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Espiritualidade e Relacionamento



Considerando que a vida é uma escola, o relacionamento é a sua universidade. É através dos relacionamentos, principalmente com o parceiro, que mais se pode aprender e crescer. Nascemos homem e mulher, e um anseia pelo outro, pois precisamos um do outro; precisamos unir-nos ao “outro” física, emocional e espiritualmente. Este anseio está incorporado ao código genético, e a busca do parceiro da vida ocupa uma posição central na vida humana.

Somente o contato real de uma pessoa com outra estabelece, na personalidade como um todo, as condições que constituem os pré-requisitos da verdadeira união e unidade interiores. Portanto, esse impulso manifesta-se como uma grande força, atraindo uns para os outros, tornando a separação dolorosa e vazia.

Assim, a força vital é permeada desse impulso e de prazer supremo em direção aos outros. Vida e prazer são uma coisa só. A vida, o prazer, o contato com os outros, a união com os outros são a meta do plano cósmico.

A palavra relacionamento não se associa apenas a seres humanos. Na verdade, essa palavra aplica-se a tudo, até mesmo aos objetos inanimados, aos conceitos e às idéias, às circunstâncias da vida, ao mundo, a pensamentos e atitudes. O leque de possibilidades de relacionamento é muito amplo.

Não há relacionamento sem uma visão comum. Nessa visão comum há a dança de forças vibrando tanto interna quanto externamente, interagindo e misturando-se. Na amizade, que é a forma mais pura e mais elevada de amor, há sempre igualdade. Há um dar incondicional, não uma exigência ou troca de amor; há a aceitação do outro e não uma exigência para que seja diferente.

O relacionamento constitui o maior desafio para a pessoa, pois é apenas no relacionamento com os outros que os problemas não-resolvidos, ainda presentes na psiquê individual, são afetados e ativados. Muitas pessoas evitam a interação com seus semelhantes, para poder conservar a ilusão de que os problemas decorrem do outro, já que só na presença deste, e não no isolamento, é que surge a sensação de perturbação.

O tipo de relacionamento mais desafiante, espiritualmente significativo e propício ao desenvolvimento é o relacionamento entre um homem e uma mulher. A força que reúne duas pessoas no amor e na atração, e o prazer envolvido, são um pequeno aspecto do ser na realidade cósmica. É como se cada entidade criada conhecesse inconscientemente a ventura desse estado e buscasse concretizá-la, da forma mais poderosa que a humanidade tem a seu alcance: o amor e a sexualidade entre homem e mulher. A força que os une é a mais pura energia espiritual, que dá uma idéia do mais puro estado espiritual.

Quando um homem e uma mulher ficam juntos num relacionamento mais duradouro e comprometido, a capacidade de conservar e até mesmo de aumentar a felicidade depende totalmente da forma como um se relaciona com o outro.

As dificuldades que surgem no relacionamento sempre são sinais de que algo não foi cuidado. Elas são uma mensagem clara para quem quiser ouvir. Quanto mais cedo for ouvida, mais energia espiritual será liberada, possibilitando a ampliação do estado de felicidade e do eu interior dos dois parceiros.

Relacionamentos adultos saudáveis baseiam-se em liberdade e igualdade. Liberdade de expressar livremente os próprios desejos e necessidades; igualdade no sentido de cada pessoa estar no relacionamento por si mesma, e não para servir o outro.

Quase todos os relacionamentos começam com a atração mútua dos indivíduos através dos sentimentos positivos e do prazer. Na maioria das vezes, porém, com o passar dos anos o prazer desaparece. Os sentimentos positivos tornam-se negativos, e o ressentimento aumenta. Sem o sentimento de ser livre e igual, o indivíduo sente-se insatisfeito e aprisionado.

A maioria das pessoas busca relacionamentos para fugir de si mesmas. Nos relacionamentos temos a oportunidade do aprimoramento, aprendizado e crescimento. Uma das coisas mais importantes que podemos aprender com um relacionamento é o que ele pode nos ensinar a nosso respeito.

Os relacionamentos podem ser espelhos surpreendentes. Alguns são como a sala de espelhos de um parque de diversões: refletem uma imagem, que pode ser distorcida. Outros, são como espelhos de aumento ou de redução: fazem com que tudo que refletem pareça maior ou menor do que a realidade. Alguns são espelhos da nossa escuridão interior, outros, refletem com nitidez a luz. Raramente encontramos um que reflita ambas. É este o tipo do qual fugimos ou que prendemos em nosso coração com aros de aço.

Os relacionamentos ocorrem em nosso interior e são mantidos com todas as pessoas e coisas que encontramos no decorrer da vida.
O relacionamento perfeitamente amadurecido e espiritualmente válido precisa estar sempre ligado ao crescimento pessoal. No momento em que é percebido como irrelevante para o desenvolvimento interior e, por assim dizer, abandonado à própria sorte, ele começa a tropeçar. Somente quando os dois parceiros crescem até o máximo do seu potencial é que o relacionamento pode tornar-se mais e mais dinâmico e vivo. Esse trabalho precisa ser feito individualmente e em conjunto. Se o relacionamento é encarado dessa maneira, seus alicerces se apoiam na rocha, não na areia. Medo nenhum jamais criará raízes em tais circunstâncias. Os sentimentos se ampliam, e aumenta a segurança de cada um, e em cada um. A qualquer momento, cada parceiro serve como espelho do estado interior do outro e, por conseguinte, do relacionamento.

A fusão espiritual é sempre o resultado natural da fusão nos planos físico, emocional e mental. A existência de fusão nesses três níveis significa que as partes envolvidas precisam ser seres muito desenvolvidos espiritualmente, ativamente engajados ou envolvidos num caminho espiritual.

O relacionamento não deixa de ser uma aventura muito arriscada empreendida pelo ser humano. É a tentativa de resgatar os laços afetivos que foram rompidos pelos medos e frustrações, experimentados no decorrer da vida e pelos conflitos internos que repousam como um vulcão, prontos para explodir a qualquer momento.

O relacionamento move o interior, dilata as veias, inquieta, pelo fato de trazer à tona aquilo que ficou inacabado. A interação entre pessoas tem como objetivo religar-se, estabelecer um contato íntimo com o nosso interior, e, inclusive, a lapidação interna, a fim de que possa emergir o novo Ser. A convivência é o verdadeiro campo de batalha para vencermos a nós mesmos e desafiar os outros a vencerem a si próprios. Encontramo-nos no outro, quando vemos em seus olhos a janela de nossa alma e percebemos que o Todo está ali. Compreendendo, então, o amor, passamos a ver em tudo a imagem de Deus, porque tudo O lembra e, Ele está em tudo.

Retirado da Monografia “Análise Bioenergética e Espiritualidade: Eis a questão” arquivada na biblioteca da UEMG – FaE- Belo Horizonte. Autoras: Leonila Maria Meinerz, Maria Coely de Matos, Maria Isabel de Oliveira, Maryalle Rabelo Pires Martins, Telma Drumond Carvalho.

Texto Revisado

Publicado dia 13/9/2018
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Autor: Maria Isabel de Oliveira   
Maria Isabel de Oliveira tem formação em Cosmobiologia e Naturopatia, especialização em Fitoenergética e pós-graduação em Análise Bioenergética.
E-mail: marybelterapeuta@gmail.com | Mais artigos.

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