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O rancor no casamento e no namoro, reduzindo a felicidade

por Regis S Mesquita de Oliveira

Publicado dia 24/1/2012 em Almas Gêmeas

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"Não conheço rancor pior que o matrimonial. A cara das pessoas nessas situações fica de uma feiúra moral que assusta".

J A Gaiarsa


João tinha depressão. Maria não gostava que ele fosse assim. Apesar disso... se casaram.
O casamento esfriou e entrou em crise. As constantes desistências de João frustravam Maria. Por exemplo, combinavam de ir ao cinema e João desistia. Maria ficava raivosa e decepcionada. A mágoa vinha junto, pois ela se sentia pouco amada.

O silêncio de João só aumentava a sensação de ser "deixada de lado". Não havia sintonia, por isto procuraram o psicólogo.
A esposa sentia raiva, sentia mágoa, e com isto gerava o rancor. Ficou irritadiça e "menos romântica".
Distância... ficou distante do marido, afetiva e corporalmente.

Era assim que sofria menos. Não queria mais sonhar, para não se frustrar. Não queria mais desejar, para não se sentir sozinha. Não queria mais ser a boba. Ela estava virando uma insensível; estava indo para o reino do "tanto faz".
Todas as coisas boas estavam morrendo. Mas, o rancor continuava lá, firme. Ela já estava tão acostumada com ele que nem prestava atenção no sentimento que dominava sua vida. E a distância que ela criou dava um ar de vingança contra o marido. Ele não me dá, eu não dou - estamos empatados. Miséria de vida! Sem o positivo, lotado do negativo. Ela fez suas escolhas pensando em se defender. Acabou matando o positivo e incentivando o negativo.

Ele, o João, também queria se defender. "A vida é assim, fazer o quê"? Diz ele. "Fazer o quê"? Repetia.

A terapia tinha que ajudar. Primeiramente perceber o resultado: quando PRIORIZO me defender, permito que o negativo domine. O resultado é ruim.
O que é nobre movimenta a vida; o que é negativo empobrece, paralisa e desvitaliza. Perder o que é bom é péssima escolha. É o caminho para perpetuar o rancor - raiva e mágoa curtida a cada minuto.

O rancor nos lembra da vida que não temos e que poderíamos ter.

O rancor é uma peça que pregamos contra nós mesmos, pois tão logo nos lembra do que não temos, iniciamos o auto-boicote para ter certeza de que nunca teremos. O rancor nos machuca, pois não é fácil ficar se boicotando e delirar que está se protegendo.

Maria queria tudo diferente, queria dar uma última chance ao marido. Somos cheios de última chance...
99% das vezes o rancor mantém o casamento de pé, paralisado, pobre e mesquinho. Mantém agonizante, mas mantém.

Lembre: sentimentos, assim como seres vivos, lutam para sobreviverem.
O amor faz tudo para se perpetuar, a infelicidade procura motivos para se manter, o ódio tenta ser sempre mais forte, etc.
O rancor também vai lutar para se manter dominante - paralisando tudo e se nutrindo da insatisfação.

O rancor luta bravamente para ser o sentimento dominante e não abandonará sua luta. Ao primeiro sinal de vida boa, ele ativa a angústia, o medo, a insegurança, a dúvida, a descrença, o egoísmo e, principalmente, a raiva e a mágoa.
É um arsenal de negativismo. Todos eles fortes, nutridos no dia-a-dia da vida pobre e supostamente protegida. É uma luta desigual. Bons sentimentos esqueléticos lutando contra a gangue dos grandalhões da vida protegida e negativa.
A vida protegida é assim: sentimentos nobres são desprezados e os negativos cultivados, tudo em meio a um caldo de ilusões e delírios. Na terapia, aprenderam a experimentar a vida desprotegida (viver desprotegido é a função da vida conjugal).

"Sirva a quem o machuca. Onde você se sentir humilhado é onde você deve voluntariamente se humilhar. O que o outro apontar que você não sabe fazer é o que você tem que aprender. Quando você se afastar, faça a escolha de se aproximar. Chore, mas não fique distante".
Desde que você não esteja casado com uma psicopata, a regra acima vale ouro. Na terapia, Maria e João superaram traumas pessoais, que foi de grande ajuda para o renascer da vida afetiva plena.
Se você não tiver a oportunidade da terapia, tome uma decisão: "esta minha vida é difícil e pouco satisfatória. Seguirei para uma vida desprotegida, onde servirei a mim mesma e à minha família com tudo de nobre que restou em mim".

O rancor vai contra-atacar com mais sentimentos negativos e mais ilusões. Você vencerá somente se permitir perder, se for boba, se aceitar não ser recompensada e nem reconhecida nas primeiras batalhas da mudança.
Parece difícil, mas é mais lógico cultivar o exército dos bons sentimentos do que a gangue da negatividade. Os resultados são melhores, mas é o tempo, a disciplina e a perseverança que vão consolidar esta vitória.
Você será inundado com a energia e bem-estar que somente os exércitos dos sentimentos nobres são capazes de lhe proporcionar. Não há como uma pessoa com boa vibração, disciplinada para oferecer o que é nobre, não conseguir transformar sua vida pessoal. Estas habilidades colocam a vida em movimento, geram o novo e o amadurecimento.

Texto original do site PSICOLOGIA RACIONAL: https://www.psicologiaracional.com.br/

Outro texto: Abro o meu coração para a realidade que a vida me oferece

Regis Mesquita é psicólogo e Terapeuta de Vidas Passadas em Campinas, SP.

Twitter: https://twitter.com/#!/mesquitaregis

Facebook: https://www.facebook.com/mesquitaregis

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Autor: Regis S Mesquita de Oliveira   
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