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CURTINDO FERIDAS... PEDIDO DE SOCORRO!



Eles se ferem e colocam suas vidas em risco, abrindo cortes e deixando marcas no próprio corpo! Jovens depressivos, angustiados, descontentes, com baixa auto-estima e dores internas refletidas no seu corpo. Parece filme de masoquismo, mas não é. É a vida real. Primeiro a anorexia e bulimia agora a automutilação. Também chamada de "cutting" (em inglês "cortar-se"), se você não sabe, essa prática está se tornando cada vez mais frequente entre os jovens.

Muitos pais só descobrem que os filhos se cortam por acaso. A maioria desses jovens que agride o próprio corpo costuma fazê-lo escondido, principalmente da família.
Eles escolhem partes do corpo que podem ser escondidas, como pernas braços e barriga, e costumam usar blusas de mangas compridas para esconder as cicatrizes.

O que faz um jovem abrir cortes no próprio corpo? Ausência da família? Insegurança? Falta de afeto? Transtorno de personalidade? Transtorno Afetivo Bipolar? Síndrome Borderline? Humor instável com sintomas de depressão, medo e preocupação obsessiva de abandono, entre outros...

Nem todos os que se cortam sofrem de uma dessas patologias, mas tudo é um ato de desespero e todos precisam de ajuda.

Por que a dor? Para melhor compreender, existem os componentes químicos que atuam no cérebro determinando os estados de humor e que também entram em ação quando o corpo é agredido. Ele liga a dor do corte com o alívio temporário da angústia. E isso faz com que ele libere endorfina (substância que dá sensação de prazer). Surge, então, a tendência de repetir aquilo para ter a sensação boa de novo. E a prática, muitas vezes, se torna compulsão...

A Associação Americana de Psicologia, como divulgado em reportagem da revista "Time" sobre o "cutting", indica que entre 14% e 39% dos adolescentes americanos já praticaram algum tipo de automutilação. "Eles dizem que ver sangue alivia a ansiedade, a tensão ou a dor psíquica."

Morte simbólica? Micro suicídio? Protesto? NÃO! Isto é um pedido de socorro...

Leia os depoimentos extraídos da Revista da Folha:

... "Corto, faço riscos ou faço desenhos, no meu quarto, ou quando estou chorando, em momentos de tristeza. Não sinto dor nenhuma, porque a dor ‘de dentro’ é muito maior. Sinto alívio e um tipo de alegria por saber que tenho algum poder sobre mim mesma."

... "Na primeira vez em que me cortei, eu não sabia o que estava acontecendo. Depois de uma briga em casa, corri para o banheiro, minha intenção era tomar um perfume, aí abri uma gaveta e achei um estilete. Só caí em mim quando passou a raiva. Olhei para o meu braço e fiquei assustado, eu nunca tinha pensado em fazer isso, tenho medo de agulha. Parecia que eu tinha tomado alguma coisa, nunca tinha sentido aquilo. Mas percebi que aliviou. Aí, em qualquer estresse, você recorre", conta.

... "Antes de me cortar eu chorava, ficava desesperada, mas quando via o sangue e as marcas, me sentia aliviada..."

... "Me cortando, chorando, escrevendo... Mas só me cortando eu consigo me acalmar. Só de ver o sangue saindo dá uma paz, a pressão sobre mim acaba, pelo menos por alguns instantes."

... “Uso uma lâmina de barbear para me cortar. Já fui hospitalizada duas vezes. Uma vez fui parar no pronto-socorro por causa de um corte profundo.”

Os adolescentes que ferem a si mesmos, em geral, se sentem impotentes, têm dificuldade de expressar seus sentimentos, sentem-se isolados ou excluídos, têm medo e baixa auto-estima. Solidão, frustrações, insegurança, cobranças e/ou abandono da família... Tudo isso pode estar na causa.

São essas atitudes que eles encontram para fugir da angústia, descarregar a tensão e diminuir a tristeza, extravasando em si mesmos a dor física expressando dor emocional. Para a pessoa que se corta o conflito é intenso. O corte é na sua alma, é um pedido de socorro.

O fato deles não conseguirem traduzir seus sentimentos angustiantes em palavras e expressá-los, isso pode fazer com que as pressões na escola, as cobranças no trabalho ou os problemas em casa pareçam esmagadores. A pessoa não vê solução e sente que não tem ninguém para desabafar. E sua tensão fica insuportável. Daí, ela descobre uma coisa: quando fere fisicamente a si mesma, parece encontrar algum alívio para a angústia, sente que pode ir em frente... pelo menos por mais algum tempo.

Os que não conhecem esse distúrbio podem confundi-lo com uma tentativa de suicídio. Mas geralmente não é isso. De maneira geral, essas pessoas estão tentando acabar apenas com a dor, não com a vida.

Estranho como possa parecer, o hábito de ferir a si mesmo “assusta os pais, deixa os professores confusos e desafia os médicos.” Médicos dizem que a automutilação “pode se tornar um dos piores vícios conhecidos pela medicina. O importante é o mundo adulto dar o ombro, as mãos, apoio para esses jovens, porque eles não são capazes de lidar com isso sozinhos." Esses adolescentes precisam de ajuda, antes que toda essa juventude se torne adulta de modo a criar uma epidemia de pessoas sem perspectiva de vida.

É preciso compreender, amparar, buscar ajuda profissional, proteger e amar esses seres tão frágeis e tão fortes, enfatizando a capacidade que eles tem de aprender a fechar os próprios cortes curando-os e não curtindo suas feridas...

Márcia - Psicoterapeuta/Psicanalista
Consultório I -(11) 5062.7806 - Jdim Saúde - SP - Brasil
Consultório II -(11) 5051.1356 - Moema - SP - Brasil
Celular - (11) - 99118.96.22
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Publicado dia 23/8/2007
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Autor: Márcia Malvazzo Almeida   
Psicoterapeuta,Terapeuta Holística, Psicanalista, atende em São Paulo, trabalha com resgate da autoestima e autoconhecimento. Atua na área da Medicina Complementar, participa de Congressos, Seminários. Também Acupunturista, trabalha com Neurolinguística, Florais de Bach, entre outros. Palestrante, escreve para Jornais, Revistas, Newsletter
E-mail: m.malvazzo@hotmail.com | Mais artigos.

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