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O dia dos (sem) namorados

por Andrea Pavlo

Publicado dia 9/6/2008 em Almas Gêmeas

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Estou apaixonada! Apaixonada por uma pessoa maravilhosa! Ela tem 32 anos, é solteira, super inteligente e bonita. Gosta das mesmas coisas que eu: cinema, chocolate, Sex and the City e livros, muitos livros. Ela é engraçada, divertidíssima e, na maioria das vezes, está com um bom humor incrível. Usa roupas muito legais e é bastante espirituosa.

Claro que ela tem os seus defeitos. Está com uns quilinhos a mais e costuma ser meio preguiçosa com os exercícios físicos. Às vezes encana com umas coisas que não tem nada a ver, é meio ciumenta com as suas coisas e meio orgulhosa. Mas está sempre, sempre do meu lado. Sempre me apóia em tudo o que eu for fazer. Quando me sinto meio down ela fala “força garota, você consegue”.

Está me ajudando com umas coisas importantes na minha vida. Ajudando-me a ser mais disciplinada, a acordar mais cedo e a nunca dar ouvido às críticas das pessoas que tentam me colocar para baixo. Ela sempre acha que vale a pena! É tão legal. Ela é minha terapeuta, minha amiga, minha confidente, minha amante! Ela é eu mesma!

E nesses tempos de dia dos namorados nada melhor do que comprar um lindo presente para ela! Sabe, ela adora coisas bem bonitas, mas sabe que eu não estou podendo gastar, então vai aceitar um presente de coração. Sei que vai! Ela adora ganhar presentes e diz que eu sempre escolho muito bem! É o máximo. Não tem como eu me decepcionar com o que ela tem a me oferecer. É sempre perfeito! É sempre a minha cara. Sempre queremos ver os mesmos filmes e, depois, comer as mesmas coisas. Não tem discussão e nenhuma das duas sai contrariada. Como é bom eu estar comigo mesma!

O Dia dos Namorados é a época em que as pessoas param e se lembram: poxa, eu não tenho namorado! Claro que as pessoas que têm estão orgulhosas porque finalmente, neste ano, estarão acompanhadas. Mas o fato é que nos outros anos elas não estavam sozinhas. Estavam só tão longe de si mesmas que achavam que o nome disso era solidão.

Eu adoro namorar. Adoro estar com alguém. Mas não gosto das propagandas de TV que juram que você só será feliz quando achar o seu amor (como se acha um par de sapatos numa liquidação). O pior é que muitas pessoas aceitam qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, para não estarem sozinhas no dia dos namorados. Até mesmo a violência física, verbal, a agressão de todo o tipo e as migalhas afetivas de alguém que não sabe amar. "E daí?", pensam, "Pelo menos eu tenho alguém!"

Gente não é coisa! Não é mesmo! E amor não é essa matéria líquida que as pessoas moldam da maneira que queiram. Amor é um estado, um estado de uma sublimação fantástica, quando todos os seus dias ficam cheios de uma coisa que você nem sabe o que é. É quando você prefere estar em casa, assistindo DVD, a estar na maior e na melhor festa do mundo só porque seu amor precisa acordar cedo no outro dia. É quando tudo o que ele fez você consegue enxergar sem os olhos impiedosos do julgamento. Quando você aceita e não critica. Está tão feliz que nem sabe que dia é hoje, e se é ou não dia dos namorados.

Conheço casais velhinhos que ainda são namorados, assim como conheço casais super jovens que estão como casados há 50 anos. Tudo é um estado de espírito. A gente pode estar apaixonada e namorando o tempo todo. Podemos namorar as vitrines, namorar nossos livros, namorar nossos amigos. Podemos, o melhor de tudo, namorar a nós mesmas.

Amar aquilo que somos sem julgamento. Não se acabar num pote de Haggen Daz só porque está só (está certo que Haggen Daz é bom de qualquer jeito!). Ninguém está só no Universo, assim como ninguém está acompanhado. Existem pessoas casadas, com famílias ditas felizes, e que se sentem super sozinhas!

Precisamos parar de comprar as imagens que a TV vende! Gente... não tem para quem dar o presente? Dê um presente para si mesma, olha que ótima oportunidade! Não tem para quem dizer eu te amo? Diga para si mesma, no espelho, enquanto faz uma escova daquelas para sair com suas amigas e rir muito! A felicidade é todo dia, e cada dia a vida nos dá algo com o que sermos felizes. Um dia é um amor, outro dia é uma mãe, outro dia é um cãozinho, e outro dia é a gente mesmo.

E se você acha que não se ama, que tal se seduzir? Colocar a sua melhor roupa, se levar para fazer um daqueles programas que você adora? Tenho certeza que não haverá espaço para infelicidade de efeméride nesse caso!

Seja feliz, com você! Com ou sem namorado! E, no ano que vem... quem sabe, não é?

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Andrea Pavlo   
Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa.
E-mail: [email protected]
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