha. De repente você olha aquela pessoa de um jeito diferente. Ela lhe causa algo, algo que você não consegue entender o que é. Lembro-me de uma paixão à primeira vista que tive uma vez, nos corredores da faculdade. Olhei de longe e vi um homem alto, bem branquinho e de cabelos negros com um olhar penetrante e misterioso. Ele não me viu, ou pelo menos não reparei nisso, mas parecia que um holofote estava bem em cima de sua cabeça, ofuscando todos os outros alunos daquele corredor. Ele simplesmente se destacou na multidão, fez meu coração disparar. Por um momento eu não via mais nada, mais ninguém. As pessoas falavam comigo, eu não conseguia entender, mas estava prestando atenção. Por incrível que pareça, tudo o que consegui pensar foi "É, bonitinho!". E talvez se eu não tivesse continuado o curso e virado sua amiga, a paixão nem teria se desenvolvido. Ou teria?

Será que os livros de romance estão certos e o amor é mesmo uma coisa predestinada na nossa vida? Será que combinamos com as almas os nossos encontros amorosos antes de encarnarmos? Será que todo o encontro amoroso está destinado ao final feliz?

Bem, as duas primeiras perguntas são bem difíceis de responder. Mas com 31 anos e um pouquinho de experiência eu já sei de uma coisa: nem todas as histórias de amor têm finais felizes.

Lembro-me também do meu primeiro amor. Eu, uma menina de cinco ou seis anos. Ele, meu vizinho bonito (mas que se relevou, mais tarde, ordinário). Ele me deu uma margarida (sabe, daquelas que fedem?) que roubou do quintal da vizinha da frente. Pediu que eu abrisse a minha bolsinha de vime, presente de Natal de uma tia, e colocou a margarida fedida lá dentro. Eu carreguei aquele cheirinho ruim na minha bolsinha por meses. Era o primeiro presente que eu ganhava de um homem (melhor dizendo, menino) apaixonado. E foi tão legal que nunca mais esqueci.

Essa história não terminou bem. A história do moço da faculdade também não. Mas, meu Deus, como eu me diverti! Era tão legal querer chegar mais cedo pra me sentar ao seu lado nas primeiras carteiras. Era tão legal abrir a bolsinha e sentir o cheirinho fedido de margarida lá dentro. Como é bom sentir que você é desejada, que existe alguém no mundo que quer ficar com você, quer namorar você! Como é bom se divertir com essas histórias de amor. Está certo que em muitas delas eu me arrependo de muita coisa. Arrependo-me de não ter ditos tantos "Eu te amo" como eu gostaria. Arrependo-me que ter deixado de falar, de tentar. Ou de ter falado demais, de não ter tido paciência. Mas hoje, fazendo uma bela retrospectiva, acho que ganhei muito mais do que perdi.

Ganhei cada vez que via o meu amor passando por mim. Ganhei com cada frase de carinho, de admiração, de apoio, de amor. Ganhei com cada margarida, cada rosa, cada folha de alface que recebi. Ganhei com cada beijo, cada promessa, cada plano de ficarmos juntos para sempre. E ganhei, principalmente, uma certeza que essa brincadeira é uma delícia e que faz parte da nossa vida mesmo que não tenha o final igual ao da novela. Porque na novela eles nunca mostram os amores antigos dos personagens e sempre parece que é a primeira vez que a pessoa se apaixona.

Talvez as histórias não tenham tido os finais que eu queria. Talvez não tenha nada de cinematográfico nos primeiros beijos, nas primeiras declarações de amor. Mas são as minhas histórias. Minhas queridas histórias. Histórias que eu tive que aprender a aceitar e a desapegar. Amores que tive que deixar de amar. Frases que tive que deixar de dizer. Mas minhas histórias, só minhas, de mais ninguém.

Com certeza você também tem as suas histórias. Com certeza recebeu a sua margaridinha fedida ou qualquer outro presente bobo do seu primeiro amor. E talvez fique pensando, se culpando e se arrependendo de algumas coisas também. Eu sei que fiz aquilo que a minha consciência me permitia fazer. Perdôo os meus erros e os erros daqueles que eu amei na vida. Perdôo e continuo procurando o meu final feliz, definitivo ou não, ou somente mais algumas histórias boas e divertidas. O importante é que eu estou vivendo amando muito e sendo muito amada!

O resto, a gente dá um jeito! Sempre damos, não é mesmo?

Texto revisado por Cris

Publicado dia 25/11/2007

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Autor: Andrea Pavlo   
Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa.
E-mail: contato@andreapavlo.com | Mais artigos.

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