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EMANCIPAÇÃO DA ALMA: Sono, sonhos, viagem astral e sonambulismo I



"Não somos seres humanos tendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais tendo uma experiência humana." - Pierre Teilhard de Chardin

Com esse conceito em mente torna-se mais fácil compreender tudo o que a maioria das tradições espiritualistas explica a respeito do sono e dos sonhos.

Mesmo estando ligado a um corpo físico denso e pesado, o espírito jamais perde sua característica principal: é sempre um espírito. A condição de encarnado é apenas passageira e muda várias vezes durante a sua evolução espiritual. A condição verdadeira, definitiva e permanente é só a espiritual. A física ou humana é apenas temporária e circunstancial. Assim, mesmo quando encarnado, o espírito mantém suas capacidades espirituais, ainda que limitadas e parcialmente adormecidas em função da ligação com um corpo físico.

O sono nada mais é do que um retorno temporário e parcial ao mundo espiritual. Quando o corpo físico adormece e a sua atividade metabólica diminui bastante por causa do sono, o espírito é quase que automaticamente jogado para fora do corpo físico, podendo se movimentar livremente sem o peso desse corpo. Como se trata de um espírito encarnado, há um elo que o mantém ligado ao seu corpo, elo esse conhecido como cordão de prata pelas tradições espiritualistas orientais.

Durante o sono, a atividade cerebral diminui bastante, fazendo com o que o indivíduo entre em estados alterados de consciência, os quais propiciam a soltura do espírito do corpo físico. Durante esse desligamento temporário do espírito, também conhecido como projeção da consciência ou viagem astral, ele pode se movimentar com relativa facilidade no mundo astral recuperando, inclusive, grande parte de suas capacidades psíquicas como a clarividência, a clariaudiência, a precognição, etc.

Como o espírito não se encontra limitado pelo peso e densidade do corpo físico, ele amplia seus sentidos, podendo entender e perceber melhor tudo o que se passa à sua volta. Desse modo, não só as coisas materiais ganham nova perspectiva para ele, como também as próprias dimensões espaço-tempo deixam de existir, permitindo-lhe ver cenas do passado e/ou outros lugares do mundo ou do univeso, como também pressentir, com alguma exatidão, acontecimentos futuros.

Durante esses passeios espirituais, o espírito pode desenvolver várias atividades que refletem em gênero e qualidade as características morais, intelectuais e espirituais do indivíduo.

Assim, durante o sono do corpo físico um espírito pode encontrar outros espíritos, desencarnados ou encarnados, também em horário de sono e desprendidos de seu corpo físico; pode participar de cursos, palestras, trabalhos e eventos no plano astral; pode atuar em assistências, socorros e orientações de todos os tipos, etc. Mas ele pode, também, de acordo com suas próprias preferências, ser vítima de orgias, sessões de consumo de drogas, assaltos energéticos, brigas, discussões, ataques, etc. Tudo dependerá apenas da lei das afinidades que garante que atraímos situações, pessoas e fatos que têm afinidade com as nossas próprias criações interiores.

Vemos, assim, que muitos dos nossos sonhos e pesadelos são, na verdade, uma lembrança fragmentada e distorcida de eventos vividos no mundo espiritual durante o desprendimento natural do sono comum de todos os dias. Muito embora essas lembranças pareçam desconexas e absurdas, muitas delas são bastante verdadeiras e, se não entendidas conscientemente, podem ser compreendidas inconscientemente, vindo a trazer benefícios ou malefícios para o espírito em sua vida material, dependendo de seu conteúdo e da carga emocional e energética que proporcionaram.

No entanto, nem todas as lembranças que trazemos do nosso sono estão relacionadas às nossas experiências de emancipação espiritual. Há também o que se chama de sonho fisiológico, que se caracteriza pela criação mental de situações e imagens relacionadas a preocupações ou assuntos cotidianos, profundamente enraizados na mente do encarnado durante o seu estado de vigília. Nesses casos o cérebro encontra-se tão sobrecarregado com os próprios pensamentos e preocupações que cria todo um contexto onde esses mesmos assuntos possam continuar a ser vividos.

Esse tipo de sonho nada tem a ver com os passeios espirituais. Na verdade, nesses casos, o espírito, na maioria das vezes, nem sai nem de perto de seu corpo. Ele adormece também e flutua ligeiramente acima de onde o corpo físico está descansando, permanecendo assim durante longo tempo.



Parte 2

Texto revisado por Cris

Publicado dia 9/2/2007

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Autor: Maísa Intelisano   
Psicoterapeuta com formação em Abordagem Transpessoal, Constelações Familiares, Terapia Regressiva, Florais de Bach e Reiki II, é também tradutora e revisora; palestrante e instrutora em cursos sobre espiritualidade e mediunidade; e fundadora e presidente do Instituto ARCA de Mediunidade e Espiritualidade.
E-mail: maisa@maisaintelisano.com.br | Mais artigos.

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