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Novos conceitos espirituais: por que não consigo perdoar?



A Lei do Perdão é uma das mais incompreendidas leis da espiritualidade.
Em se tratando de relacionamentos amorosos então, como é possível perdoar aquele que trai nossa confiança? Como é possível perdoar uma pessoa com quem você “perdeu” tanto tempo com total dedicação?

O brasileiro tem propensão a acreditar que tudo de ruim que lhe acontece, vem de fora, do mal, que é “coisa mandada”.
E quando acontecem coisas boas? Ah... veio de Deus! Foi Deus quem me deu! Se Deus fecha uma porta, abre outra!
É como se a pessoa fosse um fantoche, manipulado pelo bem e pelo mal, mas dele mesmo, nada acontece. É nisso que a maioria acredita. Nunca é por causa dele!
E a turma dos injuriados se divide em dois: o que jamais vão perdoar e o que já perdoaram faz tempo.

Os que jamais vão perdoar são vistos como cruéis e rancorosos. Dia e noite se consomem em dor, por acontecimentos que já duram uns vinte anos ou mais. Gostam de culpar os pais e os outros por tudo e se lembram de cada detalhe, do dia da traição. De tempos em tempos, a dor lhes volta à memória com força total, como se tudo tivesse ocorrido ontem.
Os que perdoam fácil estão sempre padecendo do mesmo mal. De tempos em tempos, alguém lhes causa uma dor imensa e quando a dor termina, começa outra. Perdoam tudo por fora, mas por dentro clamam por justiça, alegando uma inocência eterna, um karma que nunca termina.
Ambas as situações são conflitantes e trarão consequências graves como doenças crônicas ou incuráveis e solidão.

Então, como podemos enfrentar de forma positiva situações de traição?
Você não consegue perdoar os outros? Que ótimo!
Você não precisa perdoar ninguém, porque tudo o que lhe acontece, foi atraído por você mesmo! De modo que a única pessoa que precisa de perdão depois de uma traição, é você! Se perdoe! Infinitamente! Acima de tudo, se perdoe!
Você precisa entender que todo poder que o outro tem sobre você, é apenas e tão somente o poder que você deu a ele! Essa é a regra de ouro para defesa energética!

“O vampiro só entra na casa quando é convidado pelo morador!”. Em todo filme de vampiro se ouve isso, e é real!

Em toda situação de conflito existem duas versões: a do agredido e a do agressor. Por isso nenhum dos dois tem condição de ser juiz. Quando você perdoa, você já julgou o outro, concluiu que a culpa foi dele e “apesar disso”, você o perdoa!
O outro na maior parte das vezes, nem vai ficar sabendo do seu perdão, de modos que o seu sentimento de perdão, só serve para você mesmo!
Por outro lado, o seu sentimento de ódio contínuo significa que o poder que você deu para o agressor, é tão grande, que continua te agredindo até os dias atuais.

Você cria um tipo de demônio pessoal, contra você mesmo, que é alimentado por você todas as vezes em que está odiando. Essa criatura tem corpo, está viva e às vezes tem até o rosto do agressor. Do ponto de vista energético, um bom clarividente pode mesmo enxergar este ser, criado pela pessoa que odeia.

Por outro lado, uma mãe que abençoa diariamente um filho, por exemplo, também tem a capacidade de criar um tipo de anjo, que realmente vai proteger seu filho, enquanto ela o alimentar com sua energia amorosa.

Quando sentir ódio e não conseguir perdoar o outro, se lembre que de algum modo, você permitiu que ele fizesse o que fez. E mesmo que em alguns casos você não encontre mesmo nenhum motivo para ser traído, a Cabalá Mágica diz que a justiça procura a injustiça em muitos mundos. Seja sincero e se pergunte: Será mesmo que eu nunca desconfiei que seria traída(o)? Será mesmo que nunca vi um sinal sequer, de que o outro não era quem eu imaginava que fosse?

Por que o outro tem o arbítrio de fazer o que quiser, até de trair. O outro pode, mas não deveria.
Traição envolve arbítrio e escolha, mas não culpa. Quem trai não se sente culpado, aliás, ele costuma jogar toda culpa justamente no que foi traído.
Como sempre digo para meus alunos, apague a palavra culpa da sua vida e comece a usar a palavra responsabilidade.
A partir do momento em que você assume que ignorou todos os sinais que o universo lhe mandou sobre o outro e você preferiu fingir que não estava vendo, você para de sofrer, se perdoa e a história para de se repetir.
Então, o problema não é ter sido traído e sim o que você pretende fazer, para que a história não se repita.

Seu cérebro atrai tudo aquilo de bom e de ruim, em que você estiver focado. Se você continuar nutrindo a “traição do outro”, as traições vão continuar ocorrendo, porque seu foco está na traição do outro e não no seu próprio perdão, por ter ignorado todos os sinais que o universo lhe mandou.

Texto Revisado


Publicado dia 26/5/2018
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Autor: Rosana Ferraz Chaves   
Oraculista, sensitiva e escritora. Se dedica aos estudos de anjos, baralhos e tarots antigos, ministra cursos de oráculos, neurolinguística. Desenha mandalas e cria perfumes mágicos em seu atelier. Autora do livro Magid - O encontro com um anjo.
E-mail: rosanafch@yahoo.com.br | Mais artigos.

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