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O Jogo da Desejada



Todos nós temos necessidade de nos sentirmos autônomos e senhores de si, mas nosso inconsciente se manifesta contrariamente a isso, mostrando que nossa mente (ego) não é tão "senhor" assim de nossos atos.

Segundo Eric Berne, psiquiatra canadense, não somos tão autônomos quanto pensamos ou queremos ser. Todos nós vivemos nossos relacionamentos a partir de dinâmicas inconscientes que foram geradas na constituição de nossa personalidade até os 5 anos.

Eric Berne descreve essas dinâmicas como "jogos da vida". Jogamos a todo momento e esses jogos podem ser positivos ou negativos. Berne catalogou vários jogos, entre eles o "jogo da desejada", que é geralmente atuado por mulheres apesar de ser também jogado por homens. Nesse jogo a mulher se insinua e joga como que uma "isca" para o homem, que frequentemente entra no jogo, se interessa por ela e retribui demonstrando interesse na paquera. Nesse momento a mulher muda o jogo e se coloca como vítima, negando a insinuação, deixando o homem numa situação de "perda de chão".

Porque ela faz isso? Bom, vários motivos pessoais e inconscientes poderiam ser pensados, dentre eles, e talvez o mais importante, é a necessidade de elevar sua auto-estima. Quando esta mulher se sente com a auto-estima baixa, e se seu parâmetro de auto-estima é o desejo sensual de homens, ela pode seguir vários caminhos, dentre eles dois mais comuns: se sentir mal e entrar numa depressão ou buscando se sentir "desejada" envolvendo outras pessoas no seu jogo que, reafirmo, é inconsciente. Desta forma ela consegue elevar sua auto-estima mas de forma negativa pois o "outro" que foi "fisgado" para entrar no jogo, sai do jogo sempre perdendo.

É um jogo negativo, mesmo para a mulher, pois sua auto-estima continua frágil e dependendo dos outros. A necessidade de afirmar-se a partir dos outros é, metaforicamente, como que "pisarmos" nas pessoas para nos mantermos erguidos emocionalmente ou mantermo-nos bem às custas dos outros.

O "jogo da desejada" é uma forma de dependência que se mostra na manipulação das pessoas com quem convivemos. É preciso buscar entender as causas para modificar comportamentos, entender as dinâmicas pessoais que são sempre individuais e mudam de um indivíduo para outro. A análise pessoal mostrará suas motivações mais íntimas, as capacidades da alma e seus objetivos espirituais nessas situações.
 

Roberto Gwydion é terapeuta e tarólogo - tarologoweb

Texto revisado por Cris


Publicado dia 2/8/2007
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Autor: Paulo Zonta   
Terapeuta e Coaching
E-mail: paulozontaescritor@gmail.com | Mais artigos.

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