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O que é o EU?

por Paulo Tavarez

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O que é o Eu? Você já se perguntou? Parece estranho  transformar tal coisa em um objeto para  ser estudado, mas isso é extremamente necessário ao nosso avanço.

O Eu  não pode ser tratado eternamente como  um personagem fragilizado, cheio de vulnerabilidades, envolvido em enredos dramáticos, nada disso! O Eu é simplesmente indestrutível, incontaminável, eterno, imutável, sempre consciente e fonte de toda a felicidade sonhada por todos. 

O Eu não é aquele que sofre, aquele que age, aquele que atua, aquele que sente, enfim, o Eu nunca foi um ator no palco da existência, ele sempre foi o espectador e  para Ele nada nunca aconteceu.

No atual estágio consciencial  da humanidade é comum essa confusão: tratar  o Eu como o ego. O ego é um personagem atuando nos processos mentais, em contrapartida, o Eu é aquele que  está testemunhando. O Eu nunca poderá ser confundido com as vozes da nossa cabeça, pelo contrário, ele é aquele que ouve as vozes. 

Jesus exemplificou isso quando disse: “Meu Reino não pertence  a  esse  mundo, só vim aqui para testemunhar…” Aquilo que estava sendo testemunhado pele Mestre Jesus nos momentos de sua crucificação, de forma algum o abalava, tanto é verdade que ele pediu pelos mesmos detratores e carrascos que o vilipendiavam. 

Jesus encontrou o Eu - aquele a quem ele chamava de Pai, às vezes ele estava no Pai, às vezes o Pai estava nele, pois, como ele mesmo dizia: “Eu e o Pai somos um”.

O Eu não se move, tudo se move Nele. Aristóteles, talvez em algum estado de epifania, percebeu a existência de um motor  primordial na Natureza, chamou essa instância de Primeiro Motor do Universo, um grande motor imóvel, que  precede tudo. Aristóteles  simplesmente se referia ao Eu, pois descobriu que onde quer você vá ou o que  quer que te aconteça, nada  irá mudar em sua Verdadeira Natureza. O Eu não sairá do lugar  e não será afetado em nada. 

Os ocidentais, orientados por doutrinas judaico-cristãos, transformaram esse motor imóvel e indestrutível em  algo separado de si e deu a ele o nome de Deus. Sem perceberem o tamanho do equívoco, rezam, pedem e prestam cultos a divindades diversas sem perceberem que não há nada que transcenda o próprio Eu. 

Os místicos orientais mais esclarecidos, sabem que o Ser já é tudo aquilo que precisa ser,  entendem que não há nada a ser realizado, sabem que é desnecessário preocupar-se com a Vida, basta encontrar o Eu.

O Eu não se move, o mundo se move Nele. (Ramana Maharshi)
Texto Revisado

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Sobre o Autor: Paulo Tavarez   
Conheça meu artigos: Terapeuta Holístico, Palestrante, Psicapômetra, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define. Eu sou o que Eu sou! Conheça mais sobre mim em: www.paulotavarez.com - Instagram: @paulo.tavarez
E-mail: paulo.tavarez@cellena.com.br
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Publicado dia 29/11/2020 em Almas Gêmeas

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